“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marin Dulić, e o treinador deixou.
Kalu Nweke esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém no Spartak Subotica dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel11/10/2027
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Spartak Subotica
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Luka Drobnjak foi o melhor de qualquer um deles.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Caju. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Dario Pavković pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Em resumo
O bancoNikola Puškar pede uma conversa com o treinador
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vladimir Vitorović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Subotica as despedidas começaram em silêncio.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Napredak fica com o seu homem, e o Spartak Subotica volta a uma lista com um nome riscado.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Spartak Subotica terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.00 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Caju e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/07/2027
Igor Bubanja consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Igor Bubanja acabou de assinar pelo Spartak Subotica e, por uma vez, a resposta importava.
O Spartak Subotica perguntou e o NK Celje disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Filip Holender. 2‑0 sobre o Trayal Kruševac, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leon Bätge, e o treinador deixou.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Hebar tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Fratria por Uroš Čejić foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Spartak Subotica fez a parte difícil com o Zeleznicar Pancevo, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Ezequiel e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Caju. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Subotica, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Spartak Subotica ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Javor-Matis fica com o seu homem, e o Spartak Subotica volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Dejan Ilic é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Andrija Simic está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Bogdan Ivic está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Spartak Subotica joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Uma sondagem ao OFK Beograd para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Stefan Stojanović
A proposta do Sabah por Lincoln foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Spartak Subotica, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Spartak Subotica a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Vladimir Vitorović e o Spartak Subotica acertam mais 4 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vladimir Vitorović, e o treinador deixou.
Strahinja Mladenović e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Filip Holender, e o treinador deixou.
Começou-se a ver a tabela antes de os jogos acabarem, e esse é sempre o sinal. No Spartak Subotica ninguém diz a palavra em voz alta, e todos no edifício estão a pensá-la.
A língua vai chegando e já há com quem falar no balneário. Um jogador que se sente em casa joga como tal, e isso nunca aparece num relatório de observação.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Lincoln
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 37 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Spartak Subotica pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Caju assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Subotica ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Começou-se a ver a tabela antes de os jogos acabarem, e esse é sempre o sinal. No Spartak Subotica ninguém diz a palavra em voz alta, e todos no edifício estão a pensá-la.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 59 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Subotica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Lincoln. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Subotica, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 66 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Spartak Subotica sabem-no.
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Filip Holender, e o treinador deixou.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Spartak Subotica disse a Stefan Despotovski que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Caju assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Subotica ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Leon Bätge apontou a data.
82 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Spartak Subotica perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Spartak Subotica lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Spartak Subotica lida com um homem que quer outro país.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Subotica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Spartak Subotica perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Spartak Subotica perguntou e o Al Jazira disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Romário e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Spartak Subotica vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Stefan Tomović: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Spartak Subotica a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Spartak Subotica lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Segue-se o Mladost Lucani, e as duas equipas sabem fazer a conta. Ganhar, e a tabela fica com outro aspeto; perder, e fica com o aspeto que toda a gente temia.
O banco21/12/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Novak Stojkovic a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Nemanja Milunović: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Spartak Subotica a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Caju assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Subotica ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leon Bätge, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Novak Stojkovic depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Stefan Tomović: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Spartak Subotica a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Caju assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Subotica ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Luka Subotić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Novak Stojkovic depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luka Subotić, e o treinador deixou.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Spartak Subotica. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Emprestados09/11/2026
Os golos continuam a chegar do exílio de Nikola Puškar
4 golos em 11 jogos no Tekstilac Odžaci — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Spartak Subotica alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Spartak Subotica ficou diferente depois.
Já são 12 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Spartak Subotica tem de arrancar um resultado de algum lado.
6 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Spartak Subotica sabe dizer em que semana.
Strahinja Mladenović esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Novak Stojkovic a uma sala que já as tinha ouvido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Caju assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Subotica ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Subotica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Kwaku Osei Bonsu e o Spartak Subotica acertam mais 4 anos.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Nikola Kuveljić pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Spartak Subotica essa pergunta é mais difícil de responder.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kwaku Osei Bonsu assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Subotica ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Spartak Subotica a diferença vê-se da última fila.
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Spartak Subotica tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Luka Subotić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Novak Stojkovic a uma sala que já as tinha ouvido.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Segue-se o Zeleznicar Pancevo, e há um homem no balneário do Spartak Subotica que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Siauliai fica com o seu homem, e o Spartak Subotica volta a uma lista com um nome riscado.
Ezequiel e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O golo que pôs o Napredak na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Spartak Subotica empatou, 2 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Faltam 36 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
O Spartak Subotica já telefonou ao Voždovac. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.