Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no São Luiz falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
7.74, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Plantel21/06/2027
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jean Santos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Igor Souza, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em São Luiz, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Rafael Correia depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. São Luiz têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
Posição 14 e 6 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Plantel14/06/2027
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jean Santos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Diogo Batista tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
7.16, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O São Luiz tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco14/06/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Rafael Correia escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Ninguém no São Luiz sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Dribles concretizados: 31. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Já ia em 12 jogos. Os jogadores não festejaram como quem ganhou um jogo; festejaram como quem acabou de ser libertado de alguma coisa.
Plantel07/06/2027
Fáider Burbano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kaynan. 1‑0 sobre o Cianorte, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não se vê o fim da espera do São Luiz por uma vitória
Já são 12 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no São Luiz tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» São Luiz nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel31/05/2027
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fáider Burbano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Obaid Salem treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Em resumo
MercadoA história de Jean Santos recusa-se a morrer
Não se vê o fim da espera do São Luiz por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no São Luiz tem de arrancar um resultado de algum lado.
O Athletic Club segue em frente e o São Luiz vai para casa, com um 1‑1 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Dribles concretizados: 26. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel24/05/2027
Jean Santos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Igor Souza, e o treinador deixou.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Athletic Club marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Em resumo
Notas dos jogadoresDiogo Batista desperdiça o penálti
9 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no São Luiz sabe dizer em que semana.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No São Luiz ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jean Santos, e o treinador deixou.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O São Luiz disse a Mila que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Rafael Correia depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
8 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Plantel10/05/2027
Fáider Burbano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nota 7.01 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao São Luiz, o melhor em campo era deles.
O banco10/05/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Rafael Correia não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do São Luiz também ninguém o escondia.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pedro Estevam treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
7 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Fáider Burbano compromete-se com o São Luiz por mais 2 anos.
Plantel03/05/2027
Jean Santos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco03/05/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Rafael Correia saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
6 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no São Luiz sabe dizer em que semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Rafael Correia depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Tem 20 anos e ninguém em São Luiz o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Dribles concretizados: 23. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Direção19/04/2027
1 jogadores da formação recebem número de equipa principal no São Luiz
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Plantel19/04/2027
Fáider Burbano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Carlos Monteiro é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Obaid Salem, e o treinador deixou.
DireçãoO São Luiz diz não ao dinheiro para o centro de treinos
37Edição
A Sentinela de São Luiz
12/04/2027
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel12/04/2027
15 dias de fora para Jean Santos depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Luiz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Toda a gente no São Luiz viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Obaid Salem treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
22 dias de fora para Jean Santos depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Luiz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel05/04/2027
Fáider Burbano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em São Luiz, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tanque, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kaynan assinar alguma coisa — um contrato no São Luiz ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
29 dias de fora para Jean Santos depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Luiz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
36 dias de fora para Jean Santos depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Luiz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jean Santos. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no São Luiz falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel15/03/2027
Fáider Burbano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jean Santos, e o treinador deixou.
50 dias de fora para Jean Santos depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Luiz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jean e o São Luiz acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel08/03/2027
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fáider Burbano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
57 dias de fora para Jean Santos depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Luiz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Luiz, e não vai ser retirado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no São Luiz falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jean Santos. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no São Luiz a diferença vê-se da última fila.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 73 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel15/02/2027
Fáider Burbano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jean. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 80 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Douglas Xavier é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kaynan assinar alguma coisa — um contrato no São Luiz ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no São Luiz falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel01/02/2027
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fáider Burbano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Jean Mineiro e o São Luiz acertam mais 3 anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
94 dias de fora para Jean Santos depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Luiz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
101 dias de fora para Jean Santos depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Luiz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em São Luiz, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A formação existe exatamente para esta manhã. Mateus Assis passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Plantel11/01/2027
11 caras novas e o São Luiz ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kaynan assinar alguma coisa — um contrato no São Luiz ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Diogo Batista chegou com um passado num clube maior do que este, e o balneário tratou-o em conformidade. Os mais novos veem-no treinar; os mais velhos veem se aquilo dura.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No São Luiz ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma sondagem ao Ferroviária para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Diogo Batista subiu nela.
O São Luiz perguntou e o Treze disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em São Luiz, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o São Luiz sabe em que fase está.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O São Luiz não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fáider Burbano treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jean. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O São Luiz perguntou e o Nova Iguaçu disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Lucas Costa passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Mateus Xavier passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Plantel14/12/2026
No São Luiz ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O São Luiz já telefonou ao Coritiba. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kaynan assinar alguma coisa — um contrato no São Luiz ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
O São Luiz já telefonou ao Nova Iguaçu. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do São Luiz do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
O período de inscrições está aberto e o telefone já começou. Daqui até ao fecho, este clube vai ser associado a quarenta jogadores e contratar três, que é a proporção do costume.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o São Luiz terá de responder com minutos ou com uma transferência.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Dankler esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel30/11/2026
Fáider Burbano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Luiz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel23/11/2026
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fáider Burbano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no São Luiz sabe dizer em que semana.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco23/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Rafael Correia saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No São Luiz ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Dankler e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel16/11/2026
9 caras novas e o São Luiz ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no São Luiz admitiria. Nota-se aos sábados.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kaynan assinar alguma coisa — um contrato no São Luiz ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Dankler
15Edição
A Sentinela de São Luiz
09/11/2026
Do nosso correspondente de futebolCrise
Plantel09/11/2026
Uma transferência que Obaid Salem teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Obaid Salem está a viver essa versão no São Luiz, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fáider Burbano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Samuel Moura é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Fernando Alves passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Max Miller, e o treinador deixou.
Dankler esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel02/11/2026
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fáider Burbano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 10 ações combinadas e uma nota de 6.74, e nenhuma delas entrará num resumo.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kaynan. 1‑0 sobre o Goiatuba, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
7.73, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O São Luiz tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Rafael Correia, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o São Luiz sabe em que fase está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jean. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
É o negócio menos glamoroso que um clube faz e a razão por que as épocas não desabam em fevereiro. Hítalo está cá para as semanas em que há três lesionados e alguém tem de jogar na mesma.
Dribles concretizados: 17. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel19/10/2026
No São Luiz ainda são estranhos uns para os outros
12 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fáider Burbano e o São Luiz acertam mais 2 anos.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No São Luiz sabem-no, e também todos os que o veem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no São Luiz, mais uma semana sem a assinatura de Émerson.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e André Guimarães estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O São Luiz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Caio Queiroz é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Márcio Tavares está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Kaynan. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Luiz, e não vai ser retirado.
Notas dos jogadores05/10/2026
Kaynan jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.08. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Kaynan está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O São Luiz marcou aos 93, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
“É isto que quero todas as semanas. Não o resultado, a maneira como o fizeram.” O treinador, depois do 2‑1, já a falar do próximo.
Antevisão28/09/2026
O São Luiz mede-se com a equipa que todos perseguem
O Inter de Limeira chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
0‑3 para o Monte Azul, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 16. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel21/09/2026
No São Luiz ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Aos 34 anos conquistou um lugar em vez de o receber, e outro tem de arranjar alguma coisa para dizer sobre isso. O São Luiz tem uma decisão que se tomou sozinha.
A formação existe exatamente para esta manhã. Imperador passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Mateus Ribeiro é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Está no 16.º lugar e vai estar à espera. É fora de casa que uma época mostra o seu verdadeiro carácter, e esta equipa tem alguma coisa a provar sobre o seu.
Plantel07/09/2026
Os selecionadores não conseguiram deixar Elimar de fora
6.72 em noventa minutos e um lugar no onze da jornada. Foi o melhor em campo e toda a gente que lá estava sabia.
Tem 16 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Avaliado com 7.78. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
O banco31/08/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Rafael Correia foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Todos os reforços esperam por ele e todas as conferências de imprensa perguntam por ele até chegar. Chegou, o São Luiz tem o seu homem a marcar, e o segundo é sempre mais fácil.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Plantel24/08/2026
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jean Santos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o São Luiz sabe em que fase está.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
Plantel24/08/2026
10 caras novas e o São Luiz ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fernando Oliveira e o São Luiz acertam mais 3 anos.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 17 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Eliminado, 0‑9 com o América Mineiro, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Plantel17/08/2026
Igor Souza consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Igor Souza acabou de assinar pelo São Luiz e, por uma vez, a resposta importava.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 9 golos entre o São Luiz e o América Mineiro, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jean Santos, e o treinador deixou.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O São Luiz não o segura a fingir o contrário.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de São Luiz
MercadoKaynan assina pelo São Luiz para resolver a falha que todos viam
MercadoContinua sem haver tinta entre São Luiz e Jean
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.76, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 14 anos que sente como seu. Matheus Figueiredo tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Fernando Oliveira está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Marcelo Moura está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Márcio Pacheco está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Matheus Figueiredo passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
2‑2, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco03/08/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Rafael Correia escolheu a versão do copo meio cheio do 2‑2; os adeptos saíram com a outra.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Márcio deixa o São Luiz pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.