3‑0 frente ao Viborg, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Sociedad ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Real Sociedad lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Mikel Oyarzábal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
2‑0 frente ao Athletic Bilbao, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
Sergio Gómez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mamadou Sarr estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco15/02/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Hugo Diez saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mikel Oyarzábal está nela.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Yangel Herrera marcou, foi avaliado com 7.96 e voltou antes de alguém dar pela falta.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Gonçalo Guedes e o Real Sociedad acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o Real Sociedad será julgado por uma única coisa.
Clemens Riedel e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A desvantagem de 2 golos foi real e a recuperação também. Takefusa Kubo esteve no centro, o Girona no fim, e quem saiu cedo vai ouvir falar desta tarde durante anos.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.96 para o resto.
Direção01/02/2027
Fecha o mercado: 3 entradas, 6 saídas no Real Sociedad
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 3, saíram 6, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Yangel Herrera quer futebol continental; se o Real Sociedad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Clemens Riedel acabou de assinar pelo Real Sociedad e, por uma vez, a resposta importava.
O Real Sociedad ofereceu $560.0K; o Girona disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Real Sociedad ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Real Sociedad pagou $31.7M por Máximo Perrone, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Real Sociedad já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Valencia pagou $8.2M e o Real Sociedad aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel25/01/2027
Uma transferência que Máximo Perrone teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Máximo Perrone está a viver essa versão no Real Sociedad, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta seguiu esta semana para o Girona, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Máximo Perrone e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
JogoAo fim de 4 jogos, o Real Sociedad volta a perder
O Real Sociedad e o Como acertaram em $31.7M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Mikel Oyarzábal produziu-o, e o 8.81 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Real Sociedad perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Guadalajara tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo16/01/2027
Ninguém quer jogar contra o Real Sociedad neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
2 golos em vinte minutos com Mikel Oyarzábal no meio de tudo, e o Elche sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Em resumo
Notas dos jogadoresCarlos Soler em notas de excelência
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $27.6M porque Franculino é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Real Sociedad perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Real Avilés tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O Atlético Madrid pagou $13.9M e o Real Sociedad aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Franculino agiu, no Real Sociedad, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Real Sociedad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo09/01/2027
Ninguém quer jogar contra o Real Sociedad neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Yangel Herrera marcou, foi avaliado com 7.77 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Mikel Oyarzábal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Hugo Diez sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O banco28/12/2026
Gonçalo Guedes tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Real Sociedad dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 87, e o Oviedo passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Takefusa Kubo está nela.
3‑2 frente ao Hammarby, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 94. O Hammarby vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
A proposta do Tigre por Arkaitz Mariezkurrena foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Sociedad a ouviu como outra coisa.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Real Sociedad foi explícito quanto à situação de Orri Óskarsson, o que é mais do que muitos recebem.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Beñat Turrientes chama-lhe outra coisa em privado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Real Sociedad ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Real Sociedad lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Beñat Turrientes, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Hugo Diez depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
2‑3 frente ao Braga. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Mamadou Sarr esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O banco30/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Hugo Diez escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Real Sociedad disse a Aihen Muñoz que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O Antequera segue em frente e o Real Sociedad vai para casa, com um 2‑3 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Antequera continuou a vir porque nada o travou, e ao Real Sociedad vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Mikel Oyarzábal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Notas dos jogadores23/11/2026
Pablo Marín fez o trabalho que ninguém conta — 6.97
14 ações combinadas e 6.97. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
10 ações combinadas e 6.88. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Real Sociedad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mamadou Sarr, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Takefusa Kubo está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Sociedad sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Real Sociedad terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
1‑0 frente ao MTK Budapest, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Sergio Gómez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Com 5 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Sociedad a ouviu como outra coisa.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco02/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Hugo Diez não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Real Sociedad também ninguém o escondia.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Antevisão02/11/2026
O Real Sociedad mede-se com a equipa que todos perseguem
O Barcelona chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
2‑0 frente ao MTK Budapest, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Ander Barrenetxea está no centro dessa descrição.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Orri Óskarsson produziu-o, e o 8.42 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.90 para o resto.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Takefusa Kubo. 1‑0 sobre o Rayo Vallecano, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Takefusa Kubo está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gorka Carrera, e o treinador deixou.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Hugo Diez sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Takefusa Kubo não desaparece
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Real Sociedad foi explícito quanto à situação de Luka Sučić, o que é mais do que muitos recebem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jon Aramburu está nela.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Willian Pacho assinar alguma coisa — um contrato no Real Sociedad ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
3‑0 frente ao Hammarby, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Mikel Oyarzábal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
5 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Em resumo
PlantelUm clube mais pequeno assentaria agora a Takefusa Kubo
Mikel Oyarzábal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Yangel Herrera quer futebol continental; se o Real Sociedad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 88. O Athletic Bilbao tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Carlos Soler está nela.
1‑1 frente ao Braga, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Mercado21/09/2026
Tão perto: a transferência de Aihen Muñoz morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Espanyol seguiu em frente, Aihen Muñoz apresenta-se de volta no Real Sociedad, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Igor Zubeldia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nota de 7.66. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Orri Óskarsson. 2‑0 sobre o Valencia, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Segue-se o Athletic Bilbao, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Sociedad, e não vai ser retirado.
Mercado14/09/2026
Tão perto: a transferência de Orri Óskarsson morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Sevilla seguiu em frente, Orri Óskarsson apresenta-se de volta no Real Sociedad, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Carlos Soler e o Real Sociedad acertam mais 4 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mamadou Sarr, e o treinador deixou.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Verba acordada, salário acordado, e o Sevilla à espera com uma camisola. No Real Sociedad ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Sociedad, e não vai ser retirado.
Mercado07/09/2026
Tão perto: a transferência de Sergio Gómez morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Levante seguiu em frente, Sergio Gómez apresenta-se de volta no Real Sociedad, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Direção07/09/2026
O Real Sociedad fecha o mercado com um plantel feito por si
17 entradas e 4 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Real Sociedad ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Real Sociedad perguntou e o Lanús disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Arkaitz Mariezkurrena está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Arkaitz Mariezkurrena está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
A perseguição a Willian Pacho terminou com $72.7M a mudar de mãos e o Paris Saint-Germain sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Sociedad, e não vai ser retirado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Willian Pacho agiu, no Real Sociedad, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Às direções dizem-lhes durante anos o que fazem mal e não ouvem nada nos dias em que acertam. Este é um desses dias: Willian Pacho do Paris Saint-Germain por $72.7M, e uma bilheteira a ter uma manhã excelente.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Valencia fica com o seu homem, e o Real Sociedad volta a uma lista com um nome riscado.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.06, e nem uma objeção no estádio.
Plantel31/08/2026
5 jogadores do Real Sociedad ao serviço das seleções
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 5 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
Orri Óskarsson tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Elche deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O Osasuna pagou $6.7M e o Real Sociedad aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.69 para o resto.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: João Cancelo fica onde está
O Real Sociedad foi ao Paris Saint-Germain com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O New England Revolution aceitou o dinheiro. O que o Real Sociedad ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Betis fica com o seu homem, e o Real Sociedad volta a uma lista com um nome riscado.
Mikel Oyarzábal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Direção17/08/2026
O estádio vai crescer
Os planos estão aprovados para uma lotação de 45001. Decisões destas julgam-se vinte anos depois, por gente que não estava na sala.
Toda a gente deixou de fingir: o Ethnikos Achnas vai fazer a chamada por Lucas Cuffia esta semana. O Real Sociedad tem um número em mente, e o número não é tímido.
Segue-se o Elche, e há um homem no balneário do Real Sociedad que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
O Real Sociedad foi ao Betis com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Real Sociedad perguntou e o AC Milan disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Mikel Oyarzábal e o Real Sociedad acertam mais 5 anos.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Lucas Cuffia agiu, no Real Sociedad, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $40.0M — um clube que quer Antony ao ponto de perguntar duas vezes.
Mikel Oyarzábal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A formação existe exatamente para esta manhã. Ignacio Santana passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Andrés Medina está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A proposta do Manchester United por Álex Remiro foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
312 jogos ao longo de 11 épocas com uma só camisola. Carreiras assim já não se constroem de propósito, e o Real Sociedad sabe exatamente o que tem.
Plantel03/08/2026
Álex Remiro sofre uma lesão muscular — 15 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
A proposta seguiu esta semana para o Colón, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Álex Remiro e o Real Sociedad acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Igor Zubeldia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Sociedad a ouviu como outra coisa.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Yangel Herrera quer futebol continental; se o Real Sociedad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.