115 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O San Diego Football Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
2 atrás e sem rumo, até Prince Ukachukwu decidir o contrário. O Portland Timbers tinha feito a parte difícil e depois viu-a desfazer-se, e o barulho no apito final foi daqueles que um estádio guarda.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O San Diego Football Club pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Verba acordada, salário acordado, e o Los Angeles Football Club à espera com uma camisola. No San Diego Football Club ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
12 entradas e 13 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Uma média de 7.38 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Prince Ukachukwu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No San Diego Football Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O CF Montreal tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $125.8K — um clube que quer Josh Nteziryayo ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Diego Football Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Moustafa Zeidan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 13 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no San Diego Football Club falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.88 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Diego Football Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
500 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Metade do calendário jogado, 3.º lugar, 27 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Empate aos 87 minutos, depois de uma tarde que o San Diego Football Club tinha praticamente arrumada. O FC Dallas vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jacob Shaffelburg está nela.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 43 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Diego Football Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moustafa Zeidan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
12 golos e uma média de 7.29 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.05, e nem uma objeção no estádio.
O banco29/05/2034
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Owen Wright a uma sala que já as tinha ouvido.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Shaq Moore e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no San Diego Football Club, mais uma semana sem a assinatura de Kingsley Maduforo.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em San Diego Football Club, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O LA Galaxy perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
George Campbell e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Emprestados19/12/2033
11 balizas a zeros por empréstimo para Duran Ferree
29 jogos no San Diego Football Club e os golos deixaram de entrar. O LA Galaxy emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Emprestados19/12/2033
11 balizas a zeros por empréstimo para Jack Kortkamp
19 jogos no Toronto FC e os golos deixaram de entrar. O LA Galaxy emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no LA Galaxy. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
DireçãoA formação do LA Galaxy continua a produzir
Está feito, e ainda com jogos por disputar. A próxima época vai ter noites de holofotes contra clubes de outros países, e as contas ganham uma linha que no ano passado não tinham.
21 golos e uma média de 7.50 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O San Diego Football Club aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Jacob Shaffelburg e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no San Diego Football Club sabe dizer em que semana.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Gonzalo Aquilino chama-lhe outra coisa em privado.
50 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O LA Galaxy perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Yunus Musah está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Lucas Sanabria. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Rokas Pukstas
57 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O LA Galaxy perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Colorado Rapids segue. A tabela disse durante meses que esta equipa era suficientemente boa, e ao formato não interessa o que a tabela disse: a discussão que todos os clubes eliminados têm consigo próprios desde que existem playoffs.
78 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
George Campbell e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No LA Galaxy ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Emprestados21/11/2033
O empréstimo de Duran Ferree mede-se pelo que não acontece
11 balizas a zeros em 29 jogos no San Diego Football Club. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Emprestados21/11/2033
11 balizas a zeros por empréstimo para Jack Kortkamp
18 jogos no Toronto FC e os golos deixaram de entrar. O LA Galaxy emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Em resumo
Notas dos jogadoresO remate que fugiu a Alex Mighten
O bancoTimothy Weah tornou-se um homem de confiança do treinador
Antonee Robinson lesiona os ligamentos do joelho — 29 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Houston Dynamo segue. A tabela disse durante meses que esta equipa era suficientemente boa, e ao formato não interessa o que a tabela disse: a discussão que todos os clubes eliminados têm consigo próprios desde que existem playoffs.
Dribles concretizados: 34. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Diego Football Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Owen Wright depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Ninguém no San Diego Football Club dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
George Campbell esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco31/10/2033
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Liel Abada
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
O banco31/10/2033
Yunus Musah tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no LA Galaxy dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O LA Galaxy sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Em resumo
PlantelRokas Pukstas é a conversa do centro de treinos
78 pontos e ninguém por cima. A palavra ainda não se diz à volta do estádio, e pensa-se em todas as cadeiras.
Emprestados24/10/2033
O empréstimo de Duran Ferree mede-se pelo que não acontece
11 balizas a zeros em 28 jogos no San Diego Football Club. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Emprestados24/10/2033
11 balizas a zeros por empréstimo para Jack Kortkamp
18 jogos no Toronto FC e os golos deixaram de entrar. O LA Galaxy emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
O banco24/10/2033
Timothy Weah tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no LA Galaxy dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Roman Celentano, e o treinador deixou.
DeAndre Yedlin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O LA Galaxy sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Do centro de treinos dizem que foi o mais afiado da semana inteira. É a notícia mais silenciosa de um jornal e costuma sair na semana anterior a alguém entrar no onze.
Antonee Robinson lesiona os ligamentos do joelho — 53 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 53 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no San Diego Football Club falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Minuto 92. Prince Ukachukwu encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Philadelphia Union passou do ponto ao nada num só movimento.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Prince Ukachukwu produziu-o, e o 8.93 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.50 na época, com 21 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Em resumo
PlantelLesão muscular e 15 dias de fora para Justin Haak
A série sem derrotas chega aos 29 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Jogo24/09/2033
O LA Galaxy torna a sua casa um sítio difícil de visitar
29 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Uma média de 7.46 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.23 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A primeira derrota em 19 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Vancouver Whitecaps; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
George Campbell e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no LA Galaxy sabem-no.
Emprestados19/09/2033
O empréstimo de Jack Kortkamp mede-se pelo que não acontece
11 balizas a zeros em 17 jogos no Toronto FC. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Emprestados19/09/2033
O empréstimo de Duran Ferree mede-se pelo que não acontece
9 balizas a zeros em 25 jogos no San Diego Football Club. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
91 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O San Diego Football Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 66 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel19/09/2033
Moustafa Zeidan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao San Diego Football Club e lutar pelo meu lugar.» 1 jogos em 5 no Austin FC dizem o resto.
O banco19/09/2033
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Owen Wright a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Antonee Robinson está nela.
Já são 17 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Jogo20/08/2033
O LA Galaxy torna a sua casa um sítio difícil de visitar
27 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O Austin FC vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O LA Galaxy foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Uma média de 7.52 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
11 jogos sem sofrer em 15 partidas. O empréstimo de um guarda-redes julga-se pelas tardes em que não aconteceu nada, e Jack Kortkamp tem tido muitas.
O banco22/08/2033
Timothy Weah tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no LA Galaxy dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
139 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O San Diego Football Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 117. O FC Dallas vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O San Diego Football Club pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
18 golos e uma média de 7.47 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Liel Abada tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no LA Galaxy dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Emprestados20/06/2033
O empréstimo de Jack Kortkamp mede-se pelo que não acontece
7 balizas a zeros em 11 jogos no Toronto FC. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o St. Louis CITY SC com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Emprestados20/06/2033
O empréstimo de Duran Ferree mede-se pelo que não acontece
6 balizas a zeros em 14 jogos no San Diego Football Club. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Lucas Sanabria. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no LA Galaxy. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Posição 2, 19 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Diego Football Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um ponto arrancado aos 86 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
Plantel16/05/2033
Moustafa Zeidan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A proposta do San Jose Earthquakes por Ruben Ramos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel28/02/2033
32 dias de fora para Paul Wright depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O San Diego Football Club vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O FC Dallas queria mais do que $6.9M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A perseguição a Harbor Miller terminou com $2.4M a mudar de mãos e o Austin FC sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Christopher McVey e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O San Diego Football Club perguntou e o Houston Dynamo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tiziano Pasquarelli está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O LA Galaxy foi ao Seattle Sounders com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Seattle Sounders fica com o seu homem, e o LA Galaxy volta a uma lista com um nome riscado.
Posição 2, 64 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O aperto de mão com o Chicago Fire está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Verba acordada, salário acordado, e o FC Cincinnati à espera com uma camisola. No LA Galaxy ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
$1.6M em cima da mesa do Los Angeles Football Club. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No LA Galaxy ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.0M — um clube que quer Justin Reynolds ao ponto de perguntar duas vezes.
Roman Celentano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No LA Galaxy ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Sanabria está nela.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Thomas Hasal tem a sua resposta do LA Galaxy; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no LA Galaxy coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no LA Galaxy. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o LA Galaxy pode pedir e sobe o salário que Viktor Radojević pode exigir.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de João Klauss. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.