38 jogos longe de casa e 24 golos de colheita. Cada um deles torna a conversa do próximo verão um pouco mais cara.
Plantel22/05/2028
Palavras no treino do Galatasaray sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tashreeq Matthews está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Petar Sučić está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Lucas Torreira assinar alguma coisa — um contrato no Galatasaray ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Galatasaray vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
10 jogos a 6.74 e um balneário que deixou discretamente de contar. As semanas mais duras de qualquer transferência são aquelas sobre as quais ninguém escreve.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Galatasaray. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
0‑2 perante o nível do Zulte Waregem. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Galatasaray joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Plantel21/02/2028
Palavras no treino do Galatasaray sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Wilfried Zaha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Galatasaray
O bancoMohamed Salah tornou-se um homem de confiança do treinador
Vitória por 4‑3 sobre o Samsunspor, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Com 2 golos de desvantagem isto era uma formalidade, e a formalidade durou até deixar de ser. O Galatasaray encontrou algo que a primeira parte não tinha anunciado, e o Samsunspor não soube segurar o que tinha.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Gabriel Sara regressa a Galatasaray com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Murillo agiu, no Galatasaray, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Konyaspor fica com o seu homem, e o Galatasaray volta a uma lista com um nome riscado.
Jogo12/02/2028
Ninguém quer jogar contra o Galatasaray neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
17 golos em 25 jogos no Antalyaspor — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Galatasaray alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Em resumo
Notas dos jogadoresPetar Sučić encarou-os todo o jogo
Notas dos jogadoresOs dois trabalhos feitos por Lucas Torreira — 7.21
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A história da ambição ao contrário, e a que ninguém conta: um futebolista que quer um estádio mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vira. Não é fraqueza, e raramente é noticiada como outra coisa.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Nottingham Forest sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Nottingham Forest lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Nottingham Forest foi explícito quanto à situação de Arnaud Kalimuendo, o que é mais do que muitos recebem.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Nottingham Forest, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Nottingham Forest sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Sidiki Chérif tem 20 anos e, por um fim de semana, foi o melhor de todos os da sua idade na divisão. Ninguém devia construir uma carreira sobre isso, e toda a gente o faz em silêncio.
Em resumo
Emprestados7 balizas a zeros por empréstimo para Steven Benda
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Nottingham Forest a ouviu como outra coisa.
Gustavo Sá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Esapa Osong está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Basima Balagizi e o Nottingham Forest acertam mais 3 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Stephy Mavididi está nela.
Segue-se o Ipswich Town, e há um homem no balneário do Nottingham Forest que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Emprestados11/10/2027
O empréstimo de Aaron Bott mede-se pelo que não acontece
6 balizas a zeros em 9 jogos no Newport County. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
O negócio que levaria Murillo para o Watford caiu na fase final e ele reapresenta-se no Nottingham Forest com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Nottingham Forest vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Derby County pode já não estar a vender.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Nottingham Forest ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nottingham Forest coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Manchester United fica com o seu homem, e o Nottingham Forest volta a uma lista com um nome riscado.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Verba acordada, salário acordado, e o Watford à espera com uma camisola. No Nottingham Forest ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
$58.9M era o máximo que o clube pagaria, e o Liverpool pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Alvos de mercado06/09/2027
$14.4M põem os clubes de acordo sobre Derry Murkin
O Derby County aceitou o dinheiro. O que o Nottingham Forest ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Esapa Osong não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Nottingham Forest pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
12 entradas e 26 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
A proposta seguiu esta semana para o FCSB, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Feyenoord, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta do Leicester City por Murillo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O negócio que levaria Ibrahim Sangaré para o Lincoln City caiu na fase final e ele reapresenta-se no Nottingham Forest com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
$8.9M era o máximo que o clube pagaria, e o Leeds United pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O nome de Esapa Osong apareceu em conversas de que o Nottingham Forest não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Direção23/08/2027
7 jogadores da formação sobem à equipa principal do Nottingham Forest
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
A proposta do Reading por Nikola Milenković foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O Nottingham Forest perguntou e o Manchester City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luca Netz, e o treinador deixou.
14 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Nottingham Forest, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Chris Wood esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dan Ndoye, e o treinador deixou.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Liverpool fica com o seu homem, e o Nottingham Forest volta a uma lista com um nome riscado.
«Respeito o treinador e não vou ficar aqui a fingir que estou contente.» É a frase mais repetida do futebol e nunca foi o fim de uma história.
Plantel26/07/2027
Esapa Osong desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Nottingham Forest ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Nottingham Forest ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Eric da Silva Moreira e o Nottingham Forest acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Gustavo Sá e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Nottingham Forest podem fingir não ter ouvido.
O Nottingham Forest perguntou e o Sunderland disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Nottingham Forest fez a parte difícil com o Hull City, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Daniel Muñoz quer futebol continental; se o Nottingham Forest o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Sidiki Chérif esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Stephy Mavididi, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Dan Ndoye treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoChris Wood tornou-se um homem de confiança do treinador
13.º lugar com 41 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Murillo marcou, foi avaliado com 7.62 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nottingham Forest coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já teve barulho que chegue. Se o Nottingham Forest pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
O banco24/05/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Joshua Davis a uma sala que já as tinha ouvido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Morgan Gibbs-White assinar alguma coisa — um contrato no Nottingham Forest ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de John Victor
Chris Wood esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Vejo todos os jogos do Nottingham Forest daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Exeter City segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nikola Milenković treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Joshua Davis podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nottingham Forest, e não vai ser retirado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Nottingham Forest ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Chris Wood e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Nottingham Forest sabe agora que esse pensamento chegou.
1 para James Garner, avaliado com 7.72, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Daniel Muñoz quer futebol continental; se o Nottingham Forest o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nottingham Forest coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Joshua Davis depois do 2‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
26 jogos longe de casa e 9 golos de colheita. Cada um deles torna a conversa do próximo verão um pouco mais cara.
O banco22/02/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Ben Gannon Doak
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nottingham Forest, e não vai ser retirado.
A bola do jogo é de Lorenzo Lucca, cujos 3 golos transformaram uma tarde difícil num passeio.
As bancadas01/02/2027
Os adeptos revoltam-se com a venda de Liam Delap por $75.9M
Vai para o Liverpool, o clube tem $75.9M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Nottingham Forest pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 2, saíram 5, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Nottingham Forest falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco23/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Joshua Davis saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Arsenal.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Nottingham Forest sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco23/11/2026
Chris Wood tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Nottingham Forest dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Nottingham Forest falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Crystal Palace continuou a vir porque nada o travou, e ao Nottingham Forest vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Nottingham Forest tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Nottingham Forest ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Notas dos jogadores02/11/2026
Igor Jesus jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.94. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
84 dias de fora para Daniel Muñoz depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nottingham Forest vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Daniel Muñoz quer futebol continental; se o Nottingham Forest o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Nottingham Forest sabe dizer em que semana.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Joshua Davis depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Igor Jesus produziu-o, e o 8.70 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dan Ndoye e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel21/09/2026
Xaver Schlager sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Igor Jesus. 3‑2 sobre o Tottenham, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O golo que pôs o Tottenham na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Nottingham Forest empatou, 4 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
“Vejo todos os jogos do Nottingham Forest daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Exeter City segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑2, Joshua Davis podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Igor Jesus ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
A proposta do SC Freiburg por Dan Ndoye foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Qualquer balneário sabe ler uma contratação destas. Andreas Jungdal não veio esperar indefinidamente, e o homem cujo lugar ele foi comprado para ocupar sabe-o melhor do que ninguém.
O Nottingham Forest ofereceu $820.0K; o Danubio disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Direção17/08/2026
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Nottingham Forest
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Murillo, e o treinador deixou.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Nottingham Forest vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
É a forma mais silenciosa de um clube dizer quais são as suas ambições. Pediu-se o dinheiro, negou-se o dinheiro, e quem trabalha ali todos os dias já sabe exatamente com o que conta.
O Bournemouth aceitou o dinheiro. O que o Nottingham Forest ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
$7.7M era o máximo que o clube pagaria, e o Everton pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Nottingham Forest a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Murillo e o Nottingham Forest acertam mais 4 anos.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $24.0M — um clube que quer Ben Gannon Doak ao ponto de perguntar duas vezes.
Chris Wood esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Igor Jesus, e o treinador deixou.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Nottingham Forest ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Nottingham Forest foi ao Danubio com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Xaver Schlager e o Nottingham Forest acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Liam Delap e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Nicolás Domínguez quer futebol continental; se o Nottingham Forest o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«93 internacionalizações são 93 mais do que o miúdo do início alguma vez esperou.» Aos 34 acabou com o seu país e não acabou nada com Nottingham Forest.