50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Portuguesa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Portuguesa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Wellington Junior será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portuguesa as despedidas começaram em silêncio.
Mercado10/01/2028
Tão perto: a transferência de Eduardo Batista morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Sousa seguiu em frente, Eduardo Batista apresenta-se de volta no Portuguesa, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Bruno Bertinato e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Henrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Rodrigo Amaral é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Em resumo
O bancoDe Paula tornou-se um homem de confiança do treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portuguesa podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Vasco da Gama por Bruno Bertinato foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 27 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Portuguesa aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Bruno Bertinato e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Henrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Goiás fica com o seu homem, e o Portuguesa volta a uma lista com um nome riscado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Portuguesa vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Confiança pode já não estar a vender.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Portuguesa falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Portuguesa já se começa a dizer o nome dele no passado.
Tem 19 anos, média de 7.03, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Gustavo Henrique quer futebol continental; se o Portuguesa o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Fernandinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 42 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o União à espera com uma camisola. No Portuguesa ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Atlético Goianiense aceitou o dinheiro. O que o Portuguesa ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portuguesa podem fingir não ter ouvido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Gustavo Henrique e o Portuguesa acertam mais 4 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Figueirense queria mais do que $35.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Em resumo
PlantelGustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
16 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portuguesa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel08/02/2027
Palavras no treino do Portuguesa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gustavo Henrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
23 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Plantel01/02/2027
Palavras no treino do Portuguesa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gustavo Henrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Caio Roque esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Foram honestos comigo, e prefiro saber.» Cicinho foi informado de que não entra nos planos do treinador do Portuguesa.
O banco01/02/2027
Paulinho Curuá tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Portuguesa dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Portuguesa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Bruno Bertinato e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Evandro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Portuguesa, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
«Respeito o treinador e não vou ficar aqui a fingir que estou contente.» É a frase mais repetida do futebol e nunca foi o fim de uma história.
O banco25/01/2027
Hericlis tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Portuguesa dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
38 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Fernandinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Henrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
No Portuguesa ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O banco18/01/2027
Marcelo Freitas tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Portuguesa dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Bruno Bertinato. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
O Portuguesa fez saber ao mercado que Carlos Eduardo está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
45 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
O Portuguesa ofereceu $38.0K; o Ferroviária disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel11/01/2027
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Cauari continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Gustavo Sciencia lesiona os ligamentos do joelho — 52 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 52 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Portuguesa já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portuguesa, e não vai ser retirado.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $40.0K — um clube que quer Léo Wall ao ponto de perguntar duas vezes.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Goianésia ninguém diz, e no Portuguesa ninguém gosta de estar a adivinhar.
Mercado04/01/2027
Tão perto: a transferência de Cicinho morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Independência seguiu em frente, Cicinho apresenta-se de volta no Portuguesa, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Fernandinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
60 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Portuguesa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Portuguesa já se começa a dizer o nome dele no passado.
Thiaguinho foi-se, as contas têm $1.4M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
O Fortaleza pagou $1.4M e o Portuguesa aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Bruno Bertinato e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
DireçãoOs salários levam 137% do que Portuguesa recebem
PlantelGustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
Gustavo Sciencia lesiona os ligamentos do joelho — 67 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 67 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Portuguesa fez a parte difícil com o Sport Recife, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Goiânia fica com o seu homem, e o Portuguesa volta a uma lista com um nome riscado.
Caio Roque e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/12/2026
Gustavo Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uriel González tem 20 anos, e o Portuguesa contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
Em resumo
O bancoMarcelo Freitas tornou-se um homem de confiança do treinador
75 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Portuguesa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As bancadas14/12/2026
Os adeptos revoltam-se com a venda de Maceió por $4.0M
Vai para o CRB, o clube tem $4.0M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Portuguesa estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Bruno Bertinato esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Monte Azul fica com o seu homem, e o Portuguesa volta a uma lista com um nome riscado.
Gustavo Sciencia lesiona os ligamentos do joelho — 82 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 82 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Portuguesa já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portuguesa podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portuguesa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Henrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Renê Sousa está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.