A série sem derrotas chega aos 19 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
19 golos e uma média de 7.62 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O Borussia Mönchengladbach queria mais do que $4.3M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Uma média de 7.07 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Borussia Dortmund têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Serhou Guirassy e o Borussia Dortmund acertam mais 3 anos.
Julian Ryerson e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Notas dos jogadores08/02/2027
Serhou Guirassy jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.17. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fábio Silva, e o treinador deixou.
Um ponto arrancado aos 88 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Ethan Nwaneri não precisou: 8.04, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Uma média de 7.55 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O Borussia Dortmund ofereceu $2.5M; o VfL Wolfsburg disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O Köln não queria vender e o número é a razão por que o fez. $17.1M por Ragnar Ache, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
O Borussia Dortmund foi ao VfL Wolfsburg com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Plantel11/01/2027
Uma transferência que Ragnar Ache teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ragnar Ache está a viver essa versão no Borussia Dortmund, e costuma notar-se no primeiro mês.
Tem 19 anos, média de 7.03, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Serhou Guirassy e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A proposta seguiu esta semana para o Tours, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Borussia Dortmund foi ao Köln com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Já são 13 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Köln fica com o seu homem, e o Borussia Dortmund volta a uma lista com um nome riscado.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Borussia Dortmund estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Emre Can lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Borussia Dortmund pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Uma média de 7.00 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Borussia Dortmund têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Borussia Dortmund a ouviu como outra coisa.
Julian Ryerson e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Vejo todos os jogos do Borussia Dortmund daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Tours segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Borussia Dortmund perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Serhou Guirassy e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Borussia Dortmund ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Dortmund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dois golos e um 8.30 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores30/11/2026
Ethan Nwaneri, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.70
Um 8.70 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Felix Nmecha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Denis Parkinson acabou de assinar pelo Borussia Dortmund e, por uma vez, a resposta importava.
Uma média de 7.32 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Serhou Guirassy e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A formação existe exatamente para esta manhã. Peter Keller passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ramy Bensebaini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 10 ações, 7.25, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Ethan Nwaneri, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.65
Um 7.65 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Borussia Dortmund a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Dortmund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/11/2026
Ramy Bensebaini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Svensson, e o treinador deixou.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Dortmund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Dortmund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Maximilian Beier tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Borussia Dortmund, e 2 jogos em 6 dizem que merece ser ouvido.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Jürgen Thomas, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Felix Nmecha. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.