O São Paulo e o Brusque acertaram em $12.9M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
A proposta do Guarani por Vinicinho foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Alisson Santos acabou de assinar pelo São Paulo e, por uma vez, a resposta importava.
O São Paulo ofereceu $810.0K; o Corinthians disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Diogo Ferreira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel24/12/2035
Palavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ignacio Sosa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Verba acordada, salário acordado, e o Bahia à espera com uma camisola. No São Paulo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
1‑0 frente ao Sporting Cristal, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Federico Rivas agiu, no São Paulo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O São Paulo fez a parte difícil com o Internacional, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O São Paulo foi ao América Mineiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O América de Natal queria mais do que $72.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
O bancoLuis Eduardo volta a ter um treinador que o conhece
PlantelNão há lugar para Luis Eduardo no desenho novo
Verba acordada, salário acordado, e o São Paulo à espera com uma camisola. No Internacional ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Alvos de mercado17/12/2035
Verba fechada, faltam as condições de Lucas Ronier
O Internacional e o Flamengo acertaram em $1.9M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Internacional podem fingir não ter ouvido.
O Internacional perguntou e o Flamengo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A verba é $720.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Vila Nova negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Bruninho acabou de assinar pelo Internacional e, por uma vez, a resposta importava.
A proposta do Boavista por Alisson Santos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 62 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Internacional perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $556.2K do que o Internacional pagou por Gabriel Knesowitsch é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Uma média de 7.40 na época, com 21 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Miguel Antonio fica onde está
20 golos e uma média de 7.38 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.94 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel26/11/2035
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luís Pacheco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Solomane Coulibaly e o Internacional acertam mais 1 anos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Santino Colangelo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santino Colangelo, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Internacional, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Schaffer estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ângelo assinar alguma coisa — um contrato no Internacional ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gabriel Silva está nela.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Internacional pode pedir e sobe o salário que Rafael William pode exigir.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.80 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Cauê será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alisson Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Josmar estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Uma média de 7.35 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco29/10/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Luís Pacheco
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel22/10/2035
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luís Pacheco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Avaliado com 7.60. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
O banco22/10/2035
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Gabriel Soares não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Internacional também ninguém o escondia.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ângelo assinar alguma coisa — um contrato no Internacional ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Internacional, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Internacional pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lincoln será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.34 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nadson. 3‑2 sobre o Santos, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel01/10/2035
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luís Pacheco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gabriel Knesowitsch será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alisson Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
15 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Internacional foi explícito quanto à situação de Gabriel Silva, o que é mais do que muitos recebem.
O banco17/09/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Gabriel Soares a uma sala que já as tinha ouvido.
Alisson Santos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/09/2035
Luís Pacheco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel10/09/2035
7 caras novas e o Internacional ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” José Viana e o Internacional acertam mais 4 anos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Internacional, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Caíque Takada tem a sua resposta do Internacional; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lincoln será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel03/09/2035
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luís Pacheco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Victor Neves é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. José Viana está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Willian Machado passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Luís Pacheco no seu melhor
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Robson Alex produziu-o, e o 8.98 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Internacional ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não há pior forma de perder um futebolista. Marcelo Porto pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alisson Santos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma média de 7.29 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Internacional e o Juventude, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Internacional
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Alisson Santos no seu melhor
1‑1 frente ao Remo, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Internacional perguntou e o Bahia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Internacional vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Palmeiras pode já não estar a vender.
Uma média de 7.27 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Internacional
Notas dos jogadoresEnzo Sanabria jogou uma tarde diferente da de toda a gente
JogoA meio da época: o Internacional está no 7.º lugar
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Internacional podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Internacional perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 45 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Iguatu tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
$1.2M era o máximo que o clube pagaria, e o Palmeiras pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
31 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Internacional perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Internacional podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 54 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Internacional já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Atlético Mineiro aceitou o dinheiro. O que o Internacional ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O Internacional perguntou e o América de Natal disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do Avaí por Alisson Santos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Internacional já se começa a dizer o nome dele no passado.
Plantel02/07/2035
62 dias de fora para Sérgio Porto depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Internacional vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Internacional podem fingir não ter ouvido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O América de Natal fica com o seu homem, e o Internacional volta a uma lista com um nome riscado.
O Internacional ofereceu $1.3M; o Toluca disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Chifle acabou de assinar pelo Internacional e, por uma vez, a resposta importava.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 70 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Internacional foi ao América de Natal com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.95 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Verba acordada, salário acordado, e o Goiás à espera com uma camisola. No Vitória ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Plantel11/06/2035
113 dias de fora para Erison depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória, e não vai ser retirado.
O aperto de mão com o Atlético Goianiense está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
As regras permitem-no e dói na mesma. Paulo Porto acertou condições com o Tuna Luso para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Internacional fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 85 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o CRB à espera com uma camisola. No Internacional ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Notas dos jogadores11/06/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Internacional — 7.64
1 para Mariano Ojeda, avaliado com 7.64, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
O Cruzeiro queria mais do que $2.3M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 92 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Internacional ofereceu $9.6M; o Flamengo disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Internacional foi ao Cruzeiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 99 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alisson Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel28/05/2035
Luís Pacheco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Já teve barulho que chegue. Se o Internacional pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
O banco28/05/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Gabriel Soares a uma sala que já as tinha ouvido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Internacional, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
MercadoJuliano está livre para procurar outro sítio
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Internacional perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Caíque Takada será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Josmar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Internacional, mais uma semana sem a assinatura de Bruno Gomes.
Nota 7.70 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Internacional, o melhor em campo era deles.
Plantel14/05/2035
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Schaffer está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Lucas Ramos tem a sua resposta do Internacional; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Internacional perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo05/05/2035
Ninguém quer jogar contra o Internacional neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Internacional ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O pedido está em cima da mesa do Slovan Liberec e a resposta é de outros. Estas coisas resolvem-se em privado e contam-se em público, normalmente por essa ordem.
A carreira de um guarda-redes conta-se pelos jogos em que ninguém lhe marcou, e Rafael William tem agora 101 deles em 278 partidas. Nada naquele número foi sorte.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Bruno Gomes lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Internacional pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Alisson Santos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Internacional sabe dizer em que semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ruan Índio, e o treinador deixou.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
49 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Internacional perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A equipa técnica esvaziou-se por completo e não havia ninguém internamente para promover, por isso o clube nomeou um nome que quase nenhum adepto reconhecerá. Recupera-se disto; ninguém gosta de o explicar.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Internacional podem fingir não ter ouvido.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
9 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Josmar estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Bruno Gomes lesiona os ligamentos do joelho — 56 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 56 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel09/04/2035
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Josmar está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Internacional, mais uma semana sem a assinatura de Gustavo.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Nadson. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
77 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Internacional perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Internacional falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Caíque Takada será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nadson está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ângelo assinar alguma coisa — um contrato no Internacional ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Internacional. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
O bancoMariano Ojeda pede uma conversa com o treinador
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Internacional perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
A versão oficial será que foi de rotina. Não foi, o momento diz isso, e toda a gente naquela sala sabe quanto custa o próximo mau resultado.
Plantel05/03/2035
35 dias de fora para Carlos Braga depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Internacional vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Internacional, e não vai ser retirado.
Direção05/03/2035
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Internacional
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Alisson Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luís Pacheco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Internacional perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 42 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alisson Santos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alisson Santos, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Bruno Gomes. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mariano Ojeda está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Internacional, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
105 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Internacional perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 49 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Internacional podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel19/02/2035
Uma lesão muscular afasta Kevin Tamayo durante 19 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Internacional vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
86 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Internacional perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel29/01/2035
70 dias de fora para Carlos Braga depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Internacional vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alisson Santos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Bruno Gomes. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Internacional, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
DireçãoA formação do Internacional continua a produzir
Santino Colangelo lesiona os ligamentos do joelho — 100 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 100 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Internacional falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Internacional a ouviu como outra coisa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Corinthians fica com o seu homem, e o Internacional volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel15/01/2035
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luís Pacheco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
107 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Internacional perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Botafogo-SP à espera com uma camisola. No Internacional ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Internacional, e não vai ser retirado.
Plantel08/01/2035
Pedro Paulo consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Pedro Paulo acabou de assinar pelo Internacional e, por uma vez, a resposta importava.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Internacional ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Santino Colangelo lesiona os ligamentos do joelho — 114 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 114 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Internacional perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $44.0K do que o Internacional pagou por Felipe Santiago é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ioshua Sánchez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
O Palmeiras pagou $3.1M e o Internacional aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Janderson agiu, no Internacional, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Brusque fica com o seu homem, e o Internacional volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Internacional já se começa a dizer o nome dele no passado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Brasil de Pelotas fica com o seu homem, e o Internacional volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta seguiu esta semana para o Botafogo-SP, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $696.5K — um clube que quer Pierre ao ponto de perguntar duas vezes.
Não há pior forma de perder um futebolista. José Borges pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
O Internacional ofereceu $350.0K; o Botafogo-PB disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alisson Santos, e o treinador deixou.
Robson Alex esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Brasil de Pelotas aceitou o dinheiro. O que o Internacional ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Internacional já se começa a dizer o nome dele no passado.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.6M do que o Internacional pagou por Fabrício Dias é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $4.2M porque Josmar é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $354.1K — um clube que quer Pedro ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. David Braw agiu, no Internacional, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Crysthyan fica onde está
PlantelPalavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Felipe Santiago será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Internacional as despedidas começaram em silêncio.
Alisson Santos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Vila Nova vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Victão pré-acordou a mudança para o Internacional, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Derrota por 0‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco27/11/2034
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
9 golos em 20 jogos no CSA — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Internacional alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Dribles concretizados: 14. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel27/11/2034
Matheus Melo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Bruno Gomes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Aaron Ramírez acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Internacional substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Plantel20/11/2034
Kevin Tamayo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e João Pedro treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rhuan Gabriel está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Internacional sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 37 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Internacional é como lidar com um homem a quem deve muito.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Alisson Santos.
8 golos e uma média de 7.23 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alex Xavier e o Internacional acertam mais 5 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nadson está nela.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Internacional podem fingir não ter ouvido.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel09/10/2034
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ângelo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Sergipe vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Guilherme Brito pré-acordou a mudança para o Internacional, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Internacional toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.66 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Internacional a ouviu como outra coisa.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Internacional falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alisson Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/09/2034
Palavras no treino do Internacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ângelo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.46. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Internacional marcou aos 93, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Internacional pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 49 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Notas dos jogadores21/08/2034
Um golo de defesa dá a vitória ao Internacional — 6.99
1 para Gustavo, avaliado com 6.99, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Bragantino levou os pontos após um 1‑3 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel21/08/2034
Luís Pacheco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
56 dias de fora para Bruno Nardo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Internacional vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Bruno Gomes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 22. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel14/08/2034
Ângelo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente no Internacional viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 33 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Verba acordada, salário acordado, e o Juazeirense à espera com uma camisola. No Internacional ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Internacional a ouviu como outra coisa.
O Palmeiras queria mais do que $170.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luís Pacheco, e o treinador deixou.
O Figueirense está fora e o Internacional segue em frente, com um 2‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Internacional já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.85 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
As regras permitem-no e dói na mesma. Felipe Santiago acertou condições com o Cuiabá para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alisson Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Lincoln e o Internacional acertam mais 2 anos.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Internacional já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Internacional, e não vai ser retirado.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.6M do que o Internacional pagou por Pedro Ivo é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $144.7K — um clube que quer Eric Pimentel ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Internacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Internacional foi ao Sampaio Corrêa com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta seguiu esta semana para o Ypiranga, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Internacional foi ao Ceará com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Verba acordada, salário acordado, e o Caxias à espera com uma camisola. No Internacional ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Internacional pagou $1.9M por Cadu, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Internacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alisson Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Bragantino queria mais do que $290.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Em resumo
PlantelÂngelo desentende-se com um colega por causa das exigências
18 dias de fora para Gabriel Reyes depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Club America vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Club America foi ao Atlas com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlas fica com o seu homem, e o Club America volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta seguiu esta semana para o Puebla, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Club America foi ao Pachuca com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Pablo Lara e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel19/06/2034
Alexis Martin desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco19/06/2034
Darío Osorio tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Club America dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Club America, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
DireçãoO Club America arrecada $966.7K de um negócio antigo