Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rajmund Horváth será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Kazincbarcika as despedidas começaram em silêncio.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Kazincbarcika beneficiou disso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Kazincbarcika, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Kazincbarcika coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rajmund Horváth estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Dezső Mező lesiona os ligamentos do joelho — 16 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 16 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Kazincbarcika, e não vai ser retirado.
Nemanja Vidojević e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Lachezar Ivanov está a viver essa versão no Kazincbarcika, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel24/12/2035
Palavras no treino do Kazincbarcika sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rajmund Horváth está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
23 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Kazincbarcika perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Karcag vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Kazincbarcika foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Zoltán Csucsánszky será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Kazincbarcika as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Kazincbarcika podem fingir não ter ouvido.
Jogo15/12/2035
Ninguém quer jogar contra o Kazincbarcika neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Zoltán Csucsánszky esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 21 anos, média de 7.01, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rajmund Horváth estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Petar Đoković
Dezső Mező lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rajmund Horváth será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Kazincbarcika as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Kazincbarcika pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Dusan Grujic não precisou: 7.80, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Kazincbarcika coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Robbe Mettepenningen está a viver essa versão no Kazincbarcika, e costuma notar-se no primeiro mês.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Marco Buonaiuto acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Kazincbarcika substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Kazincbarcika
Dezső Mező lesiona os ligamentos do joelho — 37 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 37 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Kazincbarcika podem fingir não ter ouvido.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Dusan Grujic não precisou: 7.97, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Kazincbarcika ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 13 ações, 6.76, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rajmund Horváth estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dezső Mező lesiona os ligamentos do joelho — 44 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 44 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Kazincbarcika ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nemanja Vidojević e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/11/2035
Uma transferência que Gabriel Myćka teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Gabriel Myćka está a viver essa versão no Kazincbarcika, e costuma notar-se no primeiro mês.
O Csákvár levou os pontos após um 2‑3 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel26/11/2035
Rajmund Horváth desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kazincbarcika perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Kazincbarcika coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/11/2035
Rajmund Horváth desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 35 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Dusan Grujic. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
58 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kazincbarcika perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Kazincbarcika ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Dusan Grujic não precisou: 7.63, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Rajmund Horváth pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Petar Đoković esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 14 ações combinadas e uma nota de 6.64, e nenhuma delas entrará num resumo.
Em resumo
PlantelRajmund Horváth desentende-se com um colega por causa das exigências
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Louis Petitaud será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Kazincbarcika as despedidas começaram em silêncio.
Nemanja Vidojević e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel09/04/2035
Elijah Owona desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel09/04/2035
8 caras novas e o Kazincbarcika ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rajmund Horváth treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nemanja Vidojević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Márk Dékei estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Moussa Cissokho treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Dezső Mező apontou a data.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Kazincbarcika sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Pavel Gulin pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Kazincbarcika, e não vai ser retirado.
Nemanja Vidojević e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Márk Dékei estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Kazincbarcika, mais uma semana sem a assinatura de Jan Žáček.
Plantel12/03/2035
Demasiada mudança demasiado depressa no Kazincbarcika
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Kazincbarcika, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Ninguém no Kazincbarcika dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Kazincbarcika, e não vai ser retirado.
Nemanja Vidojević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/02/2035
Elijah Owona desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Péter Sebők treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Kazincbarcika admitiria. Nota-se aos sábados.
Nemanja Vidojević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A proposta seguiu esta semana para o Honved, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel29/01/2035
Palavras no treino do Kazincbarcika sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Márk Dékei está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Kisvárda fica com o seu homem, e o Kazincbarcika volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Kazincbarcika pode pedir e sobe o salário que Márk Dékei pode exigir.