25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Dinamo Moscow 2 perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Dinamo Moscow 2 já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Dinamo Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
1 para Robert Mejía, avaliado com 7.79, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Daniil Chevardin estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Anatoly Zabolotsky tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Verba acordada, salário acordado, e o Akron à espera com uma camisola. No Dinamo Moscow 2 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Dinamo Moscow 2 perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dinamo Moscow 2, e não vai ser retirado.
Notas dos jogadores18/08/2036
Robert Mejía, 35 anos, faz recuar o relógio — 8.27
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.27 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
1 para Kirill Simonov, avaliado com 7.82, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Daniil Chevardin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
39 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Dinamo Moscow 2 perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A bola do jogo é de Robert Mejía, cujos 3 golos transformaram uma tarde difícil num passeio.
Notas dos jogadores11/08/2036
Robert Mejía, 35 anos, faz recuar o relógio — 8.24
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.24 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Rodrigo Bentancur esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel11/08/2036
Daniil Chevardin desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Zakhar Fedorov: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Dinamo Moscow 2 a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Em resumo
Notas dos jogadoresA tarde passou toda por Kirill Simonov
46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Dinamo Moscow 2 perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dinamo Moscow 2, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrei Blinov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Dinamo Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
Kirill Simonov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexandr Fadeev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 53 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ivan Lepskiy será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Dinamo Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dinamo Moscow 2 perdeu-o em tudo menos nos papéis.
7.86, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexandr Fadeev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
10 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Dinamo Moscow 2 aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Matvey Bardachev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel02/06/2036
Daniil Golikov sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
33 jogos, 0 golos e uma opção de plantel que chegou sem verba associada. A pergunta interessante no Dinamo Moscow 2 já não é se joga, mas quem desloca.
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
70 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Ural perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Timur Magomedov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Juan Pablo Pignani estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Ural sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ural, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
98 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ural perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Ilja Ishkov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Marat Mamedov volta a ser jogador do Ural, e a cidade tem a sua história do verão.
Plantel14/04/2036
Uma transferência que Ivan Salikhov teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ivan Salikhov está a viver essa versão no Ural, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel14/04/2036
Kirill Simonov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Evgeny Morozov tem 35 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Ilja Ishkov não desaparece
Timofey Nikiforov lesiona os ligamentos do joelho — 105 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 105 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ural ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ilja Ishkov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel07/04/2036
Kirill Simonov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
119 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Ural perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
21 golos em 33 jogos no Spartak Kostroma — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Ural alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ural coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kirill Simonov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco24/03/2036
Luka Bašić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ural dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
126 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Ural perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roman Zaschepkin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ural as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ural coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kirill Simonov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniil Rodin, e o treinador deixou.
O banco17/03/2036
Balázs Wiesner tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ural dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ural, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Ural sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ural ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Artem Gutsa acertou condições com o Nizhniy Novgorod para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Ilja Ishkov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kirill Simonov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Ural perguntou e o Dinamo Moscow disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do Kyzyltash por Denis Zotkin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Ural fez a parte difícil com o Dinamo Moscow, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ural coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Ural perguntou e o Dinamo Moscow disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
83 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Dinamo Moscow 2 perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dinamo Moscow 2 perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Dinamo Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 8 golos entre o Dinamo Moscow 2 e o Rubin 2, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ural já se começa a dizer o nome dele no passado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Vadim Rassadin acertou condições com o Lokomotiv Moscow para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Ilja Ishkov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
16 golos em 28 jogos no Spartak Kostroma — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Ural alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
90 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Dinamo Moscow 2 perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Yegor Sysoev produziu-o, e o 8.53 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Dinamo Moscow 2 já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dinamo Moscow 2, e não vai ser retirado.
Notas dos jogadores18/02/2036
Robert Mejía fez o trabalho que ninguém conta — 7.01
14 ações combinadas e 7.01. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kirill Simonov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Maxim Shichanin: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Dinamo Moscow 2 a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
O Baltika vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Dinamo Moscow foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dinamo Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $26.1K do que o Dinamo Moscow pagou por Matúš Holíček é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A proposta do NK Varazdin por Lan Jovanović foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo02/02/2036
Ninguém quer jogar contra o Dinamo Moscow neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Krylya Sovetov falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
As regras permitem-no e dói na mesma. Victor Nafikov acertou condições com o SKA Khabarovsk para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Vukašin Bogdanović e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O nome de Nikita Nikiforov apareceu em conversas de que o Krylya Sovetov não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel28/01/2036
Palavras no treino do Krylya Sovetov sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmytro Hodia está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dinamo Moscow, e não vai ser retirado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.10 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Dinamo Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Dinamo Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Dinamo Moscow perguntou e o Nizhniy Novgorod disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
As regras permitem-no e dói na mesma. Maksim Chkalov acertou condições com o Dinamo Kirov para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel15/10/2035
Palavras no treino do Dinamo Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kirill Simonov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no Dinamo Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Dinamo Moscow sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Dinamo Moscow admitiria. Nota-se aos sábados.
6 golos em 11 jogos no AS Trencin — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Dinamo Moscow alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Posição 3, 22 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dinamo Moscow, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Dinamo Moscow pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Dinamo Moscow tem 4 vitórias seguidas dela.
Notas dos jogadores01/10/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Dinamo Moscow — 7.98
1 para Chinaza Nwosu, avaliado com 7.98, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nursultan Alisherov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Dinamo Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Jamalutdin Abdulkadyrov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dinamo Moscow, e não vai ser retirado.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Artem Zmeev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel24/09/2035
Kirill Simonov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Nikita Korotkov sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Verba acordada, salário acordado, e o Arsenal Tula à espera com uma camisola. No Dinamo Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.99 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Dinamo Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.31, e nem uma objeção no estádio.
Plantel17/09/2035
Abdoulaye Nassoko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Radosław Majecki e o Dinamo Moscow acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Dinamo Moscow pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.06 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Notas dos jogadores03/09/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Dinamo Moscow — 7.93
1 para Chinaza Nwosu, avaliado com 7.93, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Plantel03/09/2035
Uma transferência que Ebroni Gnoan teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ebroni Gnoan está a viver essa versão no Dinamo Moscow, e costuma notar-se no primeiro mês.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 17 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
O golo que pôs o Krylya Sovetov na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Dinamo Moscow empatou, 4 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Dinamo Moscow sobre quem trabalha
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Dinamo Moscow aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Kirill Simonov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Makar Vysochenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O telefone voltou a tocar por causa de Zakhar Fedorov, e desta vez do outro lado está o Beroe. No Dinamo Moscow ouvem com educação e não prometem nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rodina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel28/05/2035
Kirill Simonov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Rodina, mais uma semana sem a assinatura de Quentin Beunardeau.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Frederik Ibsen está nela.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Rodina pode pedir e sobe o salário que Maximiliano Añasco pode exigir.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Chinaza Nwosu, e o treinador deixou.
O banco21/05/2035
Arsen Zakharyan tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Dinamo Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Dinamo Moscow sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Dinamo Moscow. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dmitry Alexandrov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Dinamo Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Dinamo Moscow, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Arsen Zakharyan. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Dmitry Markitesov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kirill Simonov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Magomedkhabib Abdusalamov está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Rodina, mais uma semana sem a assinatura de Diego Dufort.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Danila Yanov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Dinamo Moscow perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco23/04/2035
Arsen Zakharyan tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Dinamo Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Chinaza Nwosu treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Dinamo Moscow sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
4 golos em 24 jogos no Rodina — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Dinamo Moscow alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Dinamo Moscow. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Dmitry Markitesov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kirill Simonov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco16/04/2035
Diego Dufort tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Rodina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Magomedkhabib Abdusalamov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Dinamo Moscow perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jamalutdin Abdulkadyrov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigo Bentancur, e o treinador deixou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Daniil Golikov e o Dinamo Moscow acertam mais 3 anos.
O banco09/04/2035
Sergey Pinyaev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Dinamo Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Artem Biryukov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Quatro ou cinco fins de semana de regularidade, medidos contra todos os outros da divisão. Um elogio mais discreto do que um prémio, e mais fiável.
O banco02/04/2035
Frederik Ibsen tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Rodina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 55 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 86, e o Arsenal Tula passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nikolai Zhirinovsky será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rodina as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rodina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel26/03/2035
Kirill Simonov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
47 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Dinamo Moscow perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Arsen Zakharyan está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alexandr Koryakin, e o treinador deixou.
Aos 20 anos está a ser medido contra os restantes jovens da divisão e sai à frente. A versão sénior deste prémio é onde o clube gostaria que isto levasse.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Dinamo Moscow sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Cada estreia é uma pequena história sobre o futuro: Dmitri Ragulin, 20 anos, saído dos campos da formação para a equipa principal. Os pais, na bancada, vão guardar o programa do jogo.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Dinamo Moscow. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Steaua Bucharest manifestaram interesse e Rodina têm uma conversa que nunca quiseram ter. Um treinador por quem perguntam é um treinador cujo próximo contrato fica mais caro.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.98 para o resto.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Dmitry Markitesov e o Rodina acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Dmitry Markitesov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Dinamo Moscow fica com o seu homem, e o Rodina volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kirill Simonov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O relógio fez o que o Dinamo Makhachkala não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Rodina, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Rodina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Artem Biryukov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kirill Simonov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Kirill Simonov marcou, foi avaliado com 7.77 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Rodina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dmitry Markitesov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/01/2035
Kirill Simonov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Danila Yanov, e o treinador deixou.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco22/01/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Gleb Bondarenko escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Maxim Tarasenko
Quentin Beunardeau e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kirill Simonov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Dmitry Markitesov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kirill Simonov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Uma exibição de 8.05 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
O banco11/12/2034
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Gleb Bondarenko, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Magomedkhabib Abdusalamov está nela.
Dmitry Markitesov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rodina e do Fakel por igual; os restantes divertiram-se imenso.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Gleb Bondarenko depois do 2‑4, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Rodina disse a Maxim Tarasenko que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.10 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Quentin Beunardeau esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Magomedkhabib Abdusalamov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Rodina disse a Kirill Simonov que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Gleb Bondarenko sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.00 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Rodina pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel30/10/2034
Uma lesão muscular afasta Kirill Simonov durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Rodina vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Não há pior forma de perder um futebolista. Kirill Isaev pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Nota de 7.72. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rodina coisas que levam mais de uma semana a retirar.