A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Lazio pagou $20.0M e o Fiorentina aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Mercado12/06/2034
Tão perto: a transferência de Cristian Shpendi morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Arsenal seguiu em frente, Cristian Shpendi apresenta-se de volta no Fiorentina, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Jeff Ekhator foi-se, as contas têm $20.0M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Lazio já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Fiorentina não queria vender e o número é a razão por que o fez. $20.0M por Jeff Ekhator, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Lazio fez a parte difícil com o Napoli, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Plantel12/06/2034
Uma transferência que Jeff Ekhator teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jeff Ekhator está a viver essa versão no Lazio, e costuma notar-se no primeiro mês.
$7.8M era o máximo que o clube pagaria, e o Porto pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Lazio e o Inter acertaram em $370.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
O Napoli queria mais do que $14.8M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A proposta do Frosinone por Yoan Bonny foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Atletico Nacional, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
6.º lugar com 71 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dribles concretizados: 24. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel29/05/2034
Erick Sánchez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
30 jogos e 15 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 4 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Rafa Barcelos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
O bancoIbrahim Sulemana tornou-se um homem de confiança do treinador
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mateusz Kowalski será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Plantel08/05/2034
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Erick Sánchez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Destiny Elimoghale quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Fiorentina disse a Neil El Aynaoui que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Cristian Shpendi.
Uma média de 7.38 na época, com 2 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O banco01/05/2034
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Simone De Santis foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
20 golos em 37 jogos no AFC Wimbledon — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Fiorentina alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valerio Maccaroni será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Plantel17/04/2034
Erick Sánchez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Francisco Baridó quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
O banco17/04/2034
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Matteo Palma
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
19 golos em 36 jogos no AFC Wimbledon — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Fiorentina alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Fiorentina disse a Matteo Palma que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Rafa Barcelos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Simone De Santis depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Álex Valle e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/03/2034
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pablo Campos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Fiorentina, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Plantel27/03/2034
No Fiorentina ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Ninguém no Fiorentina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Cristian Shpendi assinar alguma coisa — um contrato no Fiorentina ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
6.º lugar, 54 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Simone De Santis treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel06/03/2034
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Erick Sánchez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a gente no Fiorentina viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 38 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jeff Ekhator. 1‑0 sobre o Frosinone, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Dribles concretizados: 22. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel20/02/2034
Erick Sánchez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Pisa fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Jeff Ekhator regressa a Fiorentina com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Fiorentina já falam dele no passado.
Plantel13/02/2034
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Erick Sánchez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Fiorentina perguntou e o Spezia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Jogo11/02/2034
O Fiorentina torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Amaury Delas agarrou este contra o Spezia. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Fiorentina.
A proposta do Renate por Niccolò Pierozzi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Erick Sánchez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cremonese fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
O bancoEddy Kouadio volta a ter um treinador que o conhece
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Omari Forson
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Fiorentina pagou $11.5M por Matteo Palma, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
A proposta seguiu esta semana para o Genoa, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no AS Roma ninguém diz, e no Fiorentina ninguém gosta de estar a adivinhar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Erick Sánchez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Fiorentina já falam dele no passado.
Plantel19/12/2033
Erick Sánchez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cristian Shpendi, e o treinador deixou.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Erick Sánchez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
O banco12/12/2033
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Simone De Santis saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Erick Sánchez está nela.
Uma cláusula em que alguém insistiu há anos, numa negociação de que ninguém se lembra, acaba de pagar $4.2M ao Fiorentina. Antonio Arena saiu há muito tempo; o papel ficou.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Cristian Shpendi produziu-o, e o 8.93 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Simone Tronchin marcou, foi avaliado com 7.43 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Erick Sánchez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mateusz Kowalski será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Plantel21/11/2033
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Erick Sánchez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma exibição de 8.31 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
O banco21/11/2033
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Simone De Santis foi breve depois da vitória por 3‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel14/11/2033
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sami Wattel está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Erick Sánchez está nela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Jeff Ekhator: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Fiorentina a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Fiorentina. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fiorentina perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel10/10/2033
Erick Sánchez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Francisco Baridó quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
O banco10/10/2033
Erick Sánchez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Fiorentina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jeff Ekhator assinar alguma coisa — um contrato no Fiorentina ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fiorentina perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. João Cardoso acertou condições com o Sassuolo para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Fabio Mancini lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Erick Sánchez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Avaliado com 7.88. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
63 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fiorentina perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $787.7K do que o Fiorentina pagou por Yeferson Paz é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
O telefone voltou a tocar por causa de Erick Sánchez, e desta vez do outro lado está o Avellino. No Fiorentina ouvem com educação e não prometem nada.
Mercado05/09/2033
O Fiorentina paga $2.1M ao Como por uma melhoria a sério
O Como não queria vender e o número é a razão por que o fez. $2.1M por Destiny Elimoghale, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Fiorentina já falam dele no passado.
Direção05/09/2033
Fecha o mercado: 35 entradas, 30 saídas no Fiorentina
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 35, saíram 30, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Ilias Koutsoupias regressa a Fiorentina com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Não há pior forma de perder um futebolista. Andrej Kostić pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Fiorentina
70 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fiorentina perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O aperto de mão com o Como está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A proposta do Pescara por Ilias Koutsoupias foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pablo Campos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Fiorentina
84 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fiorentina perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel15/08/2033
Pablo Campos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Erick Sánchez está nela.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fiorentina perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta ficou muito aquém e em Fiorentina não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
As bancadas08/08/2033
Os adeptos revoltam-se com a venda de Matteo Cichella por $16.7M
Vai para o Inter, o clube tem $16.7M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ilias Koutsoupias será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Plantel08/08/2033
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pablo Campos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Warren Bondo fica onde está
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Jeff Ekhator
O bancoNiccolò Pierozzi tornou-se um homem de confiança do treinador
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fiorentina perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Spezia à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O treinador reorganizou as ideias e Ibrahim Sulemana saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
O banco01/08/2033
Luca D'Andrea tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Fiorentina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
119 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fiorentina perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Carpi tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Lautaro Millán e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Lautaro Millán era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $52.1M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Napoli fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$8.6M era o máximo que o clube pagaria, e o AC Milan pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O aperto de mão com o Napoli está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventus, e não vai ser retirado.
Yusi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco27/06/2033
Álex Baena tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventus dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Napoli fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Mateusz Kowalski e o Fiorentina acertam mais 5 anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel13/06/2033
Sami Wattel desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Com 4 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
A proposta do AS Roma por Antonio Arena foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta seguiu esta semana para o Hellas Verona, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Parma ninguém diz, e no Fiorentina ninguém gosta de estar a adivinhar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. David Laudano será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Daniele Montevago esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel30/05/2033
Rachid Kouda desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 92. O Torino vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Parma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Parma coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rachid Kouda estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Parma sabem-no.
Disseram uma coisa a Rachid Kouda e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Daniele Montevago e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rachid Kouda estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Parma ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Empate aos 90 minutos, depois de uma tarde que o Parma tinha praticamente arrumada. O Hellas Verona vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Parma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
9 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Bologna foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
41 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Parma coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 50 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Parma disse a Jeff Ekhator que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Parma sobre quem trabalha
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrea Santarcangelo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Parma as despedidas começaram em silêncio.
Mariano Troilo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel28/03/2033
Rachid Kouda desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Parma pode pedir e sobe o salário que Melvin Nwajei pode exigir.
Segue-se o Fiorentina, e há um homem no balneário do Parma que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Emprestados28/03/2033
Os golos continuam a chegar do exílio de Kevin Fustini
6 golos em 26 jogos no Al-Fateh — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Parma alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Parma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Daniele Montevago e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raffaele Romano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco21/03/2033
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 14 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Parma já se começa a dizer o nome dele no passado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luca Sestito será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Parma as despedidas começaram em silêncio.
Direção07/02/2033
O Parma fecha o mercado com um plantel feito por si
1 entradas e 5 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Daniele Montevago esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrej Kostić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jeff Ekhator, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Fiorentina, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco27/12/2032
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Simone De Santis escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jeff Ekhator, e o treinador deixou.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Fiorentina e lutar pelo meu lugar.» 5 jogos em 19 no Vis Pesaro dizem o resto.
O banco18/10/2032
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Simone De Santis a uma sala que já as tinha ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.