47 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joseph Harvey será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Em resumo
PlantelMarlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
Vitaliy Marlos lesiona os ligamentos do joelho — 55 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 55 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Vitaliy Marlos lesiona os ligamentos do joelho — 62 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 62 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Vitaliy Marlos lesiona os ligamentos do joelho — 69 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 69 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Taras Karavayev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Plantel24/04/2045
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ryan Roberto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Rachid Moumini. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Vitaliy Marlos lesiona os ligamentos do joelho — 76 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 76 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joseph Harvey será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
84 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 1, 77 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valentyn Marlos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Plantel03/04/2045
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Shakhtar já falam dele no passado.
Plantel27/03/2045
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Rachid Moumini. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Vitaliy Marlos lesiona os ligamentos do joelho — 106 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 106 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Vitória por 4‑3 sobre o Oleksandriya, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Com 2 golos de desvantagem isto era uma formalidade, e a formalidade durou até deixar de ser. O Shakhtar encontrou algo que a primeira parte não tinha anunciado, e o Oleksandriya não soube segurar o que tinha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.79 para o resto.
114 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
121 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel06/03/2045
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Vitaliy Marlos lesiona os ligamentos do joelho — 129 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 129 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Loris Seferovic está a viver essa versão no Shakhtar, e costuma notar-se no primeiro mês.
Mais um nome na lista: o Livyi Bereh fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Oleh Kravets. A resposta do Shakhtar não mudou — para já.
Plantel27/02/2045
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Loris Seferovic tem 20 anos, e o Shakhtar contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 3‑0, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
137 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo18/02/2045
O Shakhtar torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
18 golos e uma média de 7.49 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Shakhtar tem 3 vitórias seguidas dela.
Plantel20/02/2045
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
144 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 1, 74 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Uma média de 7.40 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
23 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Plantel13/02/2045
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 30 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel06/02/2045
Bohdan Harmash lesiona os ligamentos do joelho — 59 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 59 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
657 jogos ao longo de 20 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Houve 6 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Plantel06/02/2045
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Já são 29 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
67 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
14 golos e uma média de 7.36 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel30/01/2045
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Serhiy Sydorchuk pôs o Shakhtar de novo em igualdade em 4 minutos, e o Chernihiv nunca chegou a jogar com vantagem.
74 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
13 golos e uma média de 7.35 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel23/01/2045
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Thanasis Tachtsidis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 27 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Oleh Kravets: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Plantel16/01/2045
Bohdan Harmash lesiona os ligamentos do joelho — 82 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 82 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Já são 25 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel09/01/2045
Bohdan Harmash lesiona os ligamentos do joelho — 91 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Em resumo
PlantelMarlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
Houve 11 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Plantel02/01/2045
Bohdan Harmash lesiona os ligamentos do joelho — 98 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 98 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Shakhtar estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
348 jogos ao longo de 10 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.84 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Já são 23 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Shakhtar nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel26/12/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 22 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
43 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mykhailo Rebrov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Plantel19/12/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 21 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.88 aos 40, e ninguém no campo esteve melhor.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Shakhtar já falam dele no passado.
Plantel12/12/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A série sem derrotas chega aos 20 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 58 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Marlon Gomes e o Shakhtar acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
11 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Plantel05/12/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Avaliado com 7.59. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 65 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo26/11/2044
Ninguém quer jogar contra o Shakhtar neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.18 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Jogo26/11/2044
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Shakhtar. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Plantel28/11/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 74 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.01 aos 40, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo19/11/2044
O Shakhtar torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
82 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joseph Harvey será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Plantel14/11/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Jogo12/11/2044
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Shakhtar. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Jogo12/11/2044
O Shakhtar torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
1‑0 frente ao Dynamo Kyiv, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
89 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Ihor Marlos agarrou este contra o Epicentr. 7‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Shakhtar.
Notas dos jogadores07/11/2044
Ihor Marlos, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.58
Um 9.58 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 16 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 96 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 24 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel31/10/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
106 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel24/10/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 40 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joseph Harvey será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Plantel17/10/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Kyrylo Kulach. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Dribles concretizados: 23. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel10/10/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Oleh Kravets tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
553 jogos ao longo de 18 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A série sem derrotas chega aos 10 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.88 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kyrylo Kulach. 2‑0 sobre o Metalurh Zaporizhzhia, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
17 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 63 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ações defensivas: 21, e a baliza a zero no final. As melhores tardes de um central parecem não ter nada dentro, e é exatamente esse o ponto.
Plantel26/09/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rachid Moumini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Joseph Harvey lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo17/09/2044
Ninguém quer jogar contra o Shakhtar neste momento
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 70 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A proposta do LNZ por Ihor Marlos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Shakhtar já falam dele no passado.
Plantel19/09/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Joseph Harvey lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 77 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.80 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Thanasis Tachtsidis e o Shakhtar acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel12/09/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 18 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel05/09/2044
Joseph Harvey lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Ivan Burda não precisou: 7.92, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Shakhtar pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Notas dos jogadores05/09/2044
Ryan Roberto, 36 anos, faz recuar o relógio — 7.80
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.80 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
A proposta do Metalurh Zaporizhzhia por Valentyn Marlos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 25 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Houve 6 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Notas dos jogadores29/08/2044
Ryan Roberto, 36 anos, faz recuar o relógio — 8.03
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.03 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel29/08/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O telefone voltou a tocar por causa de Valentyn Marlos, e desta vez do outro lado está o Ahrobiznes. No Shakhtar ouvem com educação e não prometem nada.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 32 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joseph Harvey será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Jogo20/08/2044
Ninguém quer jogar contra o Shakhtar neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel22/08/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 39 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel15/08/2044
Joseph Harvey lesiona os ligamentos do joelho — 59 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 59 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um 7.73 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A proposta do Epicentr por Oleh Kravets foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 19 ações combinadas e uma nota de 7.07, e nenhuma delas entrará num resumo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Yaroslav Sydorchuk será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Lucas Ferreira
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 48 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
67 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
631 jogos ao longo de 20 épocas com estas cores. Carreiras assim já não se constroem, e o Shakhtar sabe bem o que tem.
Notas dos jogadores08/08/2044
Ihor Marlos, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.94
Um 7.94 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Ihor Marlos tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel01/08/2044
Joseph Harvey lesiona os ligamentos do joelho — 75 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 75 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Ihor Marlos não precisou: 7.86, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.84 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel01/08/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Direção01/08/2044
11 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Shakhtar
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel25/07/2044
Joseph Harvey lesiona os ligamentos do joelho — 82 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 82 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Marlon Gomes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
90 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel18/07/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 82 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
97 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 17 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 91 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
106 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
A proposta do Ahrobiznes por Valentyn Marlos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 98 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel27/06/2044
Joseph Harvey lesiona os ligamentos do joelho — 114 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 114 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel20/06/2044
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 47 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 47 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente deixou de fingir: o Podillia vai fazer a chamada por Kyrylo Kulach esta semana. O Shakhtar tem um número em mente, e o número não é tímido.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 54 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 54 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Guy Glazer era uma das razões por que as pessoas vinham, e $31.0M não substitui isso sozinho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel13/06/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
62 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 1, 71 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Eguinaldo e o Shakhtar acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel06/06/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Shakhtar foi explícito quanto à situação de Eduard Zinchenko, o que é mais do que muitos recebem.
69 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Shakhtar beneficiou disso.
76 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel23/05/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 84 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 84 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 91 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
99 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 107 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 107 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelMarlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
115 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joseph Harvey será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
PlantelEguinaldo tornou-se um homem de confiança do treinador
924Edição
O Diário de Shakhtar
11/04/2044
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel11/04/2044
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 123 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 123 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 130 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 130 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Shakhtar ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 137 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 137 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel28/03/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
PlantelIsaque tornou-se um homem de confiança do treinador
Serhiy Matvienko lesiona os ligamentos do joelho — 144 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 144 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Posição 1, 71 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Thanasis Tachtsidis compromete-se com o Shakhtar por mais 5 anos.
Plantel14/03/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel14/03/2044
Marlon Gomes tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Shakhtar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
26 jogos ao longo de 18 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Isaque e o Shakhtar acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Shakhtar já falam dele no passado.
Plantel07/03/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel29/02/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eguinaldo, e o treinador deixou.
24 golos e uma média de 7.48 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O Malmo FF pagou $17.2M e o Shakhtar aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Um 8.08 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Shakhtar tem 5 vitórias seguidas dela.
As bancadas22/02/2044
Os adeptos revoltam-se com a venda de Pavlo Kulach por $17.2M
Vai para o Malmo FF, o clube tem $17.2M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Uma média de 7.52 na época, com 23 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $6.4M porque Thanasis Tachtsidis é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Thanasis Tachtsidis acabou de assinar pelo Shakhtar e, por uma vez, a resposta importava.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/02/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
589 jogos ao longo de 19 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
A proposta do Karpaty por Pavlo Kulach foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Vinicius Tobias e o Shakhtar acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
22 golos e uma média de 7.51 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lucas Ferreira produziu-o, e o 8.03 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Guy Glazer tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Uma média de 7.49 na época, com 21 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Shakhtar pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Notas dos jogadores25/01/2044
Ryan Roberto, 35 anos, faz recuar o relógio — 7.84
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.84 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais um nome na lista: o FC Copenhagen fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Pavlo Kulach. A resposta do Shakhtar não mudou — para já.
Plantel25/01/2044
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
2 golos em vinte minutos com Ryan Roberto no meio de tudo, e o Rukh sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 2, 56 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
7.66, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Plantel18/01/2044
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Serhiy Sydorchuk. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Isaque
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Uma média de 7.48 na época, com 20 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
311 jogos ao longo de 23 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Shakhtar estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Shakhtar a ouviu como outra coisa.
Notas dos jogadoresLucas Ferreira encarou-os todo o jogo
909Edição
O Diário de Shakhtar
28/12/2043
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Plantel28/12/2043
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 1‑0, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
Uma média de 7.41 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Shakhtar sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 1, 49 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Houve 8 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Notas dos jogadores21/12/2043
Ryan Roberto, 35 anos, faz recuar o relógio — 7.89
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.89 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 59 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 59 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 11 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.99 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel14/12/2043
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
67 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Uma média de 7.41 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mykhailo Rebrov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 75 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 75 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.84, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo28/11/2043
Ninguém quer jogar contra o Shakhtar neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Uma média de 7.39 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Plantel30/11/2043
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Serhiy Sydorchuk. 2‑0 sobre o Kolos, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 84 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 84 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Aos 39 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.87 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valentyn Marlos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel23/11/2043
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.33 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 91 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.26 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Guy Glazer e o Shakhtar acertam mais 5 anos.
Plantel16/11/2043
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
10 remates, uma contagem que parece uma boa tarde até se olhar para a outra coluna. Os avançados sobrevivem a semanas destas partindo do princípio de que as ocasiões continuam; o dia em que param torna-se um problema.
99 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Victoriia Sumy está fora e o Shakhtar segue em frente, com um 2‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.69, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 106. O Victoriia Sumy vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.88 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
106 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.27 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Eguinaldo e o Shakhtar acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
MercadoBem dizíamos: Ryan Roberto chegou finalmente
900Edição
O Diário de Shakhtar
26/10/2043
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel26/10/2043
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 114 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 114 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
25 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/10/2043
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Metalist defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
12 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Em resumo
Notas dos jogadoresLucas Ferreira encarou-os todo o jogo
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 121 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 121 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.21 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Shakhtar podem fingir não ter ouvido.
Plantel19/10/2043
Uma lesão muscular afasta Pedro Henrique durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Shakhtar vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
129 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.84 aos 39, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mykhailo Rebrov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Plantel12/10/2043
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Oleh Kravets tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Uma média de 7.28 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 14 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Eguinaldo lesiona os ligamentos do joelho — 139 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 139 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
589 jogos ao longo de 16 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.83 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Marlon Gomes e o Shakhtar acertam mais 2 anos.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Shakhtar a ouviu como outra coisa.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Guy Glazer tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
147 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 2, 18 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valentyn Marlos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel28/09/2043
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
154 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Serhiy Sydorchuk produziu-o, e o 9.63 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 12 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lucas Ferreira produziu-o, e o 7.97 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/09/2043
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Rachid Moumini lesiona os ligamentos do joelho — 82 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 82 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mykhailo Rebrov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Plantel14/09/2043
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Rachid Moumini lesiona os ligamentos do joelho — 91 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
519 jogos ao longo de 17 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Em resumo
Notas dos jogadoresMarlon Gomes fica com as honras
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Lucas Ferreira
892Edição
O Diário de Shakhtar
31/08/2043
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Plantel31/08/2043
Rachid Moumini lesiona os ligamentos do joelho — 100 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 100 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Vitória por 2‑0 sobre o Probiy, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.08 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
108 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 18 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel24/08/2043
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
115 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Kolos vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Shakhtar foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 39 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.16 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O negócio que levaria Yaroslav Sydorchuk para o Probiy caiu na fase final e ele reapresenta-se no Shakhtar com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Em resumo
JogoO Shakhtar torna a sua casa um sítio difícil de visitar
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Pavlo Kulach
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Serhiy Sydorchuk no seu melhor
122 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 34 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/08/2043
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
131 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Jogo01/08/2043
Ninguém quer jogar contra o Shakhtar neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Isaque e o Shakhtar acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Yaroslav Sydorchuk será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
140 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 52 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelMarlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
Direção13 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Shakhtar
Rachid Moumini lesiona os ligamentos do joelho — 148 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 148 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do Metalist por Pavlo Kulach foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Shakhtar falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel13/07/2043
Andriy Sirenko lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel13/07/2043
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Anton Hlushchenko assinar alguma coisa — um contrato no Shakhtar ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Kryvbas por Kyrylo Kulach foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 1, 80 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel29/06/2043
Marlon Gomes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
44 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Vinicius Tobias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/06/2043
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
MercadoOleksandriya estão prestes a pegar no telefone