Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Weimar Vivas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flamengo as despedidas começaram em silêncio.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kauã Elias está nela.
Plantel28/02/2033
Felipe Pacheco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Flamengo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Gustavo Santana
MercadoContinua sem haver assinatura de Lucas Paquetá
O Borussia Dortmund paga $103.6M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
84 pontos somados e um lugar no grupo da frente. No estádio ainda ninguém diz a palavra em voz alta.
As bancadas31/01/2033
Os adeptos revoltam-se com a venda de Vitor Roque por $103.6M
Vai para o Borussia Dortmund, o clube tem $103.6M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Weimar Vivas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flamengo as despedidas começaram em silêncio.
Plantel31/01/2033
Palavras no treino do Flamengo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vitão está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kauã Elias está nela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ruan Ribeiro será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flamengo as despedidas começaram em silêncio.
Toda a gente deixou de fingir: o Borussia Dortmund vai fazer a chamada por Vitor Roque esta semana. O Flamengo tem um número em mente, e o número não é tímido.
Plantel24/01/2033
Palavras no treino do Flamengo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vitão está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kauã Elias, e o treinador deixou.
Lucas Paquetá esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Flamengo terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Erick Noriega pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Flamengo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Flamengo perguntou e o Palmeiras disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Weimar Vivas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flamengo as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Lucas Monzón pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
$240.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Goiás pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Lucas Paquetá lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
1‑0 frente ao Olimpia, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flamengo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Diego Queiroz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Tiago Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flamengo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Flamengo tem 3 vitórias seguidas dela.
Emprestados01/11/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Rodriguinho
15 golos em 25 jogos no Figueirense — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Flamengo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
25 golos e uma média de 7.51 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flamengo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo02/10/2032
Ninguém quer jogar contra o Flamengo neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel04/10/2032
Palavras no treino do Flamengo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Atencio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Vitor Roque. 1‑0 sobre o Vitória, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Rio Ave tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flamengo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Tiago Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flamengo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel06/09/2032
Palavras no treino do Flamengo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Atencio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ronald, e o treinador deixou.
12 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 2 jogos em 6 dizem que merece ser ouvido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Kauã Elias treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoVitor Roque tornou-se um homem de confiança do treinador
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flamengo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Uma média de 7.39 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Mateo Cassierra regressa a Flamengo com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Weimar Vivas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flamengo as despedidas começaram em silêncio.
O São Paulo queria mais do que $300.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 7 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flamengo já se começa a dizer o nome dele no passado.
Vitória por 3‑0 sobre o ABC, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 73 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.4M do que o Flamengo pagou por Francis Amuzu é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Jogo24/07/2032
Ninguém quer jogar contra o Flamengo neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Flamengo vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Palmeiras pode já não estar a vender.
Em resumo
DireçãoO prazo passa com 13 contratações e 14 saídas
Notas dos jogadoresRuan Ribeiro marcou um e fez outro — 7.97
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Diego Queiroz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vitão está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheus Cunha assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Flamengo do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Ninguém faz um título sobre um explicador. Também não é preciso explicar a ninguém o que acontece a um reforço que passa dois anos a ser o homem com quem ninguém pode falar ao almoço.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ryan Francisco produziu-o, e o 8.77 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ryan será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bragantino as despedidas começaram em silêncio.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.4M — um clube que quer Rubén Lezcano ao ponto de perguntar duas vezes.
A proposta seguiu esta semana para o Botafogo, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Bragantino perguntou e o Corinthians disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Bragantino foi ao Nova Iguaçu com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Volta Redonda queria mais do que $490.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Kayque e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Minuto 85, frente ao Corinthians, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Bragantino disse a José María Herrera que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.