77 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Remo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Argentinos Juniors à espera com uma camisola. No Remo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Remo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Remo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Coritiba fica com o seu homem, e o Remo volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Léo Lang, e o treinador deixou.
Plantel04/01/2027
Jaderson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Remo, mais uma semana sem a assinatura de Warleson.
Em resumo
O bancoDenzel tornou-se um homem de confiança do treinador
92 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Remo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Remo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Léo Lang está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Remo perguntou e o Stade Rennais disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco21/12/2026
Patrick tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Remo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Remo não o segura a fingir o contrário.
108 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Remo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A proposta seguiu esta semana para o Chapecoense, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leonel Picco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jaderson. 1‑0 sobre o Amazonas, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
116 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Remo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Remo, e não vai ser retirado.
Leonel Picco e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Léo Lang estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Remo ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Renato Batista depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
125 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Remo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Warleson, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jaderson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
O banco23/11/2026
Patrick tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Remo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Leonel Picco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Patrick de Paula e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Um 1‑0 sobre o Athletico Paranaense, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.87. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Disseram uma coisa a Carlos Júnior e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
PlantelJoão Almeida é o melhor jovem do fim de semana
Patrick de Paula esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jaderson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leonel Picco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Remo joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Dribles concretizados: 33. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel19/10/2026
Uma transferência que Marcelo teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Marcelo está a viver essa versão no Remo, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Remo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Leonel Picco esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Léo Lang está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Warleson, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Léo Lang está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Remo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Athletic Club? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Patrick de Paula e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jaderson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Minuto 90, frente ao Paysandu, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Patrick de Paula está nela.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Remo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Marcelinho agiu, no Remo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Leonel Picco e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel07/09/2026
Léo Lang desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigão, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Patrick está nela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Patrick: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Remo a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Remo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Vitória por 1‑0 sobre o Itabirito, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Remo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Remo vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
18 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Warleson agiu, no Remo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Yago Pikachu e o Remo acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A camisola ainda lhe serve. Léo Lang está de volta ao Remo, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Plantel03/08/2026
Leonel Picco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Jaderson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Remo, mais uma semana sem a assinatura de Warleson.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco03/08/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Renato Batista escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Em resumo
MercadoRodrigão traz os cabelos brancos que faltavam ao Remo