Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta seguiu esta semana para o Lazio, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Rodrigo Mora esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Aaron Vera e o Fiorentina acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
46 dias de fora para Rodrigo Mora depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Eddy Kouadio e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel04/08/2036
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. David Boly está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco04/08/2036
Lautaro Millán tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Fiorentina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o Torino à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Giacomo Gabbiani quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Kieron Bowie esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Boly estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Plantel21/07/2036
Kieron Bowie consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Kieron Bowie acabou de assinar pelo Fiorentina e, por uma vez, a resposta importava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Lucas Assadi acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Fiorentina substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
O Fiorentina perguntou e o Real Sociedad disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Fiorentina joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Em resumo
PlantelJacopo Bacci desentende-se com um colega por causa das exigências
Verba acordada, salário acordado, e o Potenza à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Matteo Palma era uma das razões por que as pessoas vinham, e $36.1M não substitui isso sozinho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Eddy Kouadio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Fiorentina perguntou e o Spezia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Boly estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Đorđe Petrović está em marcha
Verba acordada, salário acordado, e o Palermo à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O negócio mais incómodo que um clube faz é contratar a resposta de amanhã enquanto a de hoje ainda está no edifício. Gerardo Serra vem do Lazio exatamente para isso, e da passagem de testemunho ninguém falará em público.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/07/2036
Uma transferência que Gerardo Serra teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Gerardo Serra está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Manchester City fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
As regras permitem-no e dói na mesma. Tarek Buchmann acertou condições com o Udinese para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Napoli fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
PlantelDavid Boly desentende-se com um colega por causa das exigências
O bancoLautaro Millán tornou-se um homem de confiança do treinador
Plantel13 caras novas e o Fiorentina ainda se está a conhecer
15 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fiorentina perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Jona Benkotić não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O Juventus pagou $22.1M e o Fiorentina aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
O negócio com o Lazio está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Alvos de mercado30/06/2036
Verba fechada, faltam as condições de Simone Marsi
O Fiorentina e o Foggia acertaram em $1.4M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fiorentina perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Kerim Alajbegović era uma das razões por que as pessoas vinham, e $97.3M não substitui isso sozinho.
Rodrigo Mora e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/06/2036
David Boly desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fiorentina perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Torino à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
A proposta do Villarreal por Giacomo Koloto foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Rodrigo Mora esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/06/2036
David Boly desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Verba acordada, salário acordado, e o Sassuolo à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
36 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fiorentina perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Rodrigo Mora quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
A proposta do Crotone por Jashayde Greenwood foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Vid Chinoso Juvančič e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco09/06/2036
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Kerim Alajbegović
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Fabrizio Rizzi lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Fiorentina toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Fiorentina aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel02/06/2036
Uma transferência que David Boly teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. David Boly está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
O telefone voltou a tocar por causa de Mamour N'Diaye, e desta vez do outro lado está o Sassuolo. No Fiorentina ouvem com educação e não prometem nada.
6.º lugar com 77 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Eddy Kouadio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Yaroslav Gladyshev está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Uma média de 7.27 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Dribles concretizados: 26. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Jogo17/05/2036
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Três pontos para o Fiorentina: um 2‑0 diante do Frosinone num duelo decidido por pormenores.
Emprestados19/05/2036
Os golos continuam a chegar do exílio de Toby Mignolet
11 golos em 28 jogos no Giana Erminio — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Fiorentina alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Mamour N'Diaye quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Jogo10/05/2036
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Nikola Neychev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Já são 12 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Rodrigo Mora e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gonzalo Siri será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Dribles concretizados: 22. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel21/04/2036
Emin Kujović consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Emin Kujović acabou de assinar pelo Fiorentina e, por uma vez, a resposta importava.
Aos 35 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Lorenzo De Luca está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Massimo Paro está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Leandro Toscano está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A série sem derrotas chega aos 10 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
15 golos e uma média de 7.54 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Jogo12/04/2036
O Fiorentina torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Pedro Rodríguez acabou de assinar pelo Fiorentina e, por uma vez, a resposta importava.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Simone Pafundi acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Fiorentina substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Demián Troya será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Jogo05/04/2036
Não se vê o fim da espera do Fiorentina por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Fiorentina tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Plantel07/04/2036
No Fiorentina ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Ninguém no Fiorentina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Niccolò Cocetta agiu, no Fiorentina, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aaron Vera e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Fiorentina vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Eden Gassama agiu, no Fiorentina, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Notas dos jogadores24/03/2036
Lautaro Millán jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.06. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
14 golos e uma média de 7.52 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Rodrigo Mora esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Bartłomiej Drągowski está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Bartłomiej Drągowski volta a ser jogador do Fiorentina, e a cidade tem a sua história do verão.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Fiorentina fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Em resumo
Emprestados10 golos por empréstimo para Toby Mignolet
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Demián Troya será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Mamour N'Diaye
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Fiorentina
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Toby Mignolet
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Dois golos e um 8.43 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo01/03/2036
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Dribles concretizados: 27. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Jogo23/02/2036
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Giacomo Gabbiani, e o treinador deixou.
O Avellino vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fiorentina foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O Cagliari vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fiorentina foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Uma média de 7.51 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
7.96, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
O negócio que levaria Mateusz Kowalski para o Padova caiu na fase final e ele reapresenta-se no Fiorentina com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
O Genoa vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fiorentina foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Mercado11/02/2036
Tão perto: a transferência de Matteo Palma morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Manchester City seguiu em frente, Matteo Palma apresenta-se de volta no Fiorentina, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Demián Troya será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
Uma média de 7.46 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Fiorentina vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o AS Roma pode já não estar a vender.
Verba acordada, salário acordado, e o Atalanta à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valerio Maccaroni será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Juventus; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Lazio fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Mateusz Kowalski não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Massimo Zilli agiu, no Fiorentina, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Giacomo Gabbiani quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $55.5M porque Rodrigo Mora é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ignacio Pérez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Rodrigo Mora esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Mamour N'Diaye quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Cremonese fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Fiorentina fez a parte difícil com o Napoli, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O Torino vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fiorentina foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Nikola Neychev agiu, no Fiorentina, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
A proposta seguiu esta semana para o Napoli, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o AC Milan, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Atalanta à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Giacomo Gabbiani agiu, no Fiorentina, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.14 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vid Chinoso Juvančič será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.35 na época, com 8 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Avaliado com 8.50. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Fiorentina.
Notas dos jogadores31/12/2035
Giacomo Koloto jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.09. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel31/12/2035
Emil Holm desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Inter vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Manu González pré-acordou a mudança para o Fiorentina, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Vid Chinoso Juvančič e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
7 golos e uma média de 7.31 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel24/12/2035
Jacopo Bacci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mateusz Kowalski, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mamour N'Diaye está nela.
1‑2 frente ao Carpi, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Santino Bima marcou, foi avaliado com 7.91 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Emil Holm estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Emil Holm estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um clube do seu país fez a pergunta, e ele nunca fingiu que não queria que lha fizessem. O Fiorentina tem pela frente uma conversa que não vai ganhar com dinheiro.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Fiorentina foi explícito quanto à situação de William Barboza, o que é mais do que muitos recebem.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Simone De Santis treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vid Chinoso Juvančič será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Vid Chinoso Juvančič e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Fiorentina
Eddy Kouadio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
0‑1 para o Napoli, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel26/11/2035
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emil Holm está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Simone De Santis depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Fiorentina foi explícito quanto à situação de Vid Chinoso Juvančič, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para William Barboza, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Kerim Alajbegović. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel19/11/2035
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jacopo Bacci está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Vid Chinoso Juvančič esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gennaro Anatriello, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mamour N'Diaye está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Fiorentina sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Fiorentina, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Eddy Kouadio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
Terminou 1‑0, e a tarde foi de Juan David Cabal: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Fiorentina.
Plantel12/11/2035
Jacopo Bacci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém em campo chegou perto de Kerim Alajbegović
Vitória por 3‑0 sobre o Livorno, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vid Chinoso Juvančič será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Vid Chinoso Juvančič e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.36, e nem uma objeção no estádio.
Plantel29/10/2035
Jacopo Bacci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mamour N'Diaye, e o treinador deixou.
O AS Roma levou os pontos após um 0‑2 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel22/10/2035
Jacopo Bacci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Vid Chinoso Juvančič esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑2, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
Plantel22/10/2035
Demasiada mudança demasiado depressa no Fiorentina
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mamour N'Diaye está nela.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Emil Holm estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Fiorentina, e 5 jogos em 15 dizem que merece ser ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kerim Alajbegović está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gennaro Anatriello, e o treinador deixou.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Fiorentina admitiria. Nota-se aos sábados.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.93 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Mikkel Wennberg Lindbäck pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.19 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.93 para o resto.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Eddy Kouadio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matteo Palma. 2‑1 sobre o Cagliari, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel01/10/2035
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jacopo Bacci está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Emil Holm estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco24/09/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Mamour N'Diaye
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Plantel24/09/2035
Demasiada mudança demasiado depressa no Fiorentina
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mateo Rivero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Mateo Rivero acertou condições com o Pescara para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
O Juventus levou os pontos após um 0‑2 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel17/09/2035
Jacopo Bacci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Vid Chinoso Juvančič e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Tarek Buchmann acabou de assinar pelo Fiorentina e, por uma vez, a resposta importava.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel10/09/2035
Jacopo Bacci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lautaro Millán está nela.
15 dias de fora para Lautaro Millán depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $971.4K do que o Fiorentina pagou por Rafael Melo é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
A proposta do Atalanta por Vid Chinoso Juvančič foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Direção03/09/2035
O Fiorentina fecha o mercado com um plantel feito por si
24 entradas e 21 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valerio Maccaroni será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $250.0K — um clube que quer Christian Sbaccanti ao ponto de perguntar duas vezes.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A proposta do Pineto por Giacomo Corsini foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
8 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Vid Chinoso Juvančič e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
29 dias de fora para Lautaro Millán depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Santino Bima pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jacopo Bacci estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel20/08/2035
No Fiorentina ainda são estranhos uns para os outros
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Mateusz Kowalski tem a sua resposta do Fiorentina; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A perseguição a Martino Serra terminou com $1.5M a mudar de mãos e o Juventus sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Não há pior forma de perder um futebolista. Ignacio Pérez pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
$520.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Juventus pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel13/08/2035
Uma transferência que Martino Serra teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Martino Serra está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A perseguição a Aaron Vera terminou com $880.0K a mudar de mãos e o Sassuolo sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
$520.0K em cima da mesa do Juventus. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Plantel06/08/2035
Uma transferência que Aaron Vera teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Aaron Vera está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Emil Holm fica onde está
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o Giugliano à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Monza por Rafa Barcelos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Juan David Cabal acabou de assinar pelo Fiorentina e, por uma vez, a resposta importava.
Eddy Kouadio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Fiorentina
55 dias de fora para Sadik Fofana depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Lazio pagou $4.5M e o Fiorentina aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Valladolid fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
Vid Chinoso Juvančič e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Fiorentina vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Plantel23/07/2035
No Fiorentina ainda são estranhos uns para os outros
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Charlys acabou de assinar pelo Fiorentina e, por uma vez, a resposta importava.
O Fiorentina perguntou e o Juventus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel16/07/2035
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jacopo Bacci está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
O AS Roma pagou $2.8M e o Fiorentina aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cagliari fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel09/07/2035
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jacopo Bacci está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Vid Chinoso Juvančič esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lautaro Millán está nela.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Eddy Kouadio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Fiorentina disse a Matteo Palma que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Santa Clara por Rafael Melo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
O telefone voltou a tocar por causa de Destiny Elimoghale, e desta vez do outro lado está o Mantova. No Fiorentina ouvem com educação e não prometem nada.
Plantel25/06/2035
Jacopo Bacci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Simone Stroscio e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Giacomo Corsini e o Fiorentina acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Ajax por Matteo Palma foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Fiorentina ofereceu $1.7M; o Reggiana disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
O Fiorentina perguntou e o Audace Cerignola disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jacopo Bacci estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kerim Alajbegović está nela.
Em resumo
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Fiorentina
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Sassuolo queria mais do que $4.0M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.8M — um clube que quer Nazihary Siaka ao ponto de perguntar duas vezes.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Inter fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Fiorentina toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
O Cremonese aceitou o dinheiro. O que o Fiorentina ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
O Fiorentina foi ao Sassuolo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Fiorentina foi ao Reggiana com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
O Napoli segue em frente e o Fiorentina vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
5.º lugar com 77 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo19/05/2035
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: William Barboza. 1‑0 sobre o Hellas Verona, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Uma nota de 7.80, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
Plantel21/05/2035
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mikkel Wennberg Lindbäck está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kerim Alajbegović está nela.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Simone De Santis podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santino Bima, e o treinador deixou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Omari Forson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco14/05/2035
Lautaro Millán tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Fiorentina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vid Chinoso Juvančič será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Simone Stroscio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel30/04/2035
Uma transferência que Demián Troya teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Demián Troya está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
William Barboza e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Flavio Russo está nela.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
PlantelJérémy Mounsesse desentende-se com um colega por causa das exigências
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valerio Maccaroni será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Eddy Kouadio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑1, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
Plantel23/04/2035
No Fiorentina ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Vitória por 2‑1 sobre o Juventus, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Jogo11/04/2035
Flavio Russo ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 111. Flavio Russo encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Juventus passou do ponto ao nada num só movimento.
Plantel16/04/2035
21 dias de fora para Omari Forson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Emprestados16/04/2035
Os golos continuam a chegar do exílio de Mattia Chiari
15 golos em 27 jogos no Picerno — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Fiorentina alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Vid Chinoso Juvančič esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ignacio Pérez, e o treinador deixou.
28 dias de fora para Omari Forson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Napoli; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Vid Chinoso Juvančič e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
6 golos e uma média de 7.34 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
35 dias de fora para Omari Forson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Ignacio Pérez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel02/04/2035
Rafa Barcelos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kerim Alajbegović assinar alguma coisa — um contrato no Fiorentina ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valerio Maccaroni será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Jogo24/03/2035
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Eddy Kouadio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Flavio Russo. 1‑0 sobre o Pescara, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Emprestados26/03/2035
Os golos continuam a chegar do exílio de Mattia Chiari
12 golos em 25 jogos no Picerno — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Fiorentina alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
7.92, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O Fiorentina tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco26/03/2035
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Simone De Santis, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Flavio Russo. 1‑0 sobre o Udinese, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/03/2035
8 caras novas e o Fiorentina ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Avaliado com 7.69. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
William Barboza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos e uma média de 7.34 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Plantel05/03/2035
63 dias de fora para Omari Forson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores05/03/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Fiorentina — 7.45
1 para Santino Bima, avaliado com 7.45, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
70 dias de fora para Omari Forson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Santino Bima quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Rafa Barcelos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/02/2035
Mateo Rivero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Fiorentina, mais uma semana sem a assinatura de Sadik Fofana.
77 dias de fora para Omari Forson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Vid Chinoso Juvančič esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/02/2035
Mateo Rivero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o Perugia à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O negócio que levaria Mattia Rutigliano para o Venezia caiu na fase final e ele reapresenta-se no Fiorentina com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
As regras permitem-no e dói na mesma. Giorgio Mariani acertou condições com o Modena para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Vid Chinoso Juvančič e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Fiorentina ofereceu $32.8M; o Stade Rennais disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel05/02/2035
91 dias de fora para Omari Forson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Lecce à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O relógio fez o que o Amazonas não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.5M do que o Fiorentina pagou por Francisco Baridó é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 9 jogos sem derrota são uma base que o Fiorentina não tinha no outono.
Direção05/02/2035
Fecha o mercado: 9 entradas, 6 saídas no Fiorentina
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 9, saíram 6, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Em resumo
PlantelMateo Rivero consegue a transferência que sempre quis
2 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Vitória por 2‑2 sobre o Pescara, e pela primeira vez em muito tempo o sorteio da próxima ronda vê-se com algum interesse.
Plantel29/01/2035
98 dias de fora para Omari Forson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fiorentina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Gennaro Anatriello acabou de assinar pelo Fiorentina e, por uma vez, a resposta importava.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Yoan Bonny fica onde está
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Noël Beulens será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
O Fiorentina ofereceu $670.0K; o Pescara disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AS Roma fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $190.0K do que o Fiorentina pagou por Elia Boseggia é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
As bancadas15/01/2035
Os adeptos revoltam-se com a venda de Cristian Shpendi por $31.9M
Vai para o Arsenal, o clube tem $31.9M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. William Barboza chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Fiorentina tem 4 vitórias seguidas dela.
Notas dos jogadores15/01/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Fiorentina — 7.98
1 para Sadik Fofana, avaliado com 7.98, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Em resumo
PlantelUma transferência que William Barboza teria feito de graça
Verba acordada, salário acordado, e o Juventus à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Santa Cruz aceitou o dinheiro. O que o Fiorentina ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Fiorentina pagou $17.1M por Giacomo Koloto, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Giacomo Koloto acabou de assinar pelo Fiorentina e, por uma vez, a resposta importava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Jogo06/01/2035
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Em resumo
As bancadasO Fiorentina gasta $17.1M na contratação que a cidade queria
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Fiorentina estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vid Chinoso Juvančič será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Fiorentina ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Fiorentina foi explícito quanto à situação de Ibrahim Sulemana, o que é mais do que muitos recebem.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Flavio Russo. 2‑0 sobre o AS Roma, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Rafa Barcelos quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Fiorentina e do AC Milan por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Simone Tronchin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Vitória por 4‑0 sobre o Pisa, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Ibrahim Sulemana esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 18 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavo Varela, e o treinador deixou.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
A primeira derrota em 9 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Lazio; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Simone Stroscio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jona Benkotić, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Simone De Santis depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Flavio Russo produziu-o, e o 8.43 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Napoli; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Eddy Kouadio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Disseram uma coisa a Mamour N'Diaye e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ibrahim Sulemana está nela.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Fiorentina foi explícito quanto à situação de Noël Beulens, o que é mais do que muitos recebem.
Plantel20/11/2034
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rafa Barcelos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kerim Alajbegović assinar alguma coisa — um contrato no Fiorentina ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Dribles concretizados: 26. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavo Varela, e o treinador deixou.
Vid Chinoso Juvančič e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
3 golos numa tarde, todos do mesmo homem. Os restantes jogadores também estiveram presentes, confirmou uma testemunha.
Jogo04/11/2034
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vid Chinoso Juvančič será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Fiorentina e o Lumezzane, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Fiorentina já falam dele no passado.
Jogo28/10/2034
Ninguém quer jogar contra o Fiorentina neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
7.93, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Ibrahim Sulemana e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Rafa Barcelos quer futebol continental; se o Fiorentina o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Dribles concretizados: 31. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Rafa Barcelos acertou condições com o Hellas Verona para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Simone Stroscio e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém no Fiorentina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel16/10/2034
Rafa Barcelos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Kerim Alajbegović. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kerim Alajbegović produziu-o, e o 8.31 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel09/10/2034
Demasiada mudança demasiado depressa no Fiorentina
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
4 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kerim Alajbegović está nela.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Matteo Palma marcou, foi avaliado com 7.86 e voltou antes de alguém dar pela falta.
As regras permitem-no e dói na mesma. Elia Boseggia acertou condições com o Lazio para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Quatro ou cinco fins de semana de regularidade, medidos contra todos os outros da divisão. Um elogio mais discreto do que um prémio, e mais fiável.
O banco02/10/2034
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Simone De Santis, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 9 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fiorentina sabem-no.
Vid Chinoso Juvančič e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco25/09/2034
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Mamour N'Diaye
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Um erro de guarda-redes não tem defesa atrás que o limpe. Soube-o antes de a bola passar a linha, o estádio soube-o um segundo depois, e esta noite não há nada que alguém possa dizer.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
7.91, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
O Modena segurou a vantagem 2 minutos, que não chega para a desfrutar. O Fiorentina respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.