Vladimir Kovačević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mikhail Maltsev. 1‑0 sobre o Yenisey, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
19 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sokol, e não vai ser retirado.
Posição 16 e 16 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Ivan Churikov lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
34 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Artem Bykov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
43 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Vladimir Kovačević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ivan Churikov lesiona os ligamentos do joelho — 51 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 51 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
59 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 29 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Vladimir Kovačević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Vladislav Lazarev e o Sokol acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
66 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 6 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
16 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
73 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Ivan Churikov lesiona os ligamentos do joelho — 81 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 81 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Artem Bykov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Avaliado com 7.47. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
89 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
96 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 18 e 7 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 17 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ivan Churikov lesiona os ligamentos do joelho — 104 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 104 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Nikita Gloidman agarrou este contra o Sevastopol. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Sokol.
Vladimir Kovačević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
112 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo26/09/2026
Não se vê o fim da espera do Sokol por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Sokol tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
119 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo19/09/2026
Não se vê o fim da espera do Sokol por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Sokol tem de arrancar um resultado de algum lado.
Vladimir Kovačević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Sokol terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
126 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo12/09/2026
Não se vê o fim da espera do Sokol por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Sokol tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
133 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sokol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 6 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 20 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
20 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yoric Ravet, e o treinador deixou.
Artem Bykov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Roman Pasevich, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Roman Pasevich
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Vladimir Kovačević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 19. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel24/08/2026
Ivan Churikov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vladislav Shpitalny, e o treinador deixou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Artur Amroziński e o Sokol acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ivan Churikov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Roman Pasevich
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sokol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Faltam 48 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
Yoric Ravet tem 37 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Vladimir Kovačević e o Sokol acertam mais 2 anos.
Vladimir Kovačević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/08/2026
Ivan Churikov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faltam 49 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Sokol foi explícito quanto à situação de Anton Yegorushkin, o que é mais do que muitos recebem.