“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.06 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Álvaro Montoro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Álvaro Montoro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Toda a gente no Mirassol viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 38 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A formação existe exatamente para esta manhã. Vinícius Rangel passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Bicho está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Wesley Ribeiro está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Reinaldo. 1‑0 sobre o Operário Ferroviário, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
7.85, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Álvaro Montoro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O relógio fez o que o Novorizontino não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Brasil de Pelotas tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
13 ações combinadas e 7.01. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Mirassol vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Goiás pode já não estar a vender.
O banco31/07/2028
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Neto Moura
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Avaliado com 7.31. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Gabriel Rodrigues depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Mirassol vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O aperto de mão com o Goiás está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Direção24/07/2028
O Mirassol fecha o mercado com um plantel feito por si
4 entradas e 7 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O São Paulo pagou $1.3M e o Mirassol aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Rodrigo Rodrigues e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$13.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Novorizontino pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O aperto de mão com o Criciúma está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Georgemy será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Mirassol as despedidas começaram em silêncio.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $466.4K — um clube que quer Lucca Prior ao ponto de perguntar duas vezes.
O Mirassol ofereceu $440.0K; o Fortaleza disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Rodrigo Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Verba acordada, salário acordado, e o Chapecoense à espera com uma camisola. No Mirassol ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Unión de Santa Fe por Álvaro Montoro foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Dribles concretizados: 26. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $3.5M — um clube que quer Jandrei ao ponto de perguntar duas vezes.
As regras permitem-no e dói na mesma. Georgemy acertou condições com o Athletico Paranaense para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
O Mirassol foi ao Fortaleza com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
0‑1 frente ao Náutico, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O Mirassol foi ao Criciúma com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Mercado03/07/2028
Tão perto: a transferência de Georgemy morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Ypiranga seguiu em frente, Georgemy apresenta-se de volta no Mirassol, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
O Mirassol ofereceu $780.0K; o Santos disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A perseguição a Kauê Alves terminou com $300.0K a mudar de mãos e o CRB sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Verba acordada, salário acordado, e o Gagra à espera com uma camisola. No Mirassol ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
$6.0M era o máximo que o clube pagaria, e o Bragantino pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Rodrigo Rodrigues e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Estudiantes fica com o seu homem, e o Mirassol volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduardo, e o treinador deixou.
O Mirassol foi ao Bragantino com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $6.6M — um clube que quer Francis Amuzu ao ponto de perguntar duas vezes.
O Mirassol perguntou e o Bahia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Rodrigo Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O telefone voltou a tocar por causa de Gustavo Cazonatti, e desta vez do outro lado está o Ferroviário. No Mirassol ouvem com educação e não prometem nada.
As bancadas19/06/2028
O Mirassol gasta $13.5M na contratação que a cidade queria
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $13.5M por Álvaro Montoro, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
Rodrigo Rodrigues esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Corinthians paga $470.0K, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
Plantel12/06/2028
Kevin Arrúa consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Kevin Arrúa acabou de assinar pelo Mirassol e, por uma vez, a resposta importava.
O Juventude pagou $340.0K e o Mirassol aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
O Flamengo queria mais do que $31.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Em resumo
PlantelNeto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A proposta do Nova Iguaçu por Carlos Eduardo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Mirassol foi ao Juventude com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Carlos Eduardo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco05/06/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Gabriel Rodrigues a uma sala que já as tinha ouvido.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Rodrigo Rodrigues e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Vasco da Gama com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Luciano lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Pouso Alegre está fora e o Mirassol segue em frente, com um 3‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
0‑3 frente ao Athletico Paranaense, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Yago Noal não precisou: 8.07, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.78 para o resto.
Frankarlos Benítez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/05/2028
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduardo, e o treinador deixou.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel15/05/2028
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Frankarlos Benítez, e o treinador deixou.
Maximiliano Osuna e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco15/05/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Gabriel Rodrigues saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Antevisão15/05/2028
O Mirassol mede-se com a equipa que todos perseguem
O Athletico Paranaense chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Mirassol ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Reinaldo e o Mirassol acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Foram honestos comigo, e prefiro saber.» Fernandinho foi informado de que não entra nos planos do treinador do Mirassol.
Plantel08/05/2028
Adriano Firmino desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco08/05/2028
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Gabriel Rodrigues não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Mirassol também ninguém o escondia.
38 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As bancadas01/05/2028
Os adeptos organizam-se contra a direção do Mirassol
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Renato Marques produziu-o, e o 8.67 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Rodrigo Rodrigues e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel01/05/2028
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Rodrigo Rodrigues tem a sua resposta do Mirassol; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo22/04/2028
Não se vê o fim da espera do Mirassol por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Mirassol tem de arrancar um resultado de algum lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Adriano Firmino será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Mirassol as despedidas começaram em silêncio.
Rodrigo Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel24/04/2028
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Renato Marques treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
54 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção17/04/2028
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Mirassol
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
A formação existe exatamente para esta manhã. Éder Ribeiro passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Thiago Mendes está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Matheus Pereira é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Cristiano Farias está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
61 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Mirassol ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/04/2028
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Neto Moura assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
69 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As bancadas03/04/2028
A raiva no Mirassol transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Carlos Eduardo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Adriano Firmino treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
77 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As regras permitem-no e dói na mesma. Adriano Firmino acertou condições com o Fluminense para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Maximiliano Osuna esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Eduardo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
84 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Rodrigo Rodrigues esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel20/03/2028
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Willian Machado assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Mirassol. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
92 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As regras permitem-no e dói na mesma. Vinicius Bacchi acertou condições com o Ypiranga para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel13/03/2028
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Neto Moura assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
99 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Willian Machado e o Mirassol acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Rodrigo Rodrigues e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Renato Marques assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Carlos Eduardo fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Luciano lesiona os ligamentos do joelho — 106 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 106 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Rodrigo Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel28/02/2028
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
11 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Borges, e o treinador deixou.
115 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Rodrigo Rodrigues esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Luciano lesiona os ligamentos do joelho — 124 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 124 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Frankarlos Benítez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Neto Moura assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 6 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Mirassol pode pedir e sobe o salário que Carlos Eduardo pode exigir.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Victor Luís compromete-se com o Mirassol por mais 2 anos.
Plantel07/02/2028
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Guarani vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Samuel pré-acordou a mudança para o Mirassol, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Renato Marques assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Mirassol admitiria. Nota-se aos sábados.
Rodrigo Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Maximiliano Osuna agiu, no Mirassol, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o outro clube fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Rodrigo Rodrigues esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Gabriel Rodrigues e o Mirassol acertam mais 4 anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Cazonatti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel17/01/2028
Gustavo Cazonatti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Neto Moura assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gustavo Mendoza treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Rodrigo Rodrigues e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Mirassol perguntou e o Corinthians disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Carlos Eduardo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Rodrigo Rodrigues e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Mirassol perguntou e o Santos disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O treinador reorganizou as ideias e Rodrigues saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Cazonatti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel03/01/2028
No Mirassol ainda são estranhos uns para os outros
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Perguntou-se ao Racing Club se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Gustavo Cazonatti tem a sua resposta do Mirassol; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $295.8K — um clube que quer Luis Miguel ao ponto de perguntar duas vezes.
$270.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Vitória pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Guarani fica com o seu homem, e o Mirassol volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gabriel Rodrigues, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Renato Marques treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Willian Machado. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O Mirassol foi ao Vitória com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Mirassol perguntou e o São Paulo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luiz Filipe, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Neto Moura. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Eduardo apontou a data.
O São Paulo pagou $13.4M e o Mirassol aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Denilson foi-se, as contas têm $13.4M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
Toda a gente no Mirassol viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 38 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
$58.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Santos pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Robinho Junior fica onde está
Verba acordada, salário acordado, e o Cruzeiro à espera com uma camisola. No Mirassol ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
A proposta do Atlético Goianiense por Denilson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $85.3K — um clube que quer Kauê Furquim ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Mirassol foi ao Bahia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Denilson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Georgemy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Gabriel Rodrigues depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Alex Muralha tem a sua resposta do Mirassol; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/11/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Mirassol foi explícito quanto à situação de Joaquín González, o que é mais do que muitos recebem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
1‑2 frente ao Grêmio, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel08/11/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Denilson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
1 para Reinaldo, avaliado com 7.72, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Walter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel01/11/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Houve 10 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Plantel25/10/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Igor Cariús esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Gabriel Rodrigues depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 5.02. Nada do que tentou resultou e a partir da hora deixou de tentar grande coisa, que é a parte em que um treinador repara, mais do que nos erros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.98 aos 38, e ninguém no campo esteve melhor.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Denilson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 2‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Mirassol nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel11/10/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Segue-se o Paysandu, e há um homem no balneário do Mirassol que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
5 golos em 23 jogos no Jequié — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Mirassol alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Denilson pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Em resumo
O bancoEdson Carioca pede uma conversa com o treinador
Walter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 88, e o Ceará passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Denilson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Avaliado com 7.97. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Gabriel Rodrigues sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel20/09/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 90. O Coritiba tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Gabriel Rodrigues depois do empate por 2‑2, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Aos 37 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Plantel13/09/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Notas dos jogadores13/09/2027
Denilson jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.12. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O Athletico Paranaense segurou a vantagem 2 minutos, que não chega para a desfrutar. O Mirassol respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Mirassol podem fingir não ter ouvido.
As bancadas06/09/2027
A raiva no Mirassol transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Plantel06/09/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Denilson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Denilson sai dessa comparação dentro da equipa, e o Mirassol beneficiou de cada uma dessas tardes.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Willian Machado subiu nela.
Em resumo
MercadoA história de Neto Moura recusa-se a morrer
Vitória por 2‑1 sobre o Palmeiras, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Walter e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel30/08/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Mirassol disse a Shaylon que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Mirassol podem fingir não ter ouvido.
Plantel23/08/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Walter, e o treinador deixou.
A primeira derrota em 4 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Guarani; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Luiz Filipe esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Renato Marques marcou ao minuto 86, o São Bernardo já pensava na viagem de regresso, e o Mirassol levou tudo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Renato Marques produziu-o, e o 8.60 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo14/08/2027
Ninguém quer jogar contra o Mirassol neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Denilson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Gabriel Rodrigues sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Denilson treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Mirassol
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.87 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
1 para Willian Machado, avaliado com 7.96, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Walter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Renato Marques tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Mirassol já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Mirassol ficou sem tempo com o Itabirito. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Walter e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel02/08/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Vejo todos os jogos do Mirassol daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Portuguesa segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Vitória por 3‑1 sobre o Atlético Mineiro, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Yago Noal não precisou: 8.29, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
A proposta ficou muito aquém e em Mirassol não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Direção26/07/2027
O Mirassol fecha o mercado com um plantel feito por si
1 entradas e 4 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
$110.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Horizonte pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel26/07/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Denilson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O América Mineiro vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Mirassol foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Mirassol já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.97 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $147.9K — um clube que quer Kauê Furquim ao ponto de perguntar duas vezes.
A proposta seguiu esta semana para o Bahia, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
$140.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Juventude pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Em resumo
PlantelNeto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $147.9K — um clube que quer Raí ao ponto de perguntar duas vezes.
O Mirassol ofereceu $770.0K; o Bahia disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Walter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Vitória por 3‑2 sobre o Ceará, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Jogo29/06/2027
André Luís ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 111. André Luís encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Ceará passou do ponto ao nada num só movimento.
1 para José Aldo, avaliado com 7.88, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Mercado05/07/2027
Tão perto: a transferência de Chico Kim morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Maricá seguiu em frente, Chico Kim apresenta-se de volta no Mirassol, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
O Mirassol ofereceu $180.0K; o Avaí disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O telefone voltou a tocar por causa de Carlos Eduardo, e desta vez do outro lado está o Iberia 1999. No Mirassol ouvem com educação e não prometem nada.
Plantel05/07/2027
Denilson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Mirassol perguntou e o Toluca disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Mirassol fez a parte difícil com o Internacional, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Mirassol ofereceu $350.0K; o Athletico Paranaense disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
A proposta do Iberia 1999 por Carlos Eduardo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $193.4K — um clube que quer Nicolás Cabral ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
$420.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Fluminense pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel21/06/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Mirassol
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. João Victor não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Verba acordada, salário acordado, e o Mixto à espera com uma camisola. No Mirassol ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.05 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Palmeiras ninguém diz, e no Mirassol ninguém gosta de estar a adivinhar.
$350.0K em cima da mesa do Athletico Paranaense. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
A proposta seguiu esta semana para o Avaí, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.13, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Plantel07/06/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Mirassol perguntou e o Juventude disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Vejo todos os jogos do Mirassol daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Portuguesa segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 10 ações combinadas e uma nota de 7.55, e nenhuma delas entrará num resumo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Minuto 90, frente ao Coritiba, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Victor Luís, e o treinador deixou.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel31/05/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Renato Marques tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.92 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Denilson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel17/05/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Walter, e o treinador deixou.
O banco17/05/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Gabriel Rodrigues a uma sala que já as tinha ouvido.
José Miguel Rivas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Walter e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/05/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco10/05/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Gabriel Rodrigues saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Neto Moura. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de João Victor: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Mirassol a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Luiz Queiroz lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Mirassol a ouviu como outra coisa.
Jogo01/05/2027
Ninguém quer jogar contra o Mirassol neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/05/2027
Denilson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Ponte Preta vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Mirassol foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Ponte Preta foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Notas dos jogadores26/04/2027
José Aldo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.40. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑0, Gabriel Rodrigues podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Mirassol
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
31 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mirassol perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Adriano Sanabria acabou de assinar pelo Mirassol e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel19/04/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Mirassol sabe dizer em que semana.
39 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mirassol perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O Mirassol entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Gabriel Rodrigues fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
Walter e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/04/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Toda a gente no Mirassol viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 37 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Plantel29/03/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
José Miguel Rivas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Mirassol terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mirassol, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 19 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Denilson. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
14 dias desde que o banco ficou vago, uma lista de nomes a circular e ninguém assinou nada. A cada semana que isto se arrasta, a lista encurta.
Plantel15/03/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Edson Carioca treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
“Não penso para lá de sábado, e não aconselharia ninguém a fazê-lo.” A primeira regra do interino é fingir que o trabalho é pequeno; Gabriel Rodrigues recitou-a na perfeição.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Walter e o Mirassol acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel08/03/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Chegou a conta da demissão. João Moura sai com $148.5K pelo tempo que restava de contrato, e esse dinheiro não compra ao clube nada que possa pôr em campo.
O fenómeno mais antigo do desporto: uma voz nova no balneário e de repente toda a gente está disponível para tudo. Walter treina como se a última ficha de jogo nunca tivesse existido, porque para ele não existe.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Alesson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a carreira longa chega à semana em que o jogador começa a pensar na última. Gostaria que fosse no clube que o pôs pela primeira vez num campo, e no Mirassol já sabem disso.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Renato Marques apontou a data.
EmprestadosAproxima-se a hora de decidir sobre Luiz Filipe
30Edição
O Correio de Mirassol
22/02/2027
Do nosso correspondente de futebolCrise
As bancadas22/02/2027
Os adeptos organizam-se contra a direção do Mirassol
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Denilson está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Denilson. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Carlos Eduardo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/02/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
A proposta do Oliveirense por Negueba foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Mirassol vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para André Luís, e o treinador deixou.
O telefone voltou a tocar por causa de Negueba, e desta vez do outro lado está o Oliveirense. No Mirassol ouvem com educação e não prometem nada.
Plantel01/02/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Mirassol terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco01/02/2027
Edson Carioca tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Willian Machado treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até José Aldo assinar alguma coisa — um contrato no Mirassol ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Mirassol
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
A proposta do Dila por Adriano Firmino foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel25/01/2027
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Denilson. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
O bancoVictor Luís tornou-se um homem de confiança do treinador
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
$100.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Fortaleza pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel11/01/2027
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Juan Aurich fica com o seu homem, e o Mirassol volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A formação existe exatamente para esta manhã. Renato Machado passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Pedro Martins está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Lucas Fernandes está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Walter
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Mirassol está a esgotar-se.
Verba acordada, salário acordado, e o Paysandu à espera com uma camisola. No Mirassol ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Mirassol ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $113.8K — um clube que quer Tobias Figueiredo ao ponto de perguntar duas vezes.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Mirassol fez a parte difícil com o River Plate, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
PlantelPalavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
22Edição
O Correio de Mirassol
28/12/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
As bancadas28/12/2026
A raiva no Mirassol transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Igor Formiga foi-se, as contas têm $4.1M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
A proposta do Retrô por Daniel Borges foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Remo pagou $4.1M e o Mirassol aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Mirassol ofereceu $88.0K; o Cruzeiro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O São Bernardo fica com o seu homem, e o Mirassol volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
O bancoDenilson tornou-se um homem de confiança do treinador
O Mirassol perguntou e o Botafogo-SP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Mirassol ofereceu $95.0K; o Grêmio disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco21/12/2026
Victor Luís tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. João Victor pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mirassol, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Posição 19 e 11 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
A proposta do Athletico Paranaense por Lucas Oliveira foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $113.8K — um clube que quer Luis Eduardo ao ponto de perguntar duas vezes.
A proposta seguiu esta semana para o Cruzeiro, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Vila Nova queria mais do que $130.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Plantel14/12/2026
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Perguntou-se ao Operário Ferroviário se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Mirassol está a esgotar-se.
O Mirassol perguntou e o Inter de Limeira disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” João Victor tem a sua resposta do Mirassol; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
11 pontos à viragem. A primeira volta de uma época é uma promessa; a segunda é uma fatura, e a cidade está prestes a descobrir qual das duas foi esta.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
O bancoWalter continua a pagar por uma tarde no Mirassol
A raiva no Mirassol transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Walter, e o treinador deixou.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑3, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
O banco30/11/2026
Denilson tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel23/11/2026
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
O banco23/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 João Moura saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alesson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Flamengo.
Segue-se o Flamengo, e há um homem no balneário do Mirassol que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Walter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel09/11/2026
Neto Moura desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Mirassol
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Neto Moura estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Walter, e o treinador deixou.
O golo que pôs o Santos na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Mirassol empatou, 4 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.15 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
O São Paulo obrigou o Mirassol a suar, mas no fim o marcador dizia 2‑1 e a tabela não pergunta como.
Plantel26/10/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alesson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” João Moura, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Mirassol disse a Igor Cariús que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Mirassol foi explícito quanto à situação de Gustavo Cazonatti, o que é mais do que muitos recebem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gabriel Pires está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Willian Machado treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Dribles concretizados: 12. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Posição 20 e 4 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Plantel19/10/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
Um amarelo a mais, e um jogo visto da bancada. A ausência mais evitável do futebol, e o Mirassol vai senti-la no sábado.
O banco19/10/2026
Victor Luís tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mirassol dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Plantel12/10/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel12/10/2026
15 caras novas e o Mirassol ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Igor Cariús está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Mirassol sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Negueba: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Mirassol a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Daniel Borges treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A raiva no Mirassol transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mirassol coisas que levam mais de uma semana a retirar.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Fortaleza foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Nota 8.13 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel05/10/2026
Alesson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Walter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel28/09/2026
Palavras no treino do Mirassol sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Moura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. Mirassol têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.