Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel29/05/2028
Lucas Souza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Gabriel Pinheiro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Gregorio Blanco tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gregorio Blanco. 2‑0 sobre o Athletic Club, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Toda a gente no Volta Redonda viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 38 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Volta Redonda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel15/05/2028
Dener desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Luciano Naninho tem a sua resposta do Volta Redonda; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Empate aos 90 minutos, depois de uma tarde que o Volta Redonda tinha praticamente arrumada. O América Mineiro vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Volta Redonda falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Patrick esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel24/04/2028
Palavras no treino do Volta Redonda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dener está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 88. O Brasil de Pelotas tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
O banco24/04/2028
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Lucas Souza
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
17 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Volta Redonda perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Lucas Souza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dener estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Patrick e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Santiago Correa agiu, no Volta Redonda, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel17/01/2028
Palavras no treino do Volta Redonda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Volta Redonda perguntou e o Vitória disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gustavo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
É o negócio menos glamoroso que um clube faz e a razão por que as épocas não desabam em fevereiro. Santiago Correa está cá para as semanas em que há três lesionados e alguém tem de jogar na mesma.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Volta Redonda admitiria. Nota-se aos sábados.
Em resumo
JogoO futebol europeu está ao alcance do Volta Redonda
MercadoA história de Ygor Catatau recusa-se a morrer
Os exames médicos acabam com o negócio de Uriel Ramos
Estava tudo acordado com o outro clube, e então o médico falou. O Volta Redonda desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Lucas Souza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Volta Redonda perguntou e o Cuiabá disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel10/01/2028
Dener desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel10/01/2028
No Volta Redonda ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O Lanús nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Emprestados06/09/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Franco Watson
13 golos em 26 jogos no River Plate — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Lanús alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O banco06/09/2027
Eduardo Salvio tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Lanús dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Lanús, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexis González estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dylan Aquino assinar alguma coisa — um contrato no Lanús ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.