Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheuzinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
21 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
Plantel24/10/2033
Gabriel Soares sofre uma lesão muscular — 17 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 17 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Renato Kayser. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Almeida será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pedro Venaque estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Keny Arroyo
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Plantel10/10/2033
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Lucas Molina esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Álex Osorio tem a sua resposta do Vitória; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Lucas Arcanjo assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Lucas Lohan apontou a data.
O passado entrou à frente dele. Os jogadores que estiveram onde ele esteve são ouvidos num balneário antes de o merecerem, e ele será ouvido enquanto a forma durar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Álex Osorio treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Raul Cojocariu acertou condições com o Corinthians para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O treinador reorganizou as ideias e Gabriel Soares saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pedro Venaque está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Renato Kayser. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
5.º lugar, 29 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheuzinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Uma média de 7.41 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Sávio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pedro Venaque estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Baralhas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Muhamed Varela Djamanca.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gabriel Soares estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Lucas Arcanjo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Muhamed Varela Djamanca treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Matheuzinho lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Vitória ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Lucas Molina e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Juventude levou os pontos após um 0‑2 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco29/08/2033
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Sávio.
Plantel29/08/2033
Álex Osorio desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Edu. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Parana vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Vitória foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Keny Arroyo produziu-o, e o 8.63 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Almeida será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
10 golos e uma média de 7.39 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.18, e nem uma objeção no estádio.
Plantel22/08/2033
Pedro Venaque desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Keny Arroyo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel15/08/2033
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma média de 7.34 na época, com 8 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Foi preciso Keny Arroyo marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Criciuma, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco15/08/2033
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
39 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Lucas Arcanjo compromete-se com o Vitória por mais 2 anos.
Plantel08/08/2033
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Vitória perguntou e o Palmeiras disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
46 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Vitória marcou aos 91, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.18 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Verba acordada, condições acordadas, e um exame que disse o contrário. Ele volta para o Fortaleza; o Vitória volta ao mercado; e ambos vão insistir que aqui não há história nenhuma.
Já são 100 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O São Paulo fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
53 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Almeida será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Direção25/07/2033
O Vitória fecha o mercado com um plantel feito por si
4 entradas e 8 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
As regras permitem-no e dói na mesma. Almeida acertou condições com o Nautico para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Matheuzinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Eintracht Frankfurt fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pedro Venaque estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
60 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Vitória perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Baralhas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Wolmer está a viver essa versão no Vitória, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Lohan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Vitória perguntou e o Racing Genk disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
67 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Vitória e o Fortaleza acertaram em $200.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O telefone voltou a tocar por causa de Renato Alexandrino, e desta vez do outro lado está o Nautico. No Vitória ouvem com educação e não prometem nada.
22 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Samuel Silva agiu, no Vitória, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel11/07/2033
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Gabriel Soares acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Vitória substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Renato Alexandrino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
74 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Baralhas e o Vitória acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não há pior forma de perder um futebolista. Renato Alexandrino pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Renato Alexandrino e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
81 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Sampaio Correa vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Vitória foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O Paysandu aceitou o dinheiro. O que o Vitória ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.10 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Vitória sabem-no.
O Vitória perguntou e o Palmeiras disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Lucas Molina e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
88 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fortaleza fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Keny Arroyo, e o treinador deixou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álex Osorio estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
95 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Renato Alexandrino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Douglas Nogueira estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
102 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 18 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.41 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Renato Kayser e o Vitória acertam mais 2 anos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Palmeiras fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
“Vejo todos os jogos do Vitória daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Grêmio segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Muhamed Varela Djamanca. 1‑0 sobre o Parana, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Keny Arroyo no seu melhor
109 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel30/05/2033
25 dias de fora para Pablo López depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 93. O Criciuma tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Douglas Nogueira está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Interim Coach depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
116 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Corinthians segue em frente e o Vitória vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Plantel23/05/2033
32 dias de fora para Pablo López depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel23/05/2033
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Notas dos jogadores23/05/2033
Keny Arroyo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.38. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O America Mineiro segurou a vantagem 2 minutos, que não chega para a desfrutar. O Vitória respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Matheuzinho lesiona os ligamentos do joelho — 123 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 123 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Vitória entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Interim Coach fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.60, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Plantel16/05/2033
39 dias de fora para Pablo López depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Renato Alexandrino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lucas Lohan. 2‑0 sobre o Boa, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
130 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Álex Osorio, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Raul Cojocariu.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Muhamed Varela Djamanca treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
137 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Matheuzinho e o Vitória acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Renato Alexandrino e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sávio, e o treinador deixou.
Avaliado com 7.74. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Muhamed Varela Djamanca.
144 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
10 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Lucas Lohan
O comunicado agradeceu o trabalho e desejou sorte, por esta ordem e mais ou menos com estas palavras. A procura começa de imediato.
Plantel18/04/2033
Matheuzinho lesiona os ligamentos do joelho — 151 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 151 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Matheuzinho lesiona os ligamentos do joelho — 158 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 158 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel11/04/2033
74 dias de fora para Pablo López depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Baralhas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheuzinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 84 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheuzinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Douglas Nogueira, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Lucas Molina.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Vitória sobre quem trabalha
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 98 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheuzinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pedro Henrique esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Lohan, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
105 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 102 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheuzinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Renato Alexandrino e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Vladislav Skavysh lesiona os ligamentos do joelho — 112 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 112 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Vitória entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Interim Coach fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
Plantel07/03/2033
109 dias de fora para Pablo López depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Renato Alexandrino e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Álex Osorio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Italo, e o treinador deixou.
Vladislav Skavysh lesiona os ligamentos do joelho — 119 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 119 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel28/02/2033
Matheuzinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Vitória sabem-no.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ryan Wood, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Vladislav Skavysh lesiona os ligamentos do joelho — 126 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 126 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel21/02/2033
123 dias de fora para Pablo López depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/02/2033
Matheuzinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Lucas Lohan apontou a data.
133 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Baralhas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
13 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álex Osorio estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Vitória ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
140 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheuzinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Sávio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Vitória vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel31/01/2033
Álex Osorio desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Lohan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Renato Alexandrino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Lucas Lohan treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 6 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Vitória pode pedir e sobe o salário que Renato Alexandrino pode exigir.
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Juan Rikelme
338Edição
A Gazeta de Vitória
17/01/2033
Do nosso correspondente de futebolCrise
Plantel17/01/2033
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Vitória perguntou e o Atlético Mineiro disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Renato Alexandrino e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Álex Osorio, e o treinador deixou.
Plantel17/01/2033
13 caras novas e o Vitória ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Tem 20 anos e ninguém em Vitória o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Almeida tem 33 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
O Vitória perguntou e o Corinthians disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheuzinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Vitória joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
O banco10/01/2033
Lucas Arcanjo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Vitória dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Raul Cojocariu.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Vitória não o segura a fingir o contrário.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
A proposta seguiu esta semana para o Corinthians, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Atlético Mineiro fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Baralhas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Samuel Cavalcante está a viver essa versão no Vitória, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel03/01/2033
Matheuzinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Vitória perguntou e o Botafogo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Samuel Cavalcante e o Vitória acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Tem 20 anos e ninguém em Vitória o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Em resumo
O bancoRenato Kayser perde o treinador que acreditava nele
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Vitória está a esgotar-se.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Vitória perguntou e o Botafogo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Juan Rikelme estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Perguntou-se ao Atlético Mineiro se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Juan Rikelme.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Sergio Olano pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Em resumo
PlantelMatheuzinho passou a ter companhia no lugar
A proposta seguiu esta semana para o Corinthians, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
As regras permitem-no e dói na mesma. Luiz Gomes acertou condições com o Oeste para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheuzinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
$7.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Mirassol pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Flamengo fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
O Vitória perguntou e o Corinthians disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O aperto de mão com o ABC está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
$380.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Parana pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Pedro Henrique e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Erik Vásquez acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Vitória substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Vitória joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Bruno acertou condições com o Ceará para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
O Vitória perguntou e o Botafogo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Vitória está a esgotar-se.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Edu assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Vitória. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
15 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Sergio Olano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kaique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Vitória pode pedir e sobe o salário que Eduardo pode exigir.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
22 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Edu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Fabinho e o Vitória acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O banco15/11/2032
Lucas Arcanjo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Vitória dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Vitória. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Lucas Molina
328Edição
A Gazeta de Vitória
08/11/2032
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel08/11/2032
22 dias de fora para Eduardo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Tem 20 anos e ninguém em Vitória o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
36 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Vitória está a esgotar-se.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Baralhas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Lucas Molina.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kaique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 36 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Sergio Olano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ryan Wood, e o treinador deixou.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
Plantel25/10/2032
Kaique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
43 dias de fora para Eduardo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco18/10/2032
Lucas Arcanjo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Vitória dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Vitória foi explícito quanto à situação de Tomás Barbero, o que é mais do que muitos recebem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Wanderson
324Edição
A Gazeta de Vitória
11/10/2032
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel11/10/2032
50 dias de fora para Eduardo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Sergio Olano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kaique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Edu. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 57 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Edu está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Vitória. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 71 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Baralhas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
Plantel20/09/2032
9 caras novas e o Vitória ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco20/09/2032
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
MercadoA conversa sobre Renato Kayser não desaparece
320Edição
A Gazeta de Vitória
13/09/2032
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel13/09/2032
78 dias de fora para Eduardo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Renato Alexandrino e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Renato Alexandrino. 2‑0 sobre o Parana, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tomás Barbero quer futebol continental; se o Vitória o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
92 dias de fora para Eduardo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Dribles concretizados: 36. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Sergio Olano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Disseram uma coisa a Lucas Silva e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Matheus Mendes treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
PlantelKaique desentende-se com um colega por causa das exigências
MercadoA história de Matheuzinho recusa-se a morrer
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Matheus Mendes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Arcanjo está nela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kaique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Eduardo
MercadoA conversa sobre Renato Kayser não desaparece
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 21 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Sergio Olano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
12 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lautaro Comas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Jogo07/08/2032
Não se vê o fim da espera do Vitória por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Vitória tem de arrancar um resultado de algum lado.
0‑2 para o Mirassol, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco09/08/2032
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O relógio fez o que o Oeste não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Renato Alexandrino, e o treinador deixou.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Lucas Silva está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kaique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Vitória disse a Wanderson que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Vitória e o Oeste acertaram em $110.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Direção26/07/2032
Fecha o mercado: 10 entradas, 17 saídas no Vitória
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 10, saíram 17, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
O Vitória ofereceu $730.0K; o America Mineiro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Colo-Colo fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
$730.0K em cima da mesa do America Mineiro. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
O Vitória perguntou e o Oeste disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Vasco da Gama vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Pedro Henrique pré-acordou a mudança para o Vitória, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Sergio Olano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matheus Mendes, e o treinador deixou.
O Ceará levou os pontos após um 0‑2 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel19/07/2032
10 caras novas e o Vitória ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco19/07/2032
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Vitória já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Vitória perguntou e o Corinthians disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
As regras permitem-no e dói na mesma. Tomás Barbero acertou condições com o Internacional para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
$110.0K em cima da mesa do Oeste. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Plantel12/07/2032
Uma transferência que Tomás Correia teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Tomás Correia está a viver essa versão no Vitória, e costuma notar-se no primeiro mês.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Verba acordada, salário acordado, e o ABC à espera com uma camisola. No Vitória ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santos fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
O Sport Recife aceitou o dinheiro. O que o Vitória ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Matheus Mendes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O ABC vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Sávio pré-acordou a mudança para o Vitória, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Renato Kayser, e o treinador deixou.
O Vitória perguntou e o Criciuma disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Vitória fez a parte difícil com o Criciuma, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Oeste fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Parana marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Plantel21/06/2032
Bismarck desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 97. O Juventude vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Lautaro Comas acertou condições com o America Mineiro para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Baralhas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Matheuzinho
306Edição
A Gazeta de Vitória
07/06/2032
Do nosso correspondente de futebolEstável
Plantel07/06/2032
Renato Kayser lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alvos de mercado07/06/2032
$280.0K põem os clubes de acordo sobre Arthur Novaes
O Botafogo aceitou o dinheiro. O que o Vitória ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Guilherme Henrique acabou de assinar pelo Vitória e, por uma vez, a resposta importava.
A proposta do Oeste por Levi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Sergio Olano
305Edição
A Gazeta de Vitória
31/05/2032
Do nosso correspondente de futebolCrise
Plantel31/05/2032
Renato Kayser lesiona os ligamentos do joelho — 21 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 21 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan Ignacio Molina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Pedro Venaque acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Vitória substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago López, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Toró esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Davi Pena tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Em resumo
Notas dos jogadoresDavi Pena em notas de excelência
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Antônio Marcos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Kaio Eduardo ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Renato Kayser assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Thiago López treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Vitória. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Toró e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Arcanjo, e o treinador deixou.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑1, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Matheus Mendes treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O Vitória entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Interim Coach fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan Ignacio Molina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
Edu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Santos vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Gustavo Henrique pré-acordou a mudança para o Vitória, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Vitória lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 19 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thiago López será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.13 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 23 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
6 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao America Mineiro. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 26 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
6 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Vitória sabe dizer em que semana.
Direção19/04/2032
11 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Vitória
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Kaio Eduardo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Antônio Marcos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Emerson Royal. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Lucas Silva apontou a data.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Vitória pode pedir e sobe o salário que Thiago López pode exigir.
A equipa técnica esvaziou-se por completo e não havia ninguém internamente para promover, por isso o clube nomeou um nome que quase nenhum adepto reconhecerá. Recupera-se disto; ninguém gosta de o explicar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 40 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Renato Kayser e o Vitória acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 47 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Matheus Mendes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 54 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Antônio Marcos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 61 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Edu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel15/03/2032
Marcinho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emerson Royal assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Vitória ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan Ignacio Molina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Vitória está a esgotar-se.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Baralhas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tomás Barbero quer futebol continental; se o Vitória o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Antônio Marcos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Wellerson está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Vitória. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
O bancoMatías Leiva pede uma conversa com o treinador
MercadoContinua sem haver tinta entre Vitória e Italo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Wanderson
291Edição
A Gazeta de Vitória
23/02/2032
Do nosso correspondente de futebolCrise
Plantel23/02/2032
82 dias de fora para Wesley Moreira depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Kaio Eduardo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Vitória pode pedir e sobe o salário que Juan Ignacio Molina pode exigir.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
Em resumo
PlantelMatheuzinho treina como quem tem algo a provar
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/02/2032
Toró desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emerson Royal assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Vitória. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Vitória pode pedir e sobe o salário que Thiago López pode exigir.
96 dias de fora para Wesley Moreira depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Matheus Mendes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Toró estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 103 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Renato Kayser: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 36 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Toró estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Wanderson, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Baralhas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/01/2032
Toró desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emerson Royal assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan Ignacio Molina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
Toró e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Thiago López.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Antônio Marcos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Vitória admitiria. Nota-se aos sábados.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Vitória está a esgotar-se.
O negócio que levaria Lucas Sauer para o Mirassol caiu na fase final e ele reapresenta-se no Vitória com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Vitória ficou sem tempo com o Atlético Mineiro. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Plantel05/01/2032
Toró desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Vitória perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Atlético Mineiro aceitou o dinheiro. O que o Vitória ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Vitória fez a parte difícil com o Palmeiras, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Luiz Gomes volta a ser jogador do Vitória, e a cidade tem a sua história do verão.
Plantel29/12/2031
Luiz Gomes consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Luiz Gomes acabou de assinar pelo Vitória e, por uma vez, a resposta importava.
Sergio Olano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Toró está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Vitória já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $304.6K — um clube que quer Vinicius Rocha ao ponto de perguntar duas vezes.
A proposta seguiu esta semana para o Santos, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A perseguição a Italo terminou com $480.0K a mudar de mãos e o Ceará sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
O America Mineiro queria mais do que $230.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlético Mineiro fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
Sergio Olano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Toró estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Vitória joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Alvos de mercado08/12/2031
Os exames médicos acabam com o negócio de Daniel Fuzato
Estava tudo acordado com o Flamengo, e então o médico falou. O Vitória desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel08/12/2031
Toró desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma sondagem ao Colo-Colo para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O Vitória já telefonou ao Club Brugge. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.