26 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Botafogo-PB foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Plantel24/04/2028
111 dias de fora para Geovane depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Atlético Goianiense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atlético Goianiense podem fingir não ter ouvido.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.16 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Guilherme Romão e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Guilherme Lima, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 15 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 118 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Caio Mello e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Direção17/04/2028
4 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Atlético Goianiense
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Arthur Freitas é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Igor Viana passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
O Sport Recife queria mais do que $840.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Goianiense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al-Qadisiyah fica com o seu homem, e o Atlético Goianiense volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
13 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O Atlético Goianiense fez saber ao mercado que Ezequiel Ham está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheus Índio assinar alguma coisa — um contrato no Atlético Goianiense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Goianiense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Henrique Cavalcante depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Matheus Índio. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
O bancoLeonel Ortíz pede uma conversa com o treinador
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Vitinho
5 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Atlético Goianiense sabe dizer em que semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Goianiense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leonel Pérez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Atlético Goianiense disse a Ariel que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O banco30/08/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Renan Silva
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Atlético Goianiense nada responderam, o que também é uma resposta.
Leonel Ortíz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gustavo Coutinho. 1‑0 sobre o São Bernardo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Uma nota de 7.45, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
O banco03/05/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Henrique Cavalcante foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
33 dias de fora para Gustavo Maia depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Atlético Goianiense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlético Goianiense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Adriano Mina. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O banco22/03/2027
Cristiano tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlético Goianiense dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Atlético Goianiense. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Goiatuba falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Ericson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Carlos Pacheco é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Mateus Rangel passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Danilo Fernandes a uma sala que já as tinha ouvido.
Aos 35 anos conquistou um lugar em vez de o receber, e outro tem de arranjar alguma coisa para dizer sobre isso. O Goiatuba tem uma decisão que se tomou sozinha.