O Toulouse FC segue em frente e o FC Nantes vai para casa, com um 0‑0 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Miloš Luković estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pladi Nzinga-Pambani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Um penálti é o único momento do futebol em que não há onde esconder-se, e ele não o marcou. O caminho de volta foi longo, e a semana vai ser mais longa ainda.
O Pau FC está fora e o Olympique de Marseille segue em frente, com um 3‑2 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olympique de Marseille falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 17 anos que sente como seu. Marcel Duval tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Fabio Baldé
Lucas Hernández e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel14/10/2030
Palavras no treino do FC Nantes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fodé Doucouré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em FC Nantes, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pladi Nzinga-Pambani, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Segue-se o AS Saint-Etienne, e há um homem no balneário do FC Nantes que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o FC Nantes terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Olympique de Marseille marcou aos 93, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olympique de Marseille falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
“Vejo todos os jogos do Olympique de Marseille daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no FC Nantes segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Ethan Mbappé tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Habib Keïta lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
O banco09/09/2030
Gustavo Perez volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Olympique de Marseille já trabalhou com Gustavo Perez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Stade Rennais fica com o seu homem, e o Olympique de Marseille volta a uma lista com um nome riscado.
“Vejo todos os jogos do Olympique de Marseille daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no FC Nantes segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O treinador tem uma lista e a direção pôs-lhe uma condição. Não é uma crise — metade do futebol funciona assim — mas decide qual dos dois leva a sua avante em agosto.