A perseguição a Younes El Bahraoui terminou com $6.3M a mudar de mãos e o Al-Ittihad sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Younes El Bahraoui agiu, no Al-Ahli, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A proposta do Al-Khaleej por Karim Ashraf foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Eid Al-Muwallad será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al-Ahli as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Al-Ahli ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Jogo11/08/2035
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Al-Ahli. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al-Ahli ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Ahli coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Turki Hazazi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no Al-Ahli dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
70 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Al-Ahli já se começa a dizer o nome dele no passado.
Verba acordada, condições acordadas, e um exame que disse o contrário. Ele volta para o Al-Nassr; o Al-Ahli volta ao mercado; e ambos vão insistir que aqui não há história nenhuma.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Ahli, e não vai ser retirado.
A perseguição a Jeremy Jorge terminou com $1.3M a mudar de mãos e o Al-Nassr sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel16/07/2035
Uma transferência que Jeremy Jorge teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jeremy Jorge está a viver essa versão no Al-Ahli, e costuma notar-se no primeiro mês.
Isaías Rodríguez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mohammed Abu Al-Shamat está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
PlantelNo Al-Ahli ainda são estranhos uns para os outros
O bancoIker Almena tornou-se um homem de confiança do treinador
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Al-Ahli perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Ahli, e não vai ser retirado.
A proposta do Al-Khaleej por Majed Abdullah foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Sanele Sikhosana acabou de assinar pelo Al-Ahli e, por uma vez, a resposta importava.
O Al-Ahli ofereceu $300.0K; o Al-Nassr disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Al-Ahli perguntou e o Al-Shabab disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Karim Ashraf esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $440.0K do que o Al-Ahli pagou por Gianmarco Bellucci é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
A perseguição a Turki Hazazi terminou com $4.9M a mudar de mãos e o Al-Nassr sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Plantel11/06/2035
Turki Hazazi consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Turki Hazazi acabou de assinar pelo Al-Ahli e, por uma vez, a resposta importava.
A proposta do Kwara United por Pedel Madaki foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $322.9K — um clube que quer Thando Buthelezi ao ponto de perguntar duas vezes.
O Al-Nassr queria mais do que $320.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mohammed Abu Al-Shamat estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Plantel5 jogadores do Al-Ahli ao serviço das seleções
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al-Ahli ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Al-Ahli a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Ahli coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Al-Ahli sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Jogo enquanto o corpo deixar e paro no dia em que não deixar.” Tem 32 anos e 204 jogos atrás de si, e o clube tem de planear para uma decisão que ainda não está tomada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ouanisse Bouzahzah apontou a data.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Hassan Al-Sheikh deixa o Al-Ahli pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mohammed Abu Al-Shamat estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Karim Ashraf e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Iker Almena está nela.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Al-Ahli perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Karim Ashraf esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. João Costa está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Ninguém no Al-Ahli dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
Um novo parceiro, uma assinatura e uma fotografia de que ninguém se vai lembrar. Paga quinze dias de salários, o que é mais do que a maioria dos títulos desta página pode dizer de si própria.
O relógio fez o que o Al-Qadisiyah não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
O aperto de mão com o Najran está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Direção05/02/2035
O prazo passa com 5 contratações e 3 saídas
Está feito o negócio no Al-Ahli até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
13 golos e uma média de 7.42 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Enzo Millot esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os papéis estão assinados: Pedel Madaki chega do Al-Nassr num negócio de $360.0K. Agora vem a parte difícil.
Plantel05/02/2035
Pedel Madaki consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Pedel Madaki acabou de assinar pelo Al-Ahli e, por uma vez, a resposta importava.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Saleh Abu Al-Shamat e o Al-Ahli acertam mais 3 anos.
A série sem derrotas chega aos 27 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mohammed Abu Al-Shamat está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Ahli coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco18/12/2034
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Saeed Al-Shammari, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Uma média de 7.26 na época, com 2 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A série sem derrotas chega aos 26 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.85 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al-Ahli ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
8 golos e uma média de 7.35 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.87 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Feras Al-Brikan. 1‑0 sobre o Al-Taawoun, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mohammed Abu Al-Shamat está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Karim Ashraf esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco23/10/2034
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Saeed Al-Shammari foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Em resumo
O bancoJoão Costa tornou-se um homem de confiança do treinador
122 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al-Ahli perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Posição 2, 55 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O Al-Ahli perguntou e o Al-Ittihad disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O telefone voltou a tocar por causa de Khalid Al-Ghannam, e desta vez do outro lado está o Al-Hazem. No Al-Ahli ouvem com educação e não prometem nada.
O novo treinador do Al-Ahli já trabalhou com Saleh Abu Al-Shamat e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jan-Carlo Simić está nela.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Al-Ahli ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Valentin Atangana estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Souffian El Karouani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O novo treinador do Al-Ahli já trabalhou com Saleh Abu Al-Shamat e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Ninguém no Al-Ahli dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Édouard Mendy assinar alguma coisa — um contrato no Al-Ahli ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel13/02/2034
Valentin Atangana desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Al-Ahli vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Al-Hilal pode já não estar a vender.
“Vejo todos os jogos do Al-Ahli daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Al-Ittihad segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Uma média de 7.32 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.