Juan Foyth lesiona os ligamentos do joelho — 91 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Eldense tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O Leganés queria mais do que $14.0M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. Elías Báez chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. Iñaki Peña chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
Plantel03/07/2028
Iñaki Peña consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Iñaki Peña acabou de assinar pelo Villarreal e, por uma vez, a resposta importava.
98 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villarreal perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Villarreal perguntou e o Málaga disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Villarreal já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
O Villarreal foi ao Leganés com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Villarreal foi ao River Plate com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villarreal ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
107 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villarreal perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Atlético Madrid pagou $61.7M e o Villarreal aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
A proposta do Newell's Old Boys por Santi Comesaña foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Málaga fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
A perseguição a Randy Nteka terminou com $12.1M a mudar de mãos e o Real Murcia sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Gastón Valles agiu, no Villarreal, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Thamsanqa Hlatshwayo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco19/06/2028
Nicolas Pépé tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
118 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villarreal perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O aperto de mão com o Tenerife está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Villarreal ofereceu $22.8M; o Zaragoza disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Cádiz pagou $27.8M e o Villarreal aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Villarreal fez a parte difícil com o Barcelona, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Villarreal perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Deportivo La Coruña paga $11.4M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
A proposta seguiu esta semana para o Tenerife, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Zaragoza, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
$22.8M era o máximo que o clube pagaria, e o Málaga pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Villarreal lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Villarreal a ouviu como outra coisa.
Santiago Mouriño e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Villarreal aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
Daijiro Chirino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Santi Comesaña está nela.
Plantel29/05/2028
No Villarreal ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Villarreal, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 68 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Víctor Moreno, e o treinador deixou.
O banco22/05/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Àlex Navarro a uma sala que já as tinha ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Villarreal, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Nicolas Pépé. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
Notas dos jogadoresNicolas Pépé encarou-os todo o jogo
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Víctor Moreno será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villarreal as despedidas começaram em silêncio.
Thamsanqa Hlatshwayo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um 1‑0 sobre o Deportivo La Coruña, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
11 golos e uma média de 7.20 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O Getafe vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Villarreal foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Péter Gulácsi e o Villarreal acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Pablo Durán e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Julián Álvarez está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Julián Álvarez assinar alguma coisa — um contrato no Villarreal ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Villarreal admitiria. Nota-se aos sábados.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco01/05/2028
Santi Comesaña tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O Rayo Vallecano vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Villarreal foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Thiago Fernández produziu-o, e o 8.43 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolas Pépé está nela.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Àlex Navarro sobre uma tarde de 3‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Eliminado, 0‑0 com o Real Sociedad, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villarreal ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Villarreal lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 8 golos entre o Villarreal e o Real Madrid, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
11 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Foram honestos comigo, e prefiro saber.» Arnau Tenas foi informado de que não entra nos planos do treinador do Villarreal.
O banco10/04/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Àlex Navarro a uma sala que já as tinha ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Real Madrid.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Villarreal sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Villarreal, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
Notas dos jogadoresTajon Buchanan encarou-os todo o jogo
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 1‑0, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Péter Gulácsi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Juan Foyth que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Thamsanqa Hlatshwayo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Antevisão27/03/2028
Os vizinhos são o próximo adversário do Villarreal
Nada na semana que aí vem é normal. O Valencia no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Thamsanqa Hlatshwayo que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Santi Comesaña. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Segue-se o Valencia, e há um homem no balneário do Villarreal que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ignacio Russo apontou a data.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Víctor Moreno será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villarreal as despedidas começaram em silêncio.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 9 ações, 6.84, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
O banco20/03/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Àlex Navarro saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O banco20/03/2028
Santi Comesaña tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Villarreal sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.11 aos 38, e ninguém no campo esteve melhor.
Jogo11/03/2028
Ninguém quer jogar contra o Villarreal neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
11 golos e uma média de 7.33 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 89, e o Alavés passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villarreal, e não vai ser retirado.
Plantel06/03/2028
Uma lesão muscular afasta Carlos Romero durante 14 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Villarreal vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Villarreal a ouviu como outra coisa.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Pau Cabanes tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thamsanqa Hlatshwayo, e o treinador deixou.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Pau Cabanes
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Àlex Navarro depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolas Pépé está nela.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Santi Comesaña. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Thamsanqa Hlatshwayo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Santi Comesaña está nela.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Víctor Moreno que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Dribles concretizados: 14. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco21/02/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Àlex Navarro escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Villarreal sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Jogo12/02/2028
Ninguém quer jogar contra o Villarreal neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 13 ações combinadas e uma nota de 7.12, e nenhuma delas entrará num resumo.
O Villarreal perguntou e o Real Murcia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
$41.0M era o máximo que o clube pagaria, e o Real Madrid pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nicolas Pépé produziu-o, e o 8.53 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Mercado07/02/2028
Tão perto: a transferência de Santiago Mouriño morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Racing Ferrol seguiu em frente, Santiago Mouriño apresenta-se de volta no Villarreal, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
O Villarreal ficou sem tempo com o Sevilla. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villarreal, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Sabadell à espera com uma camisola. No Villarreal ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Villarreal perguntou e o Getafe disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Villarreal foi ao Sevilla com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pablo Durán esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelNicolas Pépé vive a melhor forma da carreira
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
O Deportivo La Coruña pagou $32.3M e o Villarreal aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Villarreal perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Huesca por Santiago Mouriño foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Atlético Madrid não queria vender e o número é a razão por que o fez. $226.3M por Julián Álvarez, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
O Villarreal ofereceu $8.2M; o Barcelona disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
As bancadas17/01/2028
Os adeptos revoltam-se com a venda de Alberto Moleiro por $76.5M
Vai para o Real Madrid, o clube tem $76.5M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.27 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Plantel17/01/2028
Uma transferência que Mario García teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Mario García está a viver essa versão no Villarreal, e costuma notar-se no primeiro mês.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Em resumo
As bancadasA cidade pediu, e o Villarreal pagou $226.3M
Alvos de mercadoPorta fechada: Hugo Álvarez fica onde está
A proposta seguiu esta semana para o Atlético Madrid, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Villarreal já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Cartagena tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villarreal, e não vai ser retirado.
A proposta do Athletic Bilbao por Dani Requena foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $765.0K — um clube que quer Marc-André ter Stegen ao ponto de perguntar duas vezes.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
O Villarreal foi ao Celta com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta do Heerenveen por Juan Musso foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Barcelona, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Thamsanqa Hlatshwayo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Villarreal foi explícito quanto à situação de Alberto Moleiro, o que é mais do que muitos recebem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.94 aos 38, e ninguém no campo esteve melhor.
7 golos e uma média de 7.21 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
O banco27/12/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 2‑3 Àlex Navarro saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Juan Foyth está nela.
Arnau Tenas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Dani Parejo. 2‑0 sobre o Rayo Vallecano, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Villarreal sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
Notas dos jogadoresAlberto Moleiro passa por eles um de cada vez
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Villarreal ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Thamsanqa Hlatshwayo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 5 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Víctor Moreno está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
2‑0 frente ao Valencia, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Villarreal têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 38 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 8.48, e ninguém melhor em campo.
Jogo20/11/2027
Ninguém quer jogar contra o Villarreal neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
6 golos num jogo, Thamsanqa Hlatshwayo na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Villarreal nem ao Girona.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Thamsanqa Hlatshwayo. 4‑2 sobre o Girona, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Segue-se o Valencia, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
Daniel Budesca e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villarreal, e não vai ser retirado.
Thamsanqa Hlatshwayo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco15/11/2027
Carlos Romero tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Arnau Tenas treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Santi Comesaña. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Villarreal admitiria. Nota-se aos sábados.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Portu: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Villarreal a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Vitória por 3‑0 sobre o Arenteiro, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.45 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Péter Gulácsi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco01/11/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Àlex Navarro foi breve depois da vitória por 3‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Renato Veiga e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Plantel25/10/2027
Um clube mais pequeno assentaria agora a Juan Foyth
Já teve barulho que chegue. Se o Villarreal pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
O banco25/10/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Àlex Navarro saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Villarreal sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villarreal, e não vai ser retirado.
Thamsanqa Hlatshwayo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Pau Cabanes tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nicolas Pépé. 2‑0 sobre o Levante, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 6.81, e nenhuma delas entrará num resumo.
O banco18/10/2027
Juan Foyth tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco18/10/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Àlex Navarro foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Juan Foyth e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolas Pépé está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Santi Comesaña assinar alguma coisa — um contrato no Villarreal ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Thiago Fernández: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Villarreal a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Villarreal não tem uma boa resposta.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Péter Gulácsi e o Villarreal acertam mais 2 anos.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Thamsanqa Hlatshwayo que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Vejo todos os jogos do Villarreal daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Barakaldo segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daijiro Chirino, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Santi Comesaña está nela.
Thamsanqa Hlatshwayo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Villarreal foi explícito quanto à situação de Arnau Tenas, o que é mais do que muitos recebem.
O Betis levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel27/09/2027
No Villarreal ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Villarreal sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
PlantelO melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Villarreal
Notas dos jogadoresA única coisa que Alberto Moleiro não conseguiu
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villarreal, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nicolas Pépé produziu-o, e o 8.57 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dani Parejo produziu-o, e o 8.43 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Carlos Romero e o Villarreal acertam mais 5 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Villarreal perguntou e o Granada disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Tarazona tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Tajon Buchanan regressa a Villarreal com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Villarreal vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Granada pode já não estar a vender.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Villarreal ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Arnau Tenas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alberto Moleiro. 3‑1 sobre o Sevilla, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Verba acordada, salário acordado, e o Racing Ferrol à espera com uma camisola. No Villarreal ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Villarreal pagou $15.6M por Ignacio Russo, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Villarreal foi ao Granada com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Gijón fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel06/09/2027
Uma transferência que Ignacio Russo teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ignacio Russo está a viver essa versão no Villarreal, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta ficou muito aquém e em Villarreal não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Direção06/09/2027
O Villarreal fecha o mercado com um plantel feito por si
12 entradas e 22 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
O aperto de mão com o Tigre está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Club Brugge por Carlos Romero foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $2.8M — um clube que quer Rodrigo Carvalho ao ponto de perguntar duas vezes.
Plantel30/08/2027
Nacho Martín consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Nacho Martín acabou de assinar pelo Villarreal e, por uma vez, a resposta importava.
Thamsanqa Hlatshwayo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Chelsea fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.92 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Plantel23/08/2027
Palavras no treino do Villarreal sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Thamsanqa Hlatshwayo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
A proposta seguiu esta semana para o Blau-Weiß Linz, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Vejo todos os jogos do Villarreal daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Teruel segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Santi Comesaña está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Carlos Romero. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Villarreal. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Villarreal não tem uma boa resposta.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
A proposta do Racing Ferrol por Tajon Buchanan foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Gerard Moreno e o Villarreal acertam mais 3 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Juan Foyth está nela.
Tajon Buchanan fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Péter Gulácsi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alberto Moleiro está nela.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Villarreal do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Villarreal sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel26/07/2027
No Villarreal ainda são estranhos uns para os outros
13 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Vejo todos os jogos do Villarreal daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Barakaldo segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Santiago Mouriño treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Arnau Tenas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Juan Musso agiu, no Villarreal, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Dani Requena e o Villarreal acertam mais 5 anos.
Toda a gente deixou de fingir: o Athletic Bilbao vai fazer a chamada por Luiz Júnior esta semana. O Villarreal tem um número em mente, e o número não é tímido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Villarreal, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Pau Cabanes tem a sua resposta do Villarreal; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Pablo Arenzana não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Villarreal fez a parte difícil com o Atlético Madrid, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Pablo Durán agiu, no Villarreal, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Juan Foyth está nela.
O Villarreal ofereceu $64.8M; o Deportivo La Coruña disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Villarreal sabem-no.
Dani Requena esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
$64.8M em cima da mesa do Deportivo La Coruña. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
O Villarreal perguntou e o Real Madrid disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Villarreal foi ao Real Sociedad com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Thamsanqa Hlatshwayo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Villarreal
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportivo La Coruña fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O Mérida pagou $1.4M e o Villarreal aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Daijiro Chirino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Santi Comesaña está nela.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Santiago Mouriño pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
A proposta do Real Madrid por Alberto Moleiro foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A perseguição a Daijiro Chirino terminou com $12.6M a mudar de mãos e o Almería sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
O Real Sociedad queria mais do que $14.1M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Georges Mikautadze era uma das razões por que as pessoas vinham, e $73.5M não substitui isso sozinho.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Daijiro Chirino está a viver essa versão no Villarreal, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Villarreal ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 4 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
Em resumo
O bancoJuan Foyth tornou-se um homem de confiança do treinador
O Villarreal foi ao Almería com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta do Real Madrid por Georges Mikautadze foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
Mais um nome na lista: o Real Madrid fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Alberto Moleiro. A resposta do Villarreal não mudou — para já.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Thamsanqa Hlatshwayo agiu, no Villarreal, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Santiago Mouriño e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Pau Cabanes e o Villarreal acertam mais 5 anos.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
Santiago Mouriño esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel31/05/2027
Palavras no treino do Villarreal sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jean Ives Valou está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Santi Comesaña que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Plantel31/05/2027
5 caras novas e o Villarreal ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco31/05/2027
Nicolas Pépé tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Alavés continuou a vir porque nada o travou, e ao Villarreal vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
7.º lugar com 58 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nicolas Pépé produziu-o, e o 8.38 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
10 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Lautaro Spatz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Carlos Romero, e o treinador deixou.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
A história da ambição ao contrário, e a que ninguém conta: um futebolista que quer um estádio mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vira. Não é fraqueza, e raramente é noticiada como outra coisa.
O banco17/05/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑5, ditas por Àlex Navarro a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Georges Mikautadze está nela.
Em resumo
As bancadasOs holofotes estão em cima de Péter Gulácsi
Péter Gulácsi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Alberto Moleiro tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Àlex Navarro podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Nathan-Dylan Saliba que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Villarreal sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Georges Mikautadze que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O banco03/05/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Àlex Navarro saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Nathan-Dylan Saliba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
8 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolas Pépé está nela.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Àlex Navarro podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alberto Moleiro assinar alguma coisa — um contrato no Villarreal ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Facundo Viveros e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco19/04/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Àlex Navarro saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O banco19/04/2027
Santi Comesaña tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Santi Comesaña assinar alguma coisa — um contrato no Villarreal ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Rayo Vallecano com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
O Real Sociedad está fora e o Villarreal segue em frente, com um 0‑2 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Vitória por 2‑0 sobre o Real Sociedad, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dani Parejo produziu-o, e o 8.43 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Àlex Navarro depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco12/04/2027
Alberto Moleiro tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Real Madrid.
3‑0 frente ao Valencia, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Villarreal vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Georges Mikautadze treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Georges Mikautadze está nela.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o Villarreal será julgado por uma única coisa.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco29/03/2027
Péter Gulácsi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Villarreal terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Dani Parejo: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Villarreal a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Péter Gulácsi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Péter Gulácsi, e o treinador deixou.
4 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Santi Comesaña está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Santi Comesaña assinar alguma coisa — um contrato no Villarreal ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nathan-Dylan Saliba treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
EmprestadosO empréstimo de Arnau Tenas mede-se pelo que não acontece
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Facundo Viveros quer futebol continental; se o Villarreal o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alberto Moleiro está nela.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Georges Mikautadze. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Dribles concretizados: 12. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Villarreal marcou aos 114, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nicolas Pépé produziu-o, e o 8.47 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Villarreal a ouviu como outra coisa.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Villarreal ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Nathan-Dylan Saliba e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nicolas Pépé. 2‑1 sobre o Elche, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
PlantelNicolas Pépé vive a melhor forma da carreira
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Villarreal a ouviu como outra coisa.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Villarreal sabem-no.
Nathan-Dylan Saliba e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 10 ações, 6.90, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
O banco01/03/2027
Sergi Cardona tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Àlex Navarro depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lautaro Spatz, e o treinador deixou.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Getafe? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Villarreal marcou aos 91, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Dani Parejo. 4‑3 sobre o Celta, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Péter Gulácsi, e o treinador deixou.
Lautaro Spatz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
5 golos e uma média de 7.27 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Lautaro Spatz e o Villarreal acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Villarreal ficou sem tempo com o Betis. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
A história da ambição ao contrário, e a que ninguém conta: um futebolista que quer um estádio mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vira. Não é fraqueza, e raramente é noticiada como outra coisa.
3‑0, e Juan Foyth ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Villarreal. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Alvos de mercado08/02/2027
O mercado fecha em cima do negócio de Álvaro Djaló
O Villarreal ficou sem tempo com o Athletic Bilbao. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.33 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Portu agiu, no Villarreal, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Juan Foyth e o Villarreal acertam mais 5 anos.
Péter Gulácsi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
$12.8M põem os clubes de acordo sobre Álvaro Djaló
O Athletic Bilbao aceitou o dinheiro. O que o Villarreal ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Betis fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Direção01/02/2027
O prazo passa com 0 contratações e 10 saídas
Está feito o negócio no Villarreal até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O Cartagena pagou $1.2M e o Villarreal aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Vitória por 2‑0 sobre o Espanyol, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Villarreal já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alberto Moleiro e o Villarreal acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel25/01/2027
Palavras no treino do Villarreal sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nathan-Dylan Saliba está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A proposta do Real Madrid por Alberto Moleiro foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Real Sociedad queria mais do que $13.9M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Córdoba tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Girona fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
O Zaragoza pagou $10.3M e o Villarreal aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villarreal, e não vai ser retirado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Kaiserslautern tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Tarazona por Pablo Arenzana foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
O Villarreal perguntou e o Barcelona disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Barcelona por Nicolas Pépé foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Girona, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Girona, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Villarreal ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.84 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Alex Freeman esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco28/12/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Àlex Navarro foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Georges Mikautadze assinar alguma coisa — um contrato no Villarreal ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Ilias Akhomach: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Villarreal a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
7.97, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.80 ao lado do nome.
Jogo19/12/2026
O Villarreal torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.22, e nem uma objeção no estádio.
O banco21/12/2026
Nicolas Pépé tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Villarreal dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Villarreal a ouviu como outra coisa.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Ilias Akhomach tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Notas dos jogadores14/12/2026
Ricard Artero jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.46. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A primeira derrota em 9 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Real Sociedad; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Villarreal, e 0 jogos em 15 dizem que merece ser ouvido.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Villarreal não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Santiago Mouriño e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Villarreal lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Péter Gulácsi que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ilias Akhomach, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alberto Moleiro está nela.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 5 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o Villarreal será julgado por uma única coisa.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Georges Mikautadze. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
O bancoTani Oluwaseyi tornou-se um homem de confiança do treinador
Santiago Mouriño e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Villarreal sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco16/11/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Pau Cabanes
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Dani Parejo está nela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Ricard Artero: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Villarreal a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Villarreal não tem uma boa resposta.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Vitória por 2‑0 sobre o Zamora, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Pape Guèye esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Foyth e o Villarreal acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Um 2‑1 sobre o Atlético Madrid, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.49, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo31/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Villarreal neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Aos 21 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Villarreal vai tentar não fazer disso um caso.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
Já são 100 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Àlex Navarro podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Pau Cabanes ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Nicolas Pépé. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Santi Comesaña
12Edição
A Crónica de Villarreal
19/10/2026
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel19/10/2026
Gerard Moreno lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Pau Cabanes não precisou: 9.79, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.09 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villarreal perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Villarreal disse a Carlos Romero que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Plantel12/10/2026
No Villarreal ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Villarreal terá de responder com minutos ou com uma transferência.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
33 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villarreal perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Renato Veiga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Villarreal, e 0 jogos em 6 dizem que merece ser ouvido.
6 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Alberto Moleiro está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O banco05/10/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Àlex Navarro escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pape Guèye. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Gerard Moreno lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villarreal, e não vai ser retirado.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Gerard Moreno lesiona os ligamentos do joelho — 50 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
14 ações combinadas e 6.91. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Um erro de guarda-redes não tem defesa atrás que o limpe. Soube-o antes de a bola passar a linha, o estádio soube-o um segundo depois, e esta noite não há nada que alguém possa dizer.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Àlex Navarro saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
57 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villarreal perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sevilla fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.46 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Villarreal ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Nicolas Pépé e o Villarreal acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sergi Cardona, e o treinador deixou.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ayoze Pérez. 2‑1 sobre o Sevilla, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Enrique Prieto está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Marc Rojas passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
PlantelNo Villarreal ainda são estranhos uns para os outros
6Edição
A Crónica de Villarreal
07/09/2026
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel07/09/2026
Gerard Moreno lesiona os ligamentos do joelho — 66 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 66 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Celta fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Ignacio Perruzzi acabou de assinar pelo Villarreal e, por uma vez, a resposta importava.
Direção07/09/2026
O prazo passa com 13 contratações e 3 saídas
Está feito o negócio no Villarreal até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Villarreal ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Santi Comesaña sai dessa comparação dentro da equipa, e o Villarreal beneficiou de cada uma dessas tardes.
Segue-se o Sevilla, e há um homem no balneário do Villarreal que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
74 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villarreal perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villarreal podem fingir não ter ouvido.
O Villarreal perguntou e o Atlético Madrid disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Péter Gulácsi, e o treinador deixou.
6 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Àlex Navarro depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
82 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villarreal perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.30 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Real Sociedad fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Villarreal lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villarreal perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Direção17/08/2026
O estádio vai crescer
Os planos estão aprovados para uma lotação de 25443. Decisões destas julgam-se vinte anos depois, por gente que não estava na sala.
Plantel17/08/2026
5 caras novas e o Villarreal ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
102 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villarreal perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Betis fica com o seu homem, e o Villarreal volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta do Barcelona por Alberto Moleiro foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Santi Comesaña e o Villarreal acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Ricard Artero agiu, no Villarreal, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villarreal coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Raúl Torres está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Eduardo Rey passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.