“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pachuca, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Miguel Carreón será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pachuca as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pachuca coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Di'Shon Bernard estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pachuca ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Yael Padilla e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Di'Shon Bernard está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.28 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Em resumo
Notas dos jogadoresDiego Reyes jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Diego Guardado lesiona os ligamentos do joelho — 32 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 32 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Toluca à espera com uma camisola. No Pachuca ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A camisola ainda lhe serve. Luis Salcedo está de volta ao Pachuca, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
A verba é $750.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Cruz Azul negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Yael Padilla e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Pachuca perguntou e o Cruz Azul disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Monterrey vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Patricio Salas pré-acordou a mudança para o Pachuca, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marko Ivezić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Pachuca
O bancoYael Padilla tornou-se um homem de confiança do treinador
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Cruz Azul perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não há pior forma de perder um futebolista. Tiziano Dornell pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Natan Acosta esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Carlos Carrillo parte para o Pachuca num negócio de $750.0K. Os contabilistas estão satisfeitos; os adeptos, menos.
Plantel11/06/2035
Rodrigo López consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Rodrigo López acabou de assinar pelo Cruz Azul e, por uma vez, a resposta importava.
$180.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Pachuca pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Queretaro vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Nestor Dos Santos pré-acordou a mudança para o Cruz Azul, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Ariel Castro fica onde está
PlantelTeun Wilke Braams desentende-se com um colega por causa das exigências
PlantelNão há lugar para Rodrigo López no desenho novo
20 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Pachuca perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
A proposta do Club America por Brian Gutiérrez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Pachuca a ouviu como outra coisa.
O Pachuca foi ao Cruz Azul com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruz Azul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Club America vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Carlos Adrián Sánchez pré-acordou a mudança para o Cruz Azul, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Edson Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Interim Coach depois do empate por 2‑2, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Edson Álvarez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. José Quiroz será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cruz Azul as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruz Azul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel11/12/2034
Palavras no treino do Cruz Azul sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Natan Acosta está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cruz Azul podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Natan Acosta estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cruz Azul, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
O banco20/11/2034
José Paradela tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cruz Azul dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Miguel Guardado: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Cruz Azul a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Natan Acosta estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jesús Orozco Chiquete, e o treinador deixou.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Lautaro Maldonado tem a sua resposta do Cruz Azul; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pablo Ortíz será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cruz Azul as despedidas começaram em silêncio.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Agustín Martínez regressa a Cruz Azul com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Natan Acosta esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cruz Azul, mais uma semana sem a assinatura de Tiziano Dornell.
O sistema mudou e a posição dele não. Um futebolista pode melhorar a forma; não pode melhorar o sistema do treinador, e o problema é todo esse.
O banco11/09/2034
Isaías Violante tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cruz Azul dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tiziano Dornell treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Guadalajara.
58 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cruz Azul perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Puebla à espera com uma camisola. No Cruz Azul ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cruz Azul ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Guadalajara ninguém diz, e no Cruz Azul ninguém gosta de estar a adivinhar.
José Paradela e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Jonathan Raccio acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Cruz Azul substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Pachuca fica com o seu homem, e o Cruz Azul volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.