Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cobreloa falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 8 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Duván Riascos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Plantel08/05/2034
Palavras no treino do Cobreloa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Felipe está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Cobreloa sabem-no.
20 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cobreloa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel13/03/2034
114 dias de fora para Pablo Aravena depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cobreloa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Duván Riascos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel13/03/2034
Lorenzo Ivancic desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Avaliado com 7.72. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
73 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cobreloa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cobreloa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/01/2034
Igor Toledo consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Igor Toledo acabou de assinar pelo Cobreloa e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel30/01/2034
Palavras no treino do Cobreloa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lorenzo Ivancic está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Santiago Victoria está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
O Cobreloa fez saber ao mercado que Santiago Victoria está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.97 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portuguesa, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portuguesa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Caio Roque e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel11/07/2033
Ruan Pablo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Caio Roque e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente no Portuguesa viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
“Vejo todos os jogos do Portuguesa daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Ferroviário segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheus Cadorini assinar alguma coisa — um contrato no Portuguesa ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
60 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Portuguesa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Caio Roque e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/02/2033
Uma transferência que Bruninho teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Bruninho está a viver essa versão no Portuguesa, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Vejo todos os jogos do Portuguesa daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Ferroviário segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheus Cadorini assinar alguma coisa — um contrato no Portuguesa ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco28/02/2033
Zé Adilson tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Portuguesa dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Portuguesa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Patrick Luan será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portuguesa as despedidas começaram em silêncio.
Caio Roque e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Vejo todos os jogos do Portuguesa daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Ferroviário segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Plantel31/01/2033
Palavras no treino do Portuguesa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Igor Toledo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Lodovico treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheus Cadorini assinar alguma coisa — um contrato no Portuguesa ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
108 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Portuguesa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Ruan Pablo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Lagarto fica com o seu homem, e o Portuguesa volta a uma lista com um nome riscado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Dodi e o Portuguesa acertam mais 2 anos.
Plantel17/01/2033
Igor Toledo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gustavo Maia está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Igor Torres assinar alguma coisa — um contrato no Portuguesa ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portuguesa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A camisola ainda lhe serve. Kaiquy está de volta ao Portuguesa, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Juan Manuel Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Matheus Pereira e o Portuguesa acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Caio Roque esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 20 anos do Portuguesa que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Direção06/09/2032
Os salários engolem 114% das receitas do Portuguesa
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Lodovico sai dessa comparação dentro da equipa, e o Portuguesa beneficiou de cada uma dessas tardes.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
MercadoA história de Igor Torres recusa-se a morrer