A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Diosgyor perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Niko Radujković será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Diosgyor as despedidas começaram em silêncio.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Zurich ninguém diz, e no Diosgyor ninguém gosta de estar a adivinhar.
Petar Korov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Diosgyor perguntou e o Raków Częstochowa disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Daniel Kleinheisler passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Plantel11/07/2033
Palavras no treino do Diosgyor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matěj Žitný está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Diosgyor já telefonou ao Panathinaikos. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Luis Pinto está em marcha
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Diosgyor já se começa a dizer o nome dele no passado.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Olympiacos ninguém diz, e no Diosgyor ninguém gosta de estar a adivinhar.
O negócio que levaria Mathieu Drouaine para o Szentlőrinc caiu na fase final e ele reapresenta-se no Diosgyor com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Luca Trombini e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Diosgyor perguntou e o Budafoki MTE disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel20/06/2033
Palavras no treino do Diosgyor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eman Marković está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
20 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Diosgyor perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Diosgyor ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Luca Trombini e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/02/2033
Palavras no treino do Diosgyor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ante Roguljić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Peter Ambrose está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Diosgyor, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Miljan Krpić assinar alguma coisa — um contrato no Diosgyor ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Peter Szalai lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Kolen Onder acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Diosgyor substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ante Roguljić, e o treinador deixou.
Plantel14/02/2033
No Diosgyor ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
38 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Diosgyor perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Vitória por 0‑2 sobre o Ferencvaros, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Patrik Kovács produziu-o, e o 8.36 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
7.83, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Zsolt Magyar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Diosgyor as despedidas começaram em silêncio.
Palkó Dárdai e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Márk Helembai estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Patrik Kovács pôs o Diosgyor de novo em igualdade em 3 minutos, e o Ferencvaros nunca chegou a jogar com vantagem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Diosgyor falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Diosgyor, e não vai ser retirado.
Miljan Krpić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel18/10/2032
Márk Helembai desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
O banco18/10/2032
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Norbert Lisztes não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Diosgyor também ninguém o escondia.
O banco18/10/2032
Eman Marković tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Diosgyor dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Diosgyor ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Diosgyor beneficiou disso.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Palkó Dárdai e o Diosgyor acertam mais 2 anos.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Mathieu Drouaine agiu, no Diosgyor, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Petar Korov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.