3‑0 frente ao AEK, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
1‑0 frente ao Ararat-Armenia, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Charlie Cresswell e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Oleksandr Zubkov acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
AntevisãoOs vizinhos são o próximo adversário do Panathinaikos
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Panagiotis Retsos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Daniel Karlsbakk estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Panathinaikos, mais uma semana sem a assinatura de Iker Muñoz.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Panathinaikos foi explícito quanto à situação de Santi Comesaña, o que é mais do que muitos recebem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Samuel Edozie treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A venda concretizou-se e todos os planos para a próxima época voltaram a ser provisórios. Donos novos chegam sempre a prometer paciência; a promessa tem prazo de validade.
1‑1 frente ao Malmo FF, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Daniel Karlsbakk está no centro dessa descrição.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Panathinaikos pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Notas dos jogadores04/10/2032
Um golo de defesa dá a vitória ao Panathinaikos — 7.27
1 para Pablo Ramón, avaliado com 7.27, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dani Tasende será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Triantafyllos Tsapras está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2‑0 frente ao FC Midtjylland, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Plantel20/09/2032
Samuel Edozie consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Samuel Edozie acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Heorhii Sudakov produziu-o, e o 8.30 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.96 para o resto.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
A proposta ficou muito aquém e em Panathinaikos não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Direção06/09/2032
O prazo passa com 34 contratações e 36 saídas
Está feito o negócio no Panathinaikos até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
39 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Atromitos à espera com uma camisola. No Panathinaikos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Dinis Rodrigues está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dani Tasende será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Heorhii Sudakov e o Panathinaikos acertam mais 5 anos.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
A camisola ainda lhe serve. Konrad De la Fuente está de volta ao Panathinaikos, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Konrad De la Fuente está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
53 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Álex Cardero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel16/08/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no Panathinaikos
11 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
61 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2.º lugar e 67 pontos no marcador. No estádio ainda ninguém diz a palavra, e no estádio toda a gente pensa nela.
Plantel09/08/2032
Uma transferência que Iker Benito teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Iker Benito está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
O Panathinaikos foi ao AEK com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Miloš Pantović acertou condições com o Aris Thessaloniki para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
69 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O aperto de mão com o Olympiacos está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Alessandro Arena agiu, no Panathinaikos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel02/08/2032
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santi Comesaña está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Panathinaikos, mais uma semana sem a assinatura de Iker Muñoz.
76 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Panathinaikos já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Nautico por Ricardinho foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Thijmen Blokzijl estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Panathinaikos joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Panathinaikos, mais uma semana sem a assinatura de Carlos Soler.
84 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel19/07/2032
Jon Moncayola consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Jon Moncayola acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hatim Es-Saouabi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Plantel19/07/2032
Rodrigo Ribeiro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
91 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Álex Cardero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Triantafyllos Tsapras estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Timothy Castagne lesiona os ligamentos do joelho — 98 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 98 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel05/07/2032
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Ribeiro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Iker Muñoz, e o treinador deixou.
106 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O AS Roma pagou $8.8M e o Panathinaikos aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Martin Georgiev acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel28/06/2032
Rodrigo Ribeiro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. Martin Georgiev chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
Timothy Castagne lesiona os ligamentos do joelho — 113 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 113 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A proposta do Stade Rennais por Giacomo Koloto foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hatim Es-Saouabi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Plantel21/06/2032
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Triantafyllos Tsapras está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ángel Fortuño, e o treinador deixou.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Panathinaikos não o segura a fingir o contrário.
Ninguém no Panathinaikos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
121 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Medeama por Kwadwo Opoku foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Álex Cardero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Álex Cardero pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
129 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Panathinaikos foi ao PAOK com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Alvos de mercado07/06/2032
$210.0K põem os clubes de acordo sobre Amine Bassi
O PAOK aceitou o dinheiro. O que o Panathinaikos ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O Panathinaikos foi ao PAOK com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Alexis Kalogeropoulos está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $2.2M — um clube que quer Miguel Román ao ponto de perguntar duas vezes.
Timothy Castagne lesiona os ligamentos do joelho — 137 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 137 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Per Kloosterboer será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Triantafyllos Tsapras estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
36 jogos e 38 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Panathinaikos beneficiou disso.
As regras permitem-no e dói na mesma. Hatim Es-Saouabi acertou condições com o PAOK para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Charlie Cresswell esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Thijmen Blokzijl agiu, no Panathinaikos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Olympiacos segue em frente e o Panathinaikos vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
20 golos e uma média de 7.63 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Panathinaikos pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no Panathinaikos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Panathinaikos, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel03/05/2032
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Ribeiro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Panathinaikos sabem-no.
O banco03/05/2032
Raúl García tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Panathinaikos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Aitor Cantalapiedra está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pablo Ramón treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
38 golos em 36 jogos no Benevento — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Panathinaikos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Charlie Cresswell esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel26/04/2032
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Ribeiro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel26/04/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no Panathinaikos
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Giannis Konstantelias está nela.
34 golos em 34 jogos no Benevento — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Panathinaikos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Posição 2, 67 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Antonio Casas, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fotios Vrousai treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Não há pior forma de perder um futebolista. Rayan Raveloson pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Fabrizio Caligara está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel12/04/2032
Rodrigo Ribeiro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Panathinaikos, mais uma semana sem a assinatura de Fotios Vrousai.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Charlie Cresswell está nela.
31 golos em 32 jogos no Benevento — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Panathinaikos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Ribeiro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Aitor Cantalapiedra e o Panathinaikos acertam mais 3 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Raúl García está nela.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel29/03/2032
Daniel Karlsbakk desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel29/03/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no Panathinaikos
14 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Giannis Konstantelias está nela.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Pere Milla tem a sua resposta do Panathinaikos; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Fotios Vrousai fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Panathinaikos, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
1‑2 frente ao PSV. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Rodrigo Ribeiro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
2.º lugar com 67 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Uma média de 7.56 na época, com 19 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.33 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Panathinaikos
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Raúl García agarrou este contra o AEK. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Panathinaikos.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Panathinaikos marcou aos 104, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Charlie Cresswell e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Emiliano Zacca será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
0‑2 frente ao PSV. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Timothy Castagne agiu, no Panathinaikos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Panathinaikos já falam dele no passado.
Plantel01/03/2032
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Ribeiro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
29 golos em 27 jogos no Benevento — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Panathinaikos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Uma média de 7.52 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Panathinaikos pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
3 golos num só jogo. O primeiro foi bem apontado, o segundo com fome, e ao terceiro a bancada já só esperava que a bola lhe chegasse.
Jogo14/02/2032
Ninguém quer jogar contra o Panathinaikos neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Daniel Karlsbakk estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
1‑0 frente ao Olympiacos, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
28 golos em 25 jogos no Benevento — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Panathinaikos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Jogo07/02/2032
Ninguém quer jogar contra o Panathinaikos neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Uma média de 7.48 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Contra qualquer outro seriam três pontos e pouco mais. Contra eles, e com o nome dele no golo, é um ano de conversa garantida para o Panathinaikos e uma história que vai sobreviver ao contrato dele.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os dérbis fazem nomes, e Raúl García fez o seu contra o AEK. 3‑1, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Uma média de 7.61 na época, com 20 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Daniel Karlsbakk acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Direção02/02/2032
O Panathinaikos fecha o mercado com um plantel feito por si
11 entradas e 12 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Panathinaikos têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
O Panathinaikos perguntou e o Fluminense disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
19 golos e uma média de 7.58 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Panagiotis Retsos está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
Jogo24/01/2032
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Panathinaikos. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Asteras vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Panathinaikos foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Verba acordada, salário acordado, e o Volos NPS à espera com uma camisola. No Panathinaikos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Raúl García produziu-o, e o 9.59 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.55 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
23 golos em 21 jogos no Benevento — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Panathinaikos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
A série sem derrotas chega aos 10 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Lazaros Rota agiu, no Panathinaikos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Uma média de 7.51 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O aperto de mão com o PAOK está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Olympiacos fica com o seu homem, e o Panathinaikos volta a uma lista com um nome riscado.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Panathinaikos aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Panathinaikos fez a parte difícil com o AEL Larisa, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
20 golos em 18 jogos no Benevento — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Panathinaikos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O OFI vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Panathinaikos foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 32 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.79 aos 39, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Othniël Raterink será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
15 jogos no Benevento e os golos não param. No Panathinaikos acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
Plantel22/12/2031
Rodrigo Ribeiro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
1‑0 frente ao Bodo/Glimt, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Giannis Konstantelias está no centro dessa descrição.
O Panetolikos vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Panathinaikos foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Raúl García produziu-o, e o 9.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Faltavam 86 minutos e o Bodo/Glimt tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Panathinaikos não parou para dar explicações.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Stavros Pilios será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.44 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Giacomo Koloto
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Rodrigo Ribeiro no seu melhor
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pedro Chirivella será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Ribeiro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Posição 2, 28 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Panathinaikos pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hugo Novoa será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Charlie Cresswell esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 68 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A série sem derrotas chega aos 10 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Othniël Raterink será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 75 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Mario Soriano e o Panathinaikos acertam mais 5 anos.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Ribeiro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Segue-se o Aris Thessaloniki, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Levadiakos vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Panathinaikos foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Panathinaikos lida com um homem que quer outro país.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Panathinaikos têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Panathinaikos pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo26/10/2031
Ninguém quer jogar contra o Panathinaikos neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Panathinaikos e do Panserraikos por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pedro Chirivella será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Chiquinho, e o treinador deixou.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Emiliano Zacca quer futebol continental; se o Panathinaikos o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Panathinaikos, mais uma semana sem a assinatura de André Silva.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Panathinaikos ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Raúl García está nela.
0‑0 frente ao Bodo/Glimt, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Panathinaikos pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Asteras obrigou o Panathinaikos a suar, mas no fim o marcador dizia 2‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel06/10/2031
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Chiquinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Rodrigo Ribeiro produziu-o, e o 8.46 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Chiquinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
0‑2 perante o nível do Bayern Munich. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fotios Vrousai, e o treinador deixou.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Santi Comesaña chama-lhe outra coisa em privado.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Giannis Konstantelias produziu-o, e o 8.61 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Em resumo
PlantelChiquinho desentende-se com um colega por causa das exigências
Notas dos jogadoresRaúl García jogou uma tarde diferente da de toda a gente
40 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o AEL Larisa à espera com uma camisola. No Panathinaikos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 61 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel08/09/2031
Kwadwo Opoku consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Kwadwo Opoku acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Panathinaikos fez a parte difícil com o PAOK, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $150.2K — um clube que quer Yevhenii Kucherenko ao ponto de perguntar duas vezes.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Rayan Raveloson lesiona os ligamentos do joelho — 48 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 48 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Atromitos à espera com uma camisola. No Panathinaikos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Direção01/09/2031
O prazo passa com 49 contratações e 34 saídas
Está feito o negócio no Panathinaikos até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Miloš Pantović acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
55 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Panathinaikos já se começa a dizer o nome dele no passado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel25/08/2031
Uma transferência que Lovro Majer teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Lovro Majer está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Charlie Cresswell e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Direção25/08/2031
17 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Panathinaikos
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
A formação existe exatamente para esta manhã. Dimitrios Tzavellas passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
62 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Panathinaikos já se começa a dizer o nome dele no passado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel18/08/2031
Uma transferência que Chiquinho teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Chiquinho está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
O Panathinaikos foi ao PAOK com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Rayan Raveloson lesiona os ligamentos do joelho — 69 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 69 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 90 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Volos NPS à espera com uma camisola. No Panathinaikos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $3.6M porque Iker Muñoz é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Iker Muñoz agiu, no Panathinaikos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Panathinaikos perguntou e o Aris Thessaloniki disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não há pior forma de perder um futebolista. Miki Muñoz pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
76 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Panathinaikos já se começa a dizer o nome dele no passado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
A perseguição a Antonio Casas terminou com $5.7M a mudar de mãos e o Aris Thessaloniki sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Plantel04/08/2031
Uma transferência que Fotios Vrousai teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Fotios Vrousai está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Olympiacos fica com o seu homem, e o Panathinaikos volta a uma lista com um nome riscado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
84 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Aris Thessaloniki aceitou o dinheiro. O que o Panathinaikos ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Santi Comesaña agiu, no Panathinaikos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Aris Thessaloniki queria mais do que $650.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
92 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Plantel21/07/2031
Uma transferência que Mario Soriano teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Mario Soriano está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
O Aris Thessaloniki queria mais do que $930.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Rayan Raveloson lesiona os ligamentos do joelho — 99 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 99 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Giacomo Koloto não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Panathinaikos já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Manu Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel14/07/2031
Tom Louchet desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jota Silva está nela.
Rayan Raveloson lesiona os ligamentos do joelho — 107 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 107 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 127 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Panetolikos à espera com uma camisola. No Panathinaikos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Volos NPS por Othniël Raterink foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Charlie Cresswell esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
115 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não há pior forma de perder um futebolista. Lucas pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
$51.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Atromitos pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
124 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Panathinaikos já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Panathinaikos ofereceu $940.0K; o AEK disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tom Louchet estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Panathinaikos lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Em resumo
Plantel7 caras novas e o Panathinaikos ainda se está a conhecer
132 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Panathinaikos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. André Silva agiu, no Panathinaikos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $60.1K — um clube que quer Luca Palmiero ao ponto de perguntar duas vezes.
$930.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Aris Thessaloniki pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Manu Sánchez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/06/2031
6 jogadores do Panathinaikos ao serviço das seleções
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 6 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
Em resumo
MercadoAEL Larisa estão prestes a pegar no telefone
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Mercado09/06/2031
Tão perto: a transferência de Giacomo Koloto morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Apollon seguiu em frente, Giacomo Koloto apresenta-se de volta no Panathinaikos, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
A proposta seguiu esta semana para o PAOK, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Levadiakos queria mais do que $1.7M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Panathinaikos fez a parte difícil com o PAOK, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Manu Sánchez e o Panathinaikos acertam mais 4 anos.
66 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
A proposta do Slovacko por Giacomo Koloto foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais um nome na lista: o Volos NPS fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Stavros Pilios. A resposta do Panathinaikos não mudou — para já.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Pavlos Nikolaou e o Panathinaikos acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Patrik Carlgren acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
Triantafyllos Tsapras esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Olympiacos vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Lovro Majer pré-acordou a mudança para o Panathinaikos, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Ninguém no Panathinaikos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Panathinaikos lida com um homem que quer outro país.
Plantel26/05/2031
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Moutoussamy está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Panathinaikos aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Plantel19/05/2031
Izan Merino consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Izan Merino acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Panathinaikos sabem-no, e também todos os que o veem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Stefan de Vrij e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jota Silva está nela.
Plantel12/05/2031
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Moutoussamy está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Panathinaikos. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nuno Lima treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
66 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Novak Mićović e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém no Panathinaikos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Moutoussamy estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Manu Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pere Milla, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Silva estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Thanasis Androutsos tem a sua resposta do Panathinaikos; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Rodrigo Ribeiro apontou a data.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Panathinaikos pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Othniël Raterink será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Stefan de Vrij está nela.
Plantel21/04/2031
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Moutoussamy está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Panathinaikos, mais uma semana sem a assinatura de Antonis Tsiftsis.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Stavros Pilios será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Stefan de Vrij e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel14/04/2031
8 caras novas e o Panathinaikos ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jota Silva está nela.
66 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Raúl García e o Panathinaikos acertam mais 3 anos.
Stefan de Vrij e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Daniel Karlsbakk sai dessa comparação dentro da equipa, e o Panathinaikos beneficiou de cada uma dessas tardes.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Iason Georgakopoulos, e o treinador deixou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Žan Celar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Panathinaikos lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Daniel Karlsbakk está nela.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Panathinaikos ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Panathinaikos. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Panathinaikos já se começa a dizer o nome dele no passado.
A primeira derrota em 13 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Monaco; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Uma média de 7.50 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.98 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Stefan de Vrij esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 8 golos entre o Panathinaikos e o Monaco, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
Notas dos jogadoresRaúl García jogou uma tarde diferente da de toda a gente
PlantelA paragem para as seleções esvazia o Panathinaikos
PlantelUm clube mais pequeno assentaria agora a Jon Moncayola
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Stavros Pilios será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Novak Mićović e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel17/03/2031
No Panathinaikos ainda são estranhos uns para os outros
13 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pere Milla, e o treinador deixou.
O banco17/03/2031
Jota Silva tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Panathinaikos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel17/03/2031
João Silva desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Panetolikos vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Panathinaikos foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 66 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mady Camara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.51 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
3 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
1‑1 frente ao Monaco, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Giacomo Koloto não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Panathinaikos marcou aos 91, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Uma média de 7.35 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Stefan de Vrij esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.46 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Uma média de 7.48 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Stefan de Vrij e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Aris Thessaloniki queria mais do que $160.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Giannis Konstantelias. 3‑1 sobre o Aris Thessaloniki, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel17/02/2031
13 caras novas e o Panathinaikos ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Panathinaikos já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Raúl García produziu-o, e o 9.22 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mady Camara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Plantel10/02/2031
Uma transferência que Pere Milla teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Pere Milla está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
Uma média de 7.35 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
14 dias de fora para Stefan de Vrij depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Apollon à espera com uma camisola. No Panathinaikos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Panathinaikos tem 5 vitórias seguidas dela.
Plantel03/02/2031
Uma transferência que Hugo Novoa teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Hugo Novoa está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
Direção03/02/2031
O Panathinaikos fecha o mercado com um plantel feito por si
11 entradas e 12 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O orgulho é do Panathinaikos por mais um ano, com um 2‑1 sobre o AEK e casa cheia.
Plantel27/01/2031
23 dias de fora para Stefan de Vrij depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Volos NPS à espera com uma camisola. No Panathinaikos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Giacomo Koloto acabou de assinar pelo Panathinaikos e, por uma vez, a resposta importava.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Panathinaikos têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
32 dias de fora para Stefan de Vrij depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jota Silva produziu-o, e o 8.60 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel20/01/2031
Uma transferência que Sven Köhler teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Sven Köhler está a viver essa versão no Panathinaikos, e costuma notar-se no primeiro mês.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alvos de mercado13/01/2031
Verba fechada, faltam as condições de Ronan Kpakio
O Panathinaikos e o Zorya acertaram em $16.8M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jota Silva produziu-o, e o 8.60 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Pavlos Pantelidis volta a ser jogador do Panathinaikos, e a cidade tem a sua história do verão.
Há contratações e há contratações que vêm com uma segunda dose de satisfação. O Panathinaikos tirou Ricardinho a um clube com que se mede, e esse prazer vai durar mais do que o mercado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 51 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Posição 2, 39 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O aperto de mão com o AEK está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Panathinaikos estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Giannis Konstantelias agiu, no Panathinaikos, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
15 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
Stefan de Vrij esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
23 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Asteras segue em frente e o Panathinaikos vai para casa, com um 0‑4 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Stefan de Vrij e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Rodrigo Ribeiro. 3‑1 sobre o OFI, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Uma média de 7.27 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
9‑0. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
Plantel16/12/2030
Petros Mitroglou lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo14/12/2030
Ninguém quer jogar contra o Panathinaikos neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.80 para o resto.
Stefan de Vrij e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Notas dos jogadoresJota Silva jogou uma tarde diferente da de toda a gente
228Edição
O Diário de Panathinaikos
09/12/2030
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel09/12/2030
Petros Mitroglou lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Panathinaikos e o Panetolikos, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Uma média de 7.28 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
0‑2 perante o nível do PSV. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Panathinaikos a ouviu como outra coisa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Panathinaikos podem fingir não ter ouvido.
11 golos e uma média de 7.22 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.