Vitória por 4‑1 sobre o Seraing, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.47, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Adriano Bertaccini produziu-o, e o 8.23 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.24 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Zeno Debast esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo30/10/2027
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Anderlecht. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 17 anos que sente como seu. Mousa Onana tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Adriano Bertaccini produziu-o, e o 8.76 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Anderlecht ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mario Stroeykens e o Anderlecht acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Jayden Oosterwolde esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Adriano Bertaccini. 1‑0 sobre o KAA Gent, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.25, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Plantel13/09/2027
Uma transferência que Zeno Debast teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Zeno Debast está a viver essa versão no Anderlecht, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Anderlecht a ouviu como outra coisa.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Zeno Debast volta a ser jogador do Anderlecht, e a cidade tem a sua história do verão.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Anderlecht vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o RWDM pode já não estar a vender.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mario Stroeykens. 4‑2 sobre o Union SG, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
A perseguição a Tobias Lawal terminou com $1.4M a mudar de mãos e o Racing Genk sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Jayden Oosterwolde e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/08/2027
Uma transferência que Tobias Lawal teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Tobias Lawal está a viver essa versão no Anderlecht, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Anderlecht ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Segue-se o Club Brugge, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
7.98, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Gedson Fernandes compromete-se com o Anderlecht por mais 4 anos.
Jogo31/07/2027
Ninguém quer jogar contra o Anderlecht neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 18 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O Racing Genk obrigou o Anderlecht a suar, mas no fim o marcador dizia 2‑0 e a tabela não pergunta como.
Antevisão02/08/2027
Os vizinhos são o próximo adversário do Anderlecht
Nada na semana que aí vem é normal. O Standard Liege no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tristan Degreef, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresIlay Camara encarou-os todo o jogo
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gedson Fernandes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção26/07/2027
11 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Anderlecht
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
O telefone voltou a tocar por causa de Terry Van De Ven, e desta vez do outro lado está o Beerschot. No Anderlecht ouvem com educação e não prometem nada.
A formação existe exatamente para esta manhã. Nacer Nainggolan passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Adnan Mertens é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Charles Tielemans é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mario Stroeykens está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Anderlecht, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Anderlecht podem fingir não ter ouvido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Moussa Ndiaye e o Anderlecht acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Anderlecht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gedson Fernandes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Assinaram hoje, ninguém os vai ver durante anos, e um deles pode um dia ser a razão de o clube existir. É este todo o argumento a favor de uma formação, e é um bom argumento.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ilay Camara está nela.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Moussa Ndiaye subiu nela.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Danylo Sikan e o Anderlecht acertam mais 5 anos.
Justin Heekeren e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Andrew Omobamidele estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
28 jogos e 3 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Adriano Bertaccini está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mario Stroeykens assinar alguma coisa — um contrato no Anderlecht ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Anderlecht admitiria. Nota-se aos sábados.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Adriano Bertaccini agarrou este contra o Club Brugge. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Anderlecht.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Anderlecht estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Jayden Oosterwolde e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gedson Fernandes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
O bancoNão há lugar para Léo Pétrot no jogo grande
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Anderlecht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/05/2027
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrew Omobamidele está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oriol Busquets, e o treinador deixou.
O banco10/05/2027
Ilay Camara tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Anderlecht dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Dennis Praet apontou a data.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Anderlecht a diferença vê-se da última fila.
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gedson Fernandes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mamadou Barry esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Anderlecht, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Danylo Sikan assinar alguma coisa — um contrato no Anderlecht ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Oleg Reabciuk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dennis Praet, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ilay Camara. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
Gedson Fernandes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Adriano Bertaccini assinar alguma coisa — um contrato no Anderlecht ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Dennis Praet apontou a data.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Anderlecht a diferença vê-se da última fila.
O acordo com o Lokeren-Temse tem 40 dias restantes, com 26 utilizações para pesar. Três portas: ficar com ele, vendê-lo, emprestá-lo outra vez — e nenhuma fica aberta muito tempo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Anderlecht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel05/04/2027
Gedson Fernandes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Anderlecht sabem-no.
Plantel05/04/2027
7 caras novas e o Anderlecht ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Adriano Bertaccini está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Terry Van De Ven e o Anderlecht acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Terry Van De Ven e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel15/03/2027
Gedson Fernandes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marco Kana, e o treinador deixou.
O banco15/03/2027
Ilay Camara tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Anderlecht dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Adriano Bertaccini assinar alguma coisa — um contrato no Anderlecht ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Elyèss Dao, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.97
Um 7.97 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Colin Coosemans e o Anderlecht acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Gedson Fernandes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel08/03/2027
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrew Omobamidele está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Tristan Degreef tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A proposta do Kristiansund por Mamadou Barry foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel01/03/2027
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gedson Fernandes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Anderlecht ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Anderlecht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Anderlecht pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo20/02/2027
Ninguém quer jogar contra o Anderlecht neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jayden Oosterwolde e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel22/02/2027
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gedson Fernandes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gedson Fernandes. 3‑1 sobre o Westerlo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Danylo Sikan produziu-o, e o 8.59 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O Anderlecht perguntou e o Lommel disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do Gomel por Lukáš Ambros foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
As regras permitem-no e dói na mesma. Gorak Ghale acertou condições com o Olympic Charleroi para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Jayden Oosterwolde e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Andrew Omobamidele estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
1‑0 frente ao Club Brugge, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
O Anderlecht perguntou e o Besiktas disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O relógio fez o que o OH Leuven não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Anderlecht têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Anderlecht ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não há pior forma de perder um futebolista. Michiel Haentjens pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Anderlecht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel08/02/2027
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gedson Fernandes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Anderlecht, e 0 jogos em 25 dizem que merece ser ouvido.
A proposta seguiu esta semana para o Zenit, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Anderlecht ofereceu $13.0M; o Racing Genk disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Anderlecht podem fingir não ter ouvido.
Jogo02/01/2027
Ninguém quer jogar contra o Anderlecht neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Anderlecht beneficiou disso.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Anderlecht ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Em resumo
PlantelKillian Sardella desentende-se com um colega por causa das exigências
Ninguém quer jogar contra o Anderlecht neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel21/12/2026
Killian Sardella desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ilay Camara. 2‑1 sobre o Cercle Brugge, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Oriol Busquets tem a sua resposta do Anderlecht; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Dries Castagne sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ilay Camara está nela.
“Vejo todos os jogos do Anderlecht daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no RAAL La Louviere segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Ilay Camara tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Notas dos jogadores07/12/2026
Ilay Camara jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.05. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Minuto 87, frente ao Standard Liege, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Roméo Amané, e o treinador deixou.
1‑1 frente ao Mlada Boleslav, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Adriano Bertaccini está no centro dessa descrição.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Posição 3, 30 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Jogo29/11/2026
Não se vê o fim da espera do Anderlecht por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Anderlecht tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel30/11/2026
Killian Sardella desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Segue-se o Standard Liege, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Adriano Bertaccini: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Anderlecht a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Danylo Sikan
Notas dos jogadoresCoba passa por eles um de cada vez
Notas dos jogadoresA tarde passou toda por Ilay Camara
Oleg Reabciuk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Killian Sardella está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Anderlecht. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
3‑2 frente ao NK Celje, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel09/11/2026
Killian Sardella desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Anderlecht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 6 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Minuto 91. Mario Stroeykens encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o NK Celje passou do ponto ao nada num só movimento.
A bola do jogo é de Adriano Bertaccini, cujos 3 golos transformaram uma tarde difícil num passeio.
Jogo24/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Anderlecht neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vladislav Torop, e o treinador deixou.
Aos 24 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Killian Sardella estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Antevisão12/10/2026
Os vizinhos são o próximo adversário do Anderlecht
Nada na semana que aí vem é normal. O Club Brugge no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mario Stroeykens está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Anderlecht sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
2‑3 frente ao Red Bull Salzburg, e uma noite que mediu a distância mais do que os noventa minutos. Nada nela foi uma vergonha, e nada nela esteve perto.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Anderlecht, e 0 jogos em 7 dizem que merece ser ouvido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Anderlecht sabem-no.
O banco05/10/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Vladislav Torop
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Killian Sardella está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Marco Kana tem a sua resposta do Anderlecht; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Avaliado com 7.75. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
1‑1 frente ao Mlada Boleslav, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Adriano Bertaccini está no centro dessa descrição.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Killian Sardella estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Léo Pétrot esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Colin Coosemans.
O Anderlecht ficou sem tempo com o Stoke City. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Colin Coosemans, e o treinador deixou.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Dries Castagne a uma sala que já as tinha ouvido.
Rami Lougmani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Anderlecht admitiria. Nota-se aos sábados.
O Stoke City aceitou o dinheiro. O que o Anderlecht ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Anderlecht, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Anderlecht perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Direção07/09/2026
O prazo passa com 4 contratações e 7 saídas
Está feito o negócio no Anderlecht até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Plantel07/09/2026
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Killian Sardella está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Slavia Prague fica com o seu homem, e o Anderlecht volta a uma lista com um nome riscado.
Aos 21 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Anderlecht vai tentar não fazer disso um caso.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Anderlecht podem fingir não ter ouvido.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Anderlecht pagou $4.5M por Vladislav Torop, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Anderlecht perguntou e o RFC Liege disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Adriano Bertaccini. 2‑0 sobre o Union SG, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Anderlecht foi ao Al-Nassr com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Anderlecht perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Anderlecht foi ao Zulte Waregem com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Anderlecht perguntou e o Union SG disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do Vitesse por Justin Heekeren foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $6.5M — um clube que quer Malick Mbaye ao ponto de perguntar duas vezes.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Alexis Flips esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.