53 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al Dhafra perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Rostand Djooh esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Khamis Naser, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
60 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al Dhafra perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo20/10/2035
Não se vê o fim da espera do Al Dhafra por uma vitória
Já são 12 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Al Dhafra tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Sultan Al-Saadi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Meshal Hamad, e o treinador deixou.
O banco22/10/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Al Dhafra disse a Bandar Al Junaibi que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
81 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al Dhafra perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Rostand Djooh esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Khamis Naser, e o treinador deixou.
Fábio Silva lesiona os ligamentos do joelho — 57 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 57 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al Dhafra ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Rostand Djooh esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bandar Al Junaibi, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rashed Issam estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
106 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al Dhafra perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Al Wasl ninguém diz, e no Al Dhafra ninguém gosta de estar a adivinhar.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Al Dhafra vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al Wasl fica com o seu homem, e o Al Dhafra volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fábio Silva, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Al Dhafra, mais uma semana sem a assinatura de Fábio Silva.
Uma sondagem ao Al Shabab para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
113 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al Dhafra perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Al Dhafra toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fábio Silva será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Dhafra as despedidas começaram em silêncio.
Rostand Djooh esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Khamis Naser agiu, no Al Dhafra, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fábio Silva estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Al Dhafra, mais uma semana sem a assinatura de Sultan Al-Saadi.
Uma sondagem ao Al Nasr para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
49 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Emirates Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Emirates Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Emirates Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel26/06/2034
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrew Asante está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Emirates Club, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Emirates Club pode pedir e sobe o salário que Thiago Fusco pode exigir.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Emirates Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thiago Fusco será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Emirates Club as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Emirates Club podem fingir não ter ouvido.
Plantel19/06/2034
Felipe Motta desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Walid Omar e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Walid Omar pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Fahad Nader. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Em resumo
O bancoKhamis Naser pede uma conversa com o treinador
63 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Emirates Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Emirates Club perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Al Wahda por Mayed Al-Kaabi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Felipe Motta estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel12/06/2034
No Emirates Club ainda são estranhos uns para os outros
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Emirates Club foi explícito quanto à situação de Ali Al Suwaidi, o que é mais do que muitos recebem.
Em resumo
O bancoO treinador faz uma promessa a Uriel Cañete
As bancadasOs adeptos dizem o que pensam sobre Ali Obaid
JogoO futebol europeu está ao alcance do Emirates Club
70 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Emirates Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 18 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Emirates Club podem fingir não ter ouvido.
Felipe Motta esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Andrew Asante estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O telefone voltou a tocar por causa de Mayed Al-Kaabi, e desta vez do outro lado está o Al Wahda. No Emirates Club ouvem com educação e não prometem nada.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Walid Omar tem a sua resposta do Emirates Club; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Em resumo
O bancoA saída do treinador deixa Felipe Motta exposto
77 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Emirates Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Emirates Club falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Emirates Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel29/05/2034
Felipe Motta desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Emirates Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Abdalla Zaal pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Khamis Naser lesiona os ligamentos do joelho — 84 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 84 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Emirates Club falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Emirates Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Felipe Motta estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mubarak Bani Zamah e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Emirates Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Emirates Club falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Emirates Club lida com um homem que quer outro país.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Emirates Club, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
98 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Emirates Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Emirates Club toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 46 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel08/05/2034
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Felipe Motta está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mubarak Bani Zamah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Hussain Mahdi está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
105 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Emirates Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel01/05/2034
53 dias de fora para Khalfan Omar depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Emirates Club vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Emirates Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Felipe Motta estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Emirates Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Emprestados01/05/2034
Os golos continuam a chegar do exílio de Walid Omar
10 golos em 26 jogos no Al Shabab — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Emirates Club alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Em resumo
O bancoHussain Mahdi perde o treinador que acreditava nele
O bancoMeshal Hamad pede uma conversa com o treinador
112 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Emirates Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Emirates Club está a esgotar-se.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Emirates Club falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thiago Fusco será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Emirates Club as despedidas começaram em silêncio.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Emirates Club vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Emirates Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Uriel Cañete, e o treinador deixou.
Khamis Naser lesiona os ligamentos do joelho — 119 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 119 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel17/04/2034
67 dias de fora para Khalfan Omar depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Emirates Club vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Marcus Meloni esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/04/2034
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Felipe Motta está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ibrahim Hussain, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Miguel Salgado treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Emirates Club. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
126 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Emirates Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 74 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel10/04/2034
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Felipe Motta está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mubarak Bani Zamah e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Emirates Club, mais uma semana sem a assinatura de Uriel Cañete.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Fahad Nader assinar alguma coisa — um contrato no Emirates Club ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 5 meses e as duas partes estão longe. Cada semana que isto se arrasta tira dinheiro ao que Emirates Club poderiam receber por ele.
Emprestados10/04/2034
O empréstimo de Abdalla Zaal mede-se pelo que não acontece
5 balizas a zeros em 26 jogos no Al Fujairah. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Em resumo
Emprestados4 balizas a zeros por empréstimo para Ali Obaid
133 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Emirates Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Emirates Club toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 81 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Uriel Cañete será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Emirates Club as despedidas começaram em silêncio.
Felipe Motta e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel03/04/2034
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrew Asante está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Emirates Club foi explícito quanto à situação de Mayed Al-Kaabi, o que é mais do que muitos recebem.
140 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Emirates Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Direção27/03/2034
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Emirates Club
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thiago Fusco será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Emirates Club as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Emirates Club pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
As contas estão a ser lidas com mais atenção do que os resultados. Salários antes de ambição é a ordem do dia, e o treinador já foi informado.
Plantel27/03/2034
Felipe Motta desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Meshal Hamad e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Emirates Club ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Em resumo
O bancoUriel Cañete pede uma conversa com o treinador
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Emirates Club falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Direção30/01/2034
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Emirates Club
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Plantel30/01/2034
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrew Asante está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Meshal Hamad e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Al Dhafra foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Suhail Abdulla, e o treinador deixou.