5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Girona ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vladyslav Vanat, e o treinador deixou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Girona foi explícito quanto à situação de Vladyslav Krapyvtsov, o que é mais do que muitos recebem.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Juanjo Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Godwill Kukonki está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco26/03/2029
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Pol Martínez a uma sala que já as tinha ouvido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mateu Morey está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Illia Zabarnyi assinar alguma coisa — um contrato no Girona ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Emprestados26/03/2029
Os golos continuam a chegar do exílio de Izan González
7 golos em 28 jogos no Ponferradina — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Girona alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
A perseguição a Juanjo Sánchez terminou com $2.7M a mudar de mãos e o Tenerife sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Tenerife fica com o seu homem, e o Girona volta a uma lista com um nome riscado.
Os papéis estão assinados: Marcos Cuenca chega do Zaragoza num negócio de $2.0M. Agora vem a parte difícil.
Plantel29/01/2029
Uma transferência que Juanjo Sánchez teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Juanjo Sánchez está a viver essa versão no Girona, e costuma notar-se no primeiro mês.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 15 ações combinadas e uma nota de 6.80, e nenhuma delas entrará num resumo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Girona coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Girona pagou $2.0M e o Zaragoza aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Sebas Moyano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sevilla fica com o seu homem, e o Zaragoza volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yann Bodiger estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco29/01/2029
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Sebas Moyano
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Verba acordada, salário acordado, e o Cartagena à espera com uma camisola. No Zaragoza ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Uma média de 7.23 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
As regras permitem-no e dói na mesma. Sinan Bakış acertou condições com o Alavés para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Marc Vidal e o Zaragoza acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Burgos continuou a vir porque nada o travou, e ao Zaragoza vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Paulino De la Fuente pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Thomás De Martis e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Diego González, e o treinador deixou.
Plantel18/12/2028
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rubén Díez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Díaz será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zaragoza as despedidas começaram em silêncio.
Sebas Moyano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Zaragoza disse a Chupete que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leonardo Bovio estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zaragoza, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
Plantel27/11/2028
Rubén Díez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Julen Ríos depois do 0‑4, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” David Juárez e o Zaragoza acertam mais 4 anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Sebastián Kóša e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel20/11/2028
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rubén Díez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Lavagnino, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Davinchi assinar alguma coisa — um contrato no Zaragoza ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Zaragoza essa pergunta é mais difícil de responder.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zaragoza, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
Emprestados3 golos por empréstimo para Jordi Escobar
MercadoContinua sem haver assinatura de Marcos Cuenca
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Luismi Cruz. 1‑0 sobre o Córdoba, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Tem 20 anos e ninguém em Zaragoza o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Julen Ríos podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Plantel13/11/2028
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leonardo Bovio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Zaragoza joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
0‑1 frente ao Castellón, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Thomás De Martis e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
Plantel30/10/2028
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rubén Díez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém no Zaragoza sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Em resumo
Notas dos jogadoresMarcos Cuenca encarou-os todo o jogo
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
O golo que pôs o Cultural Leonesa na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Zaragoza empatou, 1 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Direção04/09/2028
O Zaragoza fecha o mercado com um plantel feito por si
18 entradas e 20 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Agustín Faillace agiu, no Zaragoza, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $6.7M — um clube que quer Lucas Bergström ao ponto de perguntar duas vezes.
Gerard Martín e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
17 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco29/05/2028
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Julen Ríos não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Zaragoza também ninguém o escondia.
Ninguém no Zaragoza sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Sebas Moyano: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Zaragoza a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jemiah Umolu será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Huesca as despedidas começaram em silêncio.
Michael Sambataro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Salva Ruiz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Huesca fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
O banco15/05/2028
Neste momento há alguém melhor do que Dani Jiménez
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Oihan Castro depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Aliou Dieng e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Zaragoza levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco01/05/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Oihan Castro a uma sala que já as tinha ouvido.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Javi Martínez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Plantel01/05/2028
Juan Pérez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Huesca, mais uma semana sem a assinatura de Salva Ruiz.
Em resumo
Notas dos jogadoresMarcos Cuenca passa por eles um de cada vez
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Huesca coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Salva Ruiz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sergi Enrich, e o treinador deixou.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luca Langoni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Sebastián Kóša esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Avaliado com 7.94. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Pau Sans tem a sua resposta do Zaragoza; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A série chega a 4 e as perguntas em torno do Zaragoza já não são delicadas.
Plantel13/12/2027
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luca Langoni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Já são 50 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
Álvaro Bastida e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luca Langoni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Sebastián Kóša e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Zaragoza foi explícito quanto à situação de Marcos Cuenca, o que é mais do que muitos recebem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Zaragoza, mais uma semana sem a assinatura de Caetano.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
O erro de um defesa alguém arruma; o de um guarda-redes acaba lá dentro. Soube antes de a bola cruzar a linha, e o estádio inteiro também.
O banco06/12/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑4, ditas por Julen Ríos a uma sala que já as tinha ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luca Langoni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marcos Cuenca, e o treinador deixou.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Getafe? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
A proposta seguiu esta semana para o Betis, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Zaragoza ofereceu $9.6M; o Villarreal disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Caetano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luca Langoni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
18 jogos e 4 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Zaragoza lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
$7.3M era o máximo que o clube pagaria, e o Cultural Leonesa pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Napoli fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Mercado28/06/2027
Marcos Cuenca regressa de um empréstimo que resultou
18 jogos e 4 golos longe daqui, e um jogador que o treinador não tinha em agosto. Os empréstimos são feitos à espera exatamente disto e a maioria não o entrega.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Paul Akouokou estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Aleksandar Radovanović pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Em resumo
O bancoMamor Niang tornou-se um homem de confiança do treinador