Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 17 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Carlos Edson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Monterrey não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Plantel20/11/2028
Palavras no treino do Monterrey sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Stefan Medina está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Vejo todos os jogos do Monterrey daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Toluca segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco20/11/2028
Diego Rossi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Monterrey dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Diego Rossi assinar alguma coisa — um contrato no Monterrey ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Toluca, e não vai ser retirado.
Helinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Amaury Morales estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco20/11/2028
Jesús Gallardo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Toluca dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Robert Morales ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Jorge Hernández: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Toluca a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Monterrey vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gerardo Herrera, e o treinador deixou.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 6 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Monterrey falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Monterrey nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel11/09/2028
Stefan Medina desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Vejo todos os jogos do Monterrey daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Toluca segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco11/09/2028
Orbelín Pineda tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Monterrey dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Diego Rossi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Monterrey essa pergunta é mais difícil de responder.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Monterrey. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
MercadoO mercado fechou e Juan Dinenno continua cá
AntevisãoConforto de casa à vista para o Monterrey
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Toluca perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Jogo26/08/2028
Não se vê o fim da espera do Toluca por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Toluca tem de arrancar um resultado de algum lado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santos Laguna fica com o seu homem, e o Toluca volta a uma lista com um nome riscado.
O Toluca ofereceu $11.0K; o Queretaro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Toluca coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
PlantelAmaury Morales desentende-se com um colega por causa das exigências
O Monterrey perguntou e o Toluca disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A perseguição a Enzo Giménez terminou com $7.2M a mudar de mãos e o Queretaro sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
A proposta do Pumas UNAM por Hugo Cuypers foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Enzo Giménez agiu, no Monterrey, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O Monterrey ofereceu $1.1M; o Pumas UNAM disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.2M — um clube que quer Jesús Rivas ao ponto de perguntar duas vezes.
Santiago Mele esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
89 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Leon perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Leon coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolás Vallejo está nela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Luis Cervantes apontou a data.
131 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Leon perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Diber Cambindo quer futebol continental; se o Leon o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Rodrigo Echeverría e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Leon sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Diego Antonio Lomelí treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Gilberto Mora não precisou: 8.28, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Johan Rojas quer futebol continental; se o Monterrey o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gilberto Mora. 2‑1 sobre o Cruz Azul, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Gilberto Mora tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Stefan Medina estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Leon vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Leon ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diego Antonio Lomelí será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Leon as despedidas começaram em silêncio.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Monterrey já se começa a dizer o nome dele no passado.
Notas dos jogadores31/01/2028
Gilberto Mora, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.28
Um 8.28 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A verba é $550.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Santos Laguna negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Sebastián Vegas quer futebol continental; se o Monterrey o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Jogo29/01/2028
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Monterrey. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O Leon e o Pumas UNAM acertaram em $340.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Fernando Beltrán e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Vejo todos os jogos do Leon daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Guadalajara segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Em resumo
O bancoNicolás Vallejo tornou-se um homem de confiança do treinador
O Nottingham Forest queria mais do que $25.7M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A perseguição a Frankie Amaya terminou com $3.2M a mudar de mãos e o Toluca sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Uma média de 7.23 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Monterrey têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
O Monterrey perguntou e o Toluca disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma média de 7.24 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Esteban Andrada, e o treinador deixou.
Verba acordada, salário acordado, e o Club America à espera com uma camisola. No Pumas UNAM ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Tijuana queria mais do que $210.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Córdova estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pedro Vite, e o treinador deixou.
César Garza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma sondagem ao Atlas para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Assinaram hoje, ninguém os vai ver durante anos, e um deles pode um dia ser a razão de o clube existir. É este todo o argumento a favor de uma formação, e é um bom argumento.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Córdova estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Pumas UNAM. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Pumas UNAM não tem uma boa resposta.