113 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel22/02/2027
39 dias de fora para Reinaldo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Mirassol vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Georgemy e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel22/02/2027
No Mirassol ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Neto Moura treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Carlos Eduardo, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Negueba. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O banco22/02/2027
André Luís tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Alesson apontou a data.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 62 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Tomás Sugo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alex Muralha está nela.
O que era notícia de canto de página passou a ser assunto das bancadas, e as bancadas não fazem nuances. Mirassol gostariam de resolver isto antes de ser a única pergunta.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Mirassol não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Victor Luís assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoEdson Carioca pede uma conversa com o treinador
70 dias de fora para Reinaldo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Mirassol vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Borges, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Eduardo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
100 dias de fora para Reinaldo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Mirassol vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A proposta do Ypiranga por Daniel Borges foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $108.1K — um clube que quer Tobias Figueiredo ao ponto de perguntar duas vezes.
O Mirassol foi ao Fortaleza com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Mirassol perguntou e o Brasil de Pelotas disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Igor Cariús e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/12/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Alesson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 6.87, e nenhuma delas entrará num resumo.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑1, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
O banco23/11/2026
Lucas Oliveira tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Negueba assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Walter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel09/11/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Mirassol disse a Denilson que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 4‑3, Daniel Carvalho podia dar-se ao luxo de ser generoso.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Dribles concretizados: 17. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel26/10/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
7 remates, uma contagem que parece uma boa tarde até se olhar para a outra coluna. Os avançados sobrevivem a semanas destas partindo do princípio de que as ocasiões continuam; o dia em que param torna-se um problema.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco12/10/2026
Lucas Oliveira tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
4 golos em 10 jogos no Cuiabá — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Mirassol alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Daniel Borges treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Fernandinho apontou a data.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alesson, e o treinador deixou.
2‑2, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
Plantel28/09/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Japa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Daniel Carvalho não o escondia depois do 2‑2, e no balneário do Mirassol também ninguém o escondia.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel07/09/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Mirassol do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Oliveira está nela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Neto Moura: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Mirassol a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Denilson. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
As bancadasOs rumores sobre Negueba chegam às bancadas
20 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Mirassol vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alesson, e o treinador deixou.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 91. O Fluminense tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 45 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Willian Machado e o Mirassol acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Márcio Oliveira está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Guilherme Barbosa é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Douglas Freitas é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.