Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Portuguesa já falam dele no passado.
Direção26/07/2027
O Portuguesa fecha o mercado com um plantel feito por si
5 entradas e 8 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Jogo24/07/2027
Ninguém quer jogar contra o Portuguesa neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Eduardo Batista regressa a Portuguesa com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Fernandinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
13 golos e uma média de 7.28 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel26/07/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Portuguesa já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portuguesa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Fernandinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sebastián Díaz e o Portuguesa acertam mais 4 anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portuguesa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Bruno Bertinato esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O nome de Hericlis apareceu em conversas de que o Portuguesa não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel05/07/2027
Palavras no treino do Portuguesa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gustavo Henrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Portuguesa sabe dizer em que semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sebastián Díaz, e o treinador deixou.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Bruno Marques está em marcha
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Portuguesa já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Internacional pagou $4.5M e o Portuguesa aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hericlis será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portuguesa as despedidas começaram em silêncio.
11 jogos no Tocantinópolis e os golos não param. No Portuguesa acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
Plantel28/06/2027
Palavras no treino do Portuguesa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gustavo Henrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Portuguesa perguntou e o Ferro Carril Oeste disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Caio Roque e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Portuguesa perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portuguesa podem fingir não ter ouvido.
Jogo12/06/2027
O Portuguesa torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel14/06/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Verba acordada, salário acordado, e o Humaitá à espera com uma camisola. No Portuguesa ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portuguesa podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Plantel07/06/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hericlis será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portuguesa as despedidas começaram em silêncio.
Fernandinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Cauari. 1‑0 sobre o Luverdense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Cauari estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
12 golos em 7 jogos no Tocantinópolis — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Portuguesa alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Alguns jogos decidem-se num instante; este decidiu-se num homem. 7.72 na ficha, e os adeptos do Portuguesa saíram a repetir um nome.
O banco31/05/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Matheus Viana foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Ninguém quer jogar contra o Portuguesa neste momento
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Henrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Caio Roque esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
O banco17/05/2027
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Matheus Viana, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 4‑1 frente ao Maricá, e podiam ter sido mais.
Jogo08/05/2027
Ninguém quer jogar contra o Portuguesa neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores10/05/2027
Zé Lucas, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.89
Um 7.89 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Bertinato, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Cauari estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo01/05/2027
Ninguém quer jogar contra o Portuguesa neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Zé Lucas não precisou: 8.21, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portuguesa, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hericlis será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portuguesa as despedidas começaram em silêncio.
Bruno Bertinato e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Dribles concretizados: 21. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Jogo01/05/2027
O Portuguesa torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel03/05/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Zé Lucas não precisou: 8.25, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Bruno Bertinato quer futebol continental; se o Portuguesa o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Fernandinho e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção19/04/2027
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Portuguesa
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hericlis será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portuguesa as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel05/04/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Cauari está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cauari treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Posição 2, 32 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Plantel22/03/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Caio Roque e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco22/03/2027
Hericlis tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Portuguesa dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Salomão. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Everton Messias apontou a data.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portuguesa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Marcelo Freitas e o Portuguesa acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel08/03/2027
Evandro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Cauari está nela.
Posição 2, 32 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Fernandinho e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel22/02/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Portuguesa, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco22/02/2027
Hericlis tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Portuguesa dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
16 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portuguesa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel08/02/2027
Palavras no treino do Portuguesa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gustavo Henrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Portuguesa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Bruno Bertinato e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Evandro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Portuguesa, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
«Respeito o treinador e não vou ficar aqui a fingir que estou contente.» É a frase mais repetida do futebol e nunca foi o fim de uma história.
O banco25/01/2027
Hericlis tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Portuguesa dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
45 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
O Portuguesa ofereceu $38.0K; o Ferroviária disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel11/01/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Cauari continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
60 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Portuguesa já se começa a dizer o nome dele no passado.
Thiaguinho foi-se, as contas têm $1.4M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
O Fortaleza pagou $1.4M e o Portuguesa aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Bruno Bertinato e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
DireçãoOs salários levam 137% do que Portuguesa recebem
PlantelGustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Thiaguinho marcou, foi avaliado com 7.60 e voltou antes de alguém dar pela falta.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Igor Torres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Portuguesa não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Hericlis e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/10/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Portuguesa
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gustavo Henrique treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Igor Torres assinar alguma coisa — um contrato no Portuguesa ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Everton Messias apontou a data.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Igor Torres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Renê Sousa, e o treinador deixou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
1‑2 frente ao Cruzeiro, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
A proposta do Portimonense por Matheus Cadorini foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel31/08/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Portuguesa
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Paulo, e o treinador deixou.
Plantel31/08/2026
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Portuguesa
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Igor Torres foi o melhor de qualquer um deles.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
O Itabaiana está fora e o Portuguesa segue em frente, com um 10‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Matheus Cadorini produziu-o, e o 8.83 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Hudson produziu-o, e o 8.26 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
7.85, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.