Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Porto Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Porto Vitória vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Uma sondagem ao Ituano para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Perguntou-se ao Fluminense se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
O Porto Vitória já telefonou ao Goianésia. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Weriton e o Porto Vitória acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Porto Vitória terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Porto Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rhuan e o Porto Vitória acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Zé Rafael e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sport Recife fica com o seu homem, e o Porto Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Mateus Figueiredo é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faz o seu trabalho e não se está a instalar. O Porto Vitória devia ser um passo em frente nas contas dele, e as contas dele foram revistas desde que chegou.
Plantel14/12/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Porto Vitória
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Luiz Lopes lesiona os ligamentos do joelho — 23 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Arthur Nascimento, e o treinador deixou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Cesinha e o Porto Vitória acertam mais 1 anos.
Uma sondagem ao Sport Recife para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Já são 15 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Jogo30/11/2026
Para o Porto Vitória, cada ponto é agora uma discussão
Posição 15 e 6 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Porto Vitória sabem-no.
Alejandro Alfonso e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Metade do calendário jogado, 15.º lugar, 6 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Anderson Mauro
17Edição
O Arauto de Porto Vitória
23/11/2026
Do nosso correspondente de futebolCrise
Jogo21/11/2026
Não se vê o fim da espera do Porto Vitória por uma vitória
Já são 14 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Porto Vitória tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Vinícius Souza depois do 0‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sérgio Figueiredo e o Porto Vitória acertam mais 3 anos.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
A coisa menos glamorosa que um reforço estrangeiro faz e a que decide a maioria deles. Um jogador que percebe o grito que vem atrás dele é outro futebolista diferente daquele que não percebe.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Anderson Mauro produziu-o, e o 8.26 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Porto Vitória e do Ceilândia por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Sérgio Figueiredo é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alejandro Alfonso, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 3‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rhuan treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
7 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Porto Vitória sabe dizer em que semana.
Zé Rafael esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O treinador reorganizou as ideias e Rodolfo Mol saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Plantel02/11/2026
No Porto Vitória ainda são estranhos uns para os outros
11 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O banco02/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Vinícius Souza escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Porto Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
JogoPonto ganho ou dois perdidos para o Porto Vitória?
Notas dos jogadoresEnzo Santiago tinha sempre o passe
6 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Porto Vitória sabe dizer em que semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Porto Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Willian Borges, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Vinícius Souza depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Porto Vitória ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Zé Rafael e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 37 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Porto Vitória é como lidar com um homem a quem deve muito.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco19/10/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Vinícius Souza saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Porto Vitória podem fingir não ter ouvido.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 40 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Porto Vitória é como lidar com um homem a quem deve muito.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Bruno Xavier é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Alejandro Alfonso tem 37 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Rhuan tem 34 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Porto Vitória não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Porto Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Cesinha e o Porto Vitória acertam mais 1 anos.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Porto Vitória sabe dizer em que semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Porto Vitória joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Vinícius Souza a uma sala que já as tinha ouvido.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 14 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Zé Rafael e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Arthur Nascimento tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Heitor tem 37 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Luiz Moreira está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zé Rafael, e o treinador deixou.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Vinícius Souza a uma sala que já as tinha ouvido.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Em resumo
Notas dos jogadoresMárcio Costa passa por eles um de cada vez
Zé Rafael esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
Plantel07/09/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Porto Vitória
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
1‑4 para o Nova Iguaçu, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Arthur Nascimento acabou de assinar pelo Porto Vitória e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Porto Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
O banco31/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑4, ditas por Vinícius Souza a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Porto Vitória vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Não se vê o fim da espera do Porto Vitória por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Porto Vitória tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Luverdense defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Porto Vitória sabe em que fase está.
0‑7 para o Água Santa, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
0-5, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
As bancadas17/08/2026
Os assobios descem de três lados
«Pagamos isto de quinze em quinze dias. O mínimo é alguém a quem se note que lhe importa.» 5 dos 15 do plantel principal saíram para aquilo; os outros não jogaram.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Porto Vitória e o Água Santa, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco17/08/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑7 Vinícius Souza saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
MercadoUm trampolim, não uma casa, para Rodolfo Mol
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Luiz Lopes está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Dudu é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Baixinho é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Willian Borges é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Dos campos da formação para uma ficha de jogo da equipa principal aos 14 anos. A estreia é a parte fácil; o segundo jogo é o que todos os jovens têm de merecer.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Adriano Bispo tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O banco03/08/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Vinícius Souza, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Léo Rodrigues deixa o Porto Vitória pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Rafael Mariano deixa o Porto Vitória pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Thallyson deixa o Porto Vitória pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Victor Rangel deixa o Porto Vitória pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Dados como perdidos há quinze dias, o plantel fechou fileiras e respondeu no relvado. Alguma coisa se disse atrás daquela porta e, por enquanto, está a aguentar.