Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Vitor Roque agarrou este contra o Grêmio. 1‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Palmeiras.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Palmeiras falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 85. O Cruzeiro tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Grêmio marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 25 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Vitor Roque. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Palmeiras. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Felipe Anderson fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
8 jogos a 6.65 e um balneário que deixou discretamente de contar. As semanas mais duras de qualquer transferência são aquelas sobre as quais ninguém escreve.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Palmeiras a diferença vê-se da última fila.
4‑1 frente ao Cerro Largo, numa noite que vai ser revista neste clube durante uma geração. As reputações europeias fazem-se em noites soltas, e esta foi a noite.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 36 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Empate aos 91 minutos, depois de uma tarde que o Palmeiras tinha praticamente arrumada. O Fluminense vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palmeiras, e não vai ser retirado.
Uma média de 7.03 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Palmeiras têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Alexander Barboza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Avaliado com 8.08. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Palmeiras.
O banco28/09/2026
Vitor Roque tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Palmeiras dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palmeiras, e não vai ser retirado.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel21/09/2026
Gustavo Gómez sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Gustavo Gómez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Vinícius Moura saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
O bancoNão há lugar para Bruno Fuchs no jogo grande
Ninguém quer jogar contra o Palmeiras neste momento
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Ramón Sosa agarrou este contra o Botafogo. 2‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Palmeiras.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Palmeiras marcou aos 123, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Palmeiras disse a Bruno Fuchs que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
O bancoJoaquín Piquerez tornou-se um homem de confiança do treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Palmeiras podem fingir não ter ouvido.
Aos 21 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Palmeiras vai tentar não fazer disso um caso.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O treinador reorganizou as ideias e Alexander Barboza saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Carlos Miguel está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Palmeiras sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Lucas Evangelista: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Palmeiras a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Vitória por 3‑0 sobre o Vitória, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Uma média de 7.01 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Palmeiras têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Vitor Roque tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Avaliado com 8.44. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Palmeiras.
O banco24/08/2026
Vitor Roque tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Palmeiras dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco24/08/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Vinícius Moura, sobre uma vitória por 3‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Tondela tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Alexander Barboza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 18 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 1‑0, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
Dribles concretizados: 37. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Palmeiras ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alexander Barboza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Murilo, e o treinador deixou.
Nada assinado, nada desmentido, e muita gente de repente muito cuidadosa com as palavras. Quem já viveu uma destas sabe que a parte silenciosa dura meses.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Gustavo Gómez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.