O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Ernesto Matteazzi não precisou: 7.60, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco19/10/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Antonio Bellini escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
4 golos em 5 jogos no Crotone — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Torres alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Torres, e não vai ser retirado.
Direção07/09/2026
O Torres fecha o mercado com um plantel feito por si
14 entradas e 0 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
O negócio que levaria Michele Marano para o Trapani caiu na fase final e ele reapresenta-se no Torres com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Torres do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Segue-se o Pontedera, e há um homem no balneário do Torres que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Uma sondagem ao River Plate para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O banco31/08/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Antonio Bellini foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
O Torres perguntou e o Padova disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Perguntou-se ao Rosario Central se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Torres sabem-no, e também todos os que o veem.
É a forma mais silenciosa de um clube dizer quais são as suas ambições. Pediu-se o dinheiro, negou-se o dinheiro, e quem trabalha ali todos os dias já sabe exatamente com o que conta.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Torres admitiria. Nota-se aos sábados.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Torres não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Uma época a olhar para o jogador de outro: Abdelhamid Ait Boudlal chega do Stade Rennais com algo a provar e um bilhete de volta na gaveta. Os bons empréstimos enriquecem toda a gente; este começa no sábado.
Perguntou-se ao Stade Rennais se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Uma sondagem ao Benfica para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Andrea Zaccagno assinar alguma coisa — um contrato no Torres ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Torres não o segura a fingir o contrário.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Giuseppe Mastinu tem de reconquistar o que julgava seu. O Torres não prometeu nada — nesta fase raramente promete.
Cristian Fabriani fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Uma audição de uma época inteira: o passe continua a ser do Virtus Entella, mas a camisola e os minutos são do Torres. Um empréstimo é uma aposta que ambos os clubes acreditam estar a ganhar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Giuseppe Mastinu e o Torres acertam mais 2 anos.
Alberto Lunghi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Andrea Zaccagno continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Uma sondagem ao Rayo Vallecano para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Torres, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Torres sobre quem trabalha
MercadoMichele Marano está livre para procurar outro sítio