Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Brentford fica com o seu homem, e o Flamengo volta a uma lista com um nome riscado.
Posição 2, 29 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flamengo já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.08 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
O Flamengo foi ao Bahia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Jogo17/06/2028
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Flamengo. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
O Flamengo perguntou e o Juventus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Vitória vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Flamengo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Flamengo pagou $14.2M por Erick Pulga, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Verba acordada, salário acordado, e o São Paulo à espera com uma camisola. No Flamengo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel12/06/2028
Erick Pulga consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Erick Pulga acabou de assinar pelo Flamengo e, por uma vez, a resposta importava.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.24 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A proposta do Ponte Preta por Wallace Yan foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O aperto de mão com o Santos está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Flamengo perguntou e o Bahia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Jogo03/06/2028
Ninguém quer jogar contra o Flamengo neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.05 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $3.0M — um clube que quer Guilherme Estrella ao ponto de perguntar duas vezes.
Nota 7.63 aos 21 anos, numa equipa que não faz concessões à idade. Não precisou de nenhuma, e parecia o homem menos nervoso em campo.
Jogo27/05/2028
Ninguém quer jogar contra o Flamengo neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 100 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Saúl. 2‑1 sobre o Cuiabá, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Allan tem a sua resposta do Flamengo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Matheus Cunha produziu-o, e o 8.71 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matheus Cunha. 3‑1 sobre o Bahia, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Viña estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Matheus Cunha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Flamengo a ouviu como outra coisa.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jorge Carrascal, e o treinador deixou.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Samuel Porto sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Matheus Cunha
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.94 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Flamengo a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Viña estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Matheus Cunha produziu-o, e o 8.33 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.09 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Flamengo a ouviu como outra coisa.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Roger Ibañez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gabriel Brazão, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Viña estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vitão, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Everton Cebolinha treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Saúl assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
Dois golos e um 8.27 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores17/04/2028
Lorran, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.68
Um 7.68 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
7 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
As regras permitem-no e dói na mesma. Guilherme Barbosa acertou condições com o São Luiz para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Evertton Araújo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jorge Carrascal treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Everton Cebolinha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jorge Carrascal treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A capitania foi retirada a Giorgian De Arrascaeta. O Flamengo vai chamar-lhe uma decisão de equipa; um balneário lê-a como um veredicto sobre um homem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Gabriel Brazão assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Matheus Cunha e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel27/03/2028
Matías Viña desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Hugo Leonardo, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Saúl assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Matías Viña apontou a data.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Flamengo terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Matheus Cunha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel20/03/2028
Palavras no treino do Flamengo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Viña está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O pedido está em cima da mesa do Brondby e a resposta é de outros. Estas coisas resolvem-se em privado e contam-se em público, normalmente por essa ordem.
12 dias desde que o banco ficou vago, uma lista de nomes a circular e ninguém assinou nada. A cada semana que isto se arrasta, a lista encurta.
Plantel13/03/2028
No Flamengo ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Flamengo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Flamengo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Flamengo essa pergunta é mais difícil de responder.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Giorgian De Arrascaeta e o Flamengo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel06/03/2028
Palavras no treino do Flamengo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Viña está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Chegou a conta da demissão. Gabriel Mendes sai com $72.3K pelo tempo que restava de contrato, e esse dinheiro não compra ao clube nada que possa pôr em campo.
Nada reinicia uma carreira como alguém que não escolheu a equipa na época passada. Matheus Cunha percebeu a deixa, e o Flamengo está a receber uma versão dele que o regime anterior tinha deixado de ver.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gabriel Brazão está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Flamengo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Saúl assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Flamengo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Flamengo a diferença vê-se da última fila.
Duas horas por semana com um professor, que é a coisa menos glamorosa do Flamengo e a que decide se um reforço estrangeiro ainda cá está daqui a dois anos.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Alex Sandro
PlantelJorginho treina como quem tem algo a provar
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco21/02/2028
Jorginho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Flamengo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Everton Cebolinha e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Viña estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel14/02/2028
11 caras novas e o Flamengo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Giorgian De Arrascaeta está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Flamengo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Flamengo não tem uma boa resposta.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Roger Ibañez e o Flamengo acertam mais 4 anos.
Matheus Cunha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Viña estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Evertton Araújo, e o treinador deixou.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Flamengo está a esgotar-se.
Matheus Cunha e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco31/01/2028
Gabriel Brazão tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Saúl assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Hugo Leonardo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Roger Ibañez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Flamengo foi explícito quanto à situação de Everton Cebolinha, o que é mais do que muitos recebem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Viña estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jorginho está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Flamengo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel17/01/2028
Palavras no treino do Flamengo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Viña está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Giorgian De Arrascaeta está nela.
O Flamengo fez saber ao mercado que Everton Cebolinha está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Everton Cebolinha treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Flamengo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Progreso tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o Cuiabá à espera com uma camisola. No Flamengo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
49 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
Plantel10/01/2028
No Flamengo ainda são estranhos uns para os outros
13 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Flamengo toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Flamengo vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Botafogo pode já não estar a vender.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Flamengo foi ao Botafogo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Flamengo perguntou e o Atlético Mineiro disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Flamengo ofereceu $2.3M; o Grêmio disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $9.4M — um clube que quer Arthur Cabral ao ponto de perguntar duas vezes.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$3.1M era o máximo que o clube pagaria, e o Vitória pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Carlos Vinícius agiu, no Flamengo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ceará fica com o seu homem, e o Flamengo volta a uma lista com um nome riscado.
Matheus Cunha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $64.2M porque Matheus Cunha é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
O Flamengo ofereceu $11.3M; o Corinthians disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel13/12/2027
Uma transferência que Matheus Cunha teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Matheus Cunha está a viver essa versão no Flamengo, e costuma notar-se no primeiro mês.
O Flamengo perguntou e o Grêmio disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.8M — um clube que quer Robinho Junior ao ponto de perguntar duas vezes.
Matheus Cunha e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Emprestados13/12/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Carlinhos
11 golos em 37 jogos no Remo — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Flamengo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O Flamengo foi ao Manchester United com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Mirassol aceitou o dinheiro. O que o Flamengo ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 44 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
A proposta seguiu esta semana para o Corinthians, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $3.4M — um clube que quer Fabri ao ponto de perguntar duas vezes.
Roger Ibañez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Everton Cebolinha, e o treinador deixou.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 9 ações, 6.57, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 13 jogos em 43 dizem que merece ser ouvido.
Guillermo Varela esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jorge Carrascal está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Joaquín Freitas, e o treinador deixou.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Gabriel Mendes depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Cédric Soares e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jorginho está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Flamengo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Plantel15/11/2027
Palavras no treino do Flamengo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Diego Reyes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Giorgian De Arrascaeta assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
10 ações combinadas e 7.56. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vitão, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Giorgian De Arrascaeta está nela.
7.74, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
1‑2 para o Bragantino, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Notas dos jogadores01/11/2027
Wallace Yan fez o trabalho que ninguém conta — 6.67
12 ações combinadas e 6.67. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
10 jogos sem sofrer em 29 partidas. O empréstimo de um guarda-redes julga-se pelas tardes em que não aconteceu nada, e Dyogo Alves tem tido muitas.
Plantel25/10/2027
5 caras novas e o Flamengo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
As bancadasToda a gente tem uma opinião sobre Gabriel Brazão
PlantelDiego Reyes desentende-se com um colega por causa das exigências
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
31 jogos no Remo e os golos não param. No Flamengo acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
O banco18/10/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Gabriel Mendes a uma sala que já as tinha ouvido.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Vitão.
1 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
O banco18/10/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Alex Sandro
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Em resumo
EmprestadosO empréstimo de Dyogo Alves mede-se pelo que não acontece
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Flamengo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Emprestados11/10/2027
O empréstimo de Dyogo Alves mede-se pelo que não acontece
8 balizas a zeros em 27 jogos no Botafogo-SP. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Giorgian De Arrascaeta. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
7 golos em 23 jogos no Altos — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Flamengo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Wallace Yan pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
1‑2 frente ao Mirassol, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Filip Krovinović marcou, foi avaliado com 7.79 e voltou antes de alguém dar pela falta.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Ayrton Lucas tem a sua resposta do Flamengo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Wallace Yan está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Gabriel Mendes depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O negócio que levaria Saúl para o Racing Genk caiu na fase final e ele reapresenta-se no Flamengo com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.37 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Vejo todos os jogos do Flamengo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Neftchi segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flamengo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Victor Borges será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flamengo as despedidas começaram em silêncio.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 4 jogos em 33 dizem que merece ser ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Flamengo e lutar pelo meu lugar.» 3 jogos em 32 no Estoril Praia dizem o resto.
O banco06/09/2027
Jorginho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Lorran sai dessa comparação dentro da equipa, e o Flamengo beneficiou de cada uma dessas tardes.
Plantel06/09/2027
Diego Reyes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Chapecoense vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Flamengo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Robson Alex produziu-o, e o 8.40 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.20 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Roger Ibañez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Diego Reyes tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
12 ações combinadas e 7.74. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 0 jogos em 28 dizem que merece ser ouvido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Gabriel Mendes depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Em resumo
O bancoJorge Carrascal tornou-se um homem de confiança do treinador
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flamengo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Empate aos 90 minutos, depois de uma tarde que o Flamengo tinha praticamente arrumada. O Cruzeiro vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Flamengo e lutar pelo meu lugar.» 1 jogos em 29 no Neftchi dizem o resto.
O banco16/08/2027
Gabriel Brazão tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
O banco16/08/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Gabriel Mendes não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Flamengo também ninguém o escondia.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Jorge Carrascal e o Flamengo acertam mais 5 anos.
Cédric Soares esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Flamengo e lutar pelo meu lugar.» 0 jogos em 25 no Penafiel dizem o resto.
O banco09/08/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Gabriel Mendes saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jorginho e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel02/08/2027
Robson Alex consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Robson Alex acabou de assinar pelo Flamengo e, por uma vez, a resposta importava.
11 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Emprestados02/08/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Carlinhos
10 golos em 20 jogos no Remo — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Flamengo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O banco02/08/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Gabriel Mendes saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Hugo Leonardo agarrou este contra o Ypiranga. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Flamengo.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 20 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.68 para o resto.
Direção26/07/2027
O Flamengo fecha o mercado com um plantel feito por si
9 entradas e 7 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Tudo acordado com o São Paulo, tudo acordado com o jogador; só falta convencer um médico. A fotografia está a um dia ou dois.
Plantel26/07/2027
Cédric Soares consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Cédric Soares acabou de assinar pelo Flamengo e, por uma vez, a resposta importava.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Matheus Ribeiro fica onde está
O Avaí vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Flamengo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 28 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
7.81, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
A perseguição a Filip Krovinović terminou com $1.6M a mudar de mãos e o Grêmio sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $253.0K — um clube que quer Rodinei ao ponto de perguntar duas vezes.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Filip Krovinović agiu, no Flamengo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $30.9M porque Roger Ibañez é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Flamengo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel12/07/2027
Roger Ibañez consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Roger Ibañez acabou de assinar pelo Flamengo e, por uma vez, a resposta importava.
Vitória por 3‑0 sobre o Guarany de Bagé, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O Flamengo foi ao Al-Ahli com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flamengo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Victor Hugo produziu-o, e o 8.89 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores05/07/2027
Victor Borges não podia pedir mais na estreia — 7.95
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.95, 0 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.70 para o resto.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $158.6K — um clube que quer Bruno Ferreira ao ponto de perguntar duas vezes.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flamengo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ipswich Town fica com o seu homem, e o Flamengo volta a uma lista com um nome riscado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.37 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
O Atlético Mineiro queria mais do que $3.4M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.83 para o resto.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Flamengo e o Atlético Mineiro, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emerson Royal, e o treinador deixou.
O Flamengo ofereceu $35.7M; o Udinese disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Flamengo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Grêmio vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Flamengo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Houve 6 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
As bancadas21/06/2027
Os adeptos revoltam-se com a venda de Pedro por $28.1M
Vai para o Fortaleza, o clube tem $28.1M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flamengo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Flamengo pagou $8.5M por Gabriel Brazão, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Gabriel Brazão agiu, no Flamengo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O Flamengo foi ao Atlético Mineiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.05 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $2.4M — um clube que quer Gustavo Scarpa ao ponto de perguntar duas vezes.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 77 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Santos aceitou o dinheiro. O que o Flamengo ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
$14.5M em cima da mesa do Atlético Mineiro. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Evertton Araújo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O Flamengo perguntou e o Fluminense disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flamengo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Flamengo ofereceu $2.8M; o Coritiba disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Em resumo
PlantelUma transferência que Nadson teria feito de graça
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 86 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.55 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
1 para Saúl, avaliado com 7.85, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flamengo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Everton Cebolinha, e o treinador deixou.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Flamengo e lutar pelo meu lugar.» 6 jogos em 23 no Altos dizem o resto.
O banco24/05/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Gabriel Mendes foi breve depois da vitória por 3‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Em resumo
O bancoAlex Sandro tornou-se um homem de confiança do treinador
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 103 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jorginho produziu-o, e o 8.36 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Vejo todos os jogos do Flamengo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Neftchi segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco17/05/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 2‑3 Gabriel Mendes saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Flamengo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.23 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Empate aos 86 minutos, depois de uma tarde que o Flamengo tinha praticamente arrumada. O Corinthians vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 5 jogos em 21 dizem que merece ser ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Flamengo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Léo Ortiz, e o treinador deixou.
“Vejo todos os jogos do Flamengo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Pouso Alegre segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Flamengo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 90. O Internacional vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Segue-se o Fluminense, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flamengo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Flamengo mexeu-se antes que outro pudesse: novo contrato para Gabriel Mendes, acertado em silêncio e anunciado em voz alta. As direções renovam com treinadores por muitas razões; a boa é aquela com que esta se parece.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção19/04/2027
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Flamengo
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Paulo Bezerra é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Marcos Amaral passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Caio Peixoto é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Narigudo é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 143 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Everton Cebolinha, e o treinador deixou.
“Vejo todos os jogos do Flamengo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Botafogo-SP segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Léo Ortiz assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Camargo deixa o Flamengo pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 0 jogos em 13 dizem que merece ser ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Flamengo do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Jorge Carrascal apontou a data.
Posição 2, 37 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Flamengo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Jorge Carrascal apontou a data.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Lucas Vieira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 2 jogos em 8 dizem que merece ser ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alex Sandro está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Giorgian De Arrascaeta. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Jorge Carrascal apontou a data.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Léo Ortiz assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Flamengo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jorginho e o Flamengo acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel08/03/2027
Emerson Royal desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Vejo todos os jogos do Flamengo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Pouso Alegre segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jorginho está nela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Jorge Carrascal apontou a data.
37 pontos somados e um lugar no grupo da frente. No estádio ainda ninguém diz a palavra em voz alta.
Mercado01/03/2027
Tão perto: a transferência de Pedro morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Zenit seguiu em frente, Pedro apresenta-se de volta no Flamengo, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Flamengo ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Toda a carreira longa chega à semana em que o jogador começa a pensar na última. Gostaria que fosse no clube que o pôs pela primeira vez num campo, e no Flamengo já sabem disso.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Vejo todos os jogos do Flamengo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Manaus segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Vejo todos os jogos do Flamengo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Altos segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Plantel22/02/2027
Germano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Giorgian De Arrascaeta. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ayrton Lucas treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O Shakhtar pagou $2.3M e o Flamengo aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Léo Ortiz assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Flamengo ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Jorge Carrascal apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Flamengo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flamengo já se começa a dizer o nome dele no passado.
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Dinamo Zagreb seguiu em frente, Giorgian De Arrascaeta apresenta-se de volta no Flamengo, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jorginho está nela.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Flamengo admitiria. Nota-se aos sábados.
Posição 2, 37 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flamengo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Diego Reyes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco25/01/2027
Agustín Rossi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Giorgian De Arrascaeta. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Flamengo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os minutos não apareciam em Flamengo, por isso vai procurá-los em Neftchi. Toda a gente lhe chama formação; para o jogador é simplesmente a hipótese de jogar.
Verba acordada, salário acordado, e o Estoril Praia à espera com uma camisola. No Flamengo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Samuel Lino era uma das razões por que as pessoas vinham, e $31.8M não substitui isso sozinho.
A proposta do Plaza Colonia por Guillermo Varela foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Flamengo perguntou e o Vasco da Gama disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A proposta do Benfica por Pedro foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Emerson Royal e o Flamengo acertam mais 4 anos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flamengo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Flamengo estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
A proposta do Banfield por Erick Pulgar foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Flamengo ofereceu $10.9M; o Cruzeiro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fluminense fica com o seu homem, e o Flamengo volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta do Vasco da Gama por Bruno Henrique foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Allan está a viver essa versão no Flamengo, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Allan e o Flamengo acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
O Flamengo e o Botafogo acertaram em $1.1M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Athletico Paranaense fica com o seu homem, e o Flamengo volta a uma lista com um nome riscado.
O Cruzeiro queria mais do que $2.9M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Giorgian De Arrascaeta está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Giorgian De Arrascaeta assinar alguma coisa — um contrato no Flamengo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Está feito, e ainda com jogos por disputar. A próxima época vai ter noites de holofotes contra clubes de outros países, e as contas ganham uma linha que no ano passado não tinham.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Grêmio fica com o seu homem, e o Flamengo volta a uma lista com um nome riscado.
$8.8M era o máximo que o clube pagaria, e o Bragantino pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Vitão e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santos fica com o seu homem, e o Flamengo volta a uma lista com um nome riscado.
O Flamengo foi ao Cruzeiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.32 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Ceará vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Flamengo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Jogo28/11/2026
O Flamengo torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Diego Reyes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco30/11/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Gabriel Mendes, sobre uma vitória por 3‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Em resumo
O bancoAgustín Rossi tornou-se um homem de confiança do treinador
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Pedro produziu-o, e o 8.90 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.32 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Jogo21/11/2026
Ninguém quer jogar contra o Flamengo neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Andrew e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Flamengo, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
«Foram honestos comigo, e prefiro saber.» Luiz Araújo foi informado de que não entra nos planos do treinador do Flamengo.
O banco16/11/2026
Jorginho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Luiz Araújo: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Flamengo a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Flamengo. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
O bancoLuiz Araújo pede uma conversa com o treinador
Dribles concretizados: 36. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel09/11/2026
Guillermo Varela lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Nicolás de la Cruz agarrou este contra o Grêmio. 2‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Flamengo.
Minuto 107. Nicolás de la Cruz encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Grêmio passou do ponto ao nada num só movimento.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.33 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Jorginho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
24 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Flamengo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.79 para o resto.
7.32, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Flamengo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
13 ações combinadas e 6.87. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Léo Pereira, e o treinador deixou.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Flamengo não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Guillermo Varela lesiona os ligamentos do joelho — 33 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 33 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nicolás de la Cruz. 3‑1 sobre o Grêmio, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Everton Cebolinha, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
41 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Flamengo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.12 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jorge Carrascal, e o treinador deixou.
Diego Reyes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Agustín Rossi está nela.
50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Flamengo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Everton Cebolinha tem a sua resposta do Flamengo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Diego Reyes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco12/10/2026
Jorginho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Flamengo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel12/10/2026
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Flamengo
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Pedro foi o melhor de qualquer um deles.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Everton Cebolinha treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Flamengo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Weliton: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Flamengo a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Pedro produziu-o, e o 9.47 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
1 para Erick Pulgar, avaliado com 7.90, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Pedro. 3‑1 sobre o Santos, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 9 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Plantel28/09/2026
Um clube mais pequeno assentaria agora a Léo Pereira
Já teve barulho que chegue. Se o Flamengo pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Erick Pulgar agarrou este contra o Coritiba. 5‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Flamengo.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.37 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
1 para Evertton Araújo, avaliado com 7.83, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flamengo, e não vai ser retirado.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Evertton Araújo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Weliton não precisou: 7.75, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.57 para o resto.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Vitão e o Flamengo acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Casa Pia tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Persebaya por Dyogo Alves foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Flamengo a ouviu como outra coisa.
Vitão esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jorge Carrascal, e o treinador deixou.
Direção07/09/2026
A direção do Flamengo arranja $7.2M para o treinador
Dinheiro, não palavras, e é a única resposta que um treinador quer alguma vez ouvir. Gastar bem $7.2M passa a ser inteiramente problema dele.
O treinador reorganizou as ideias e Lucas Paquetá saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Joaquín Freitas está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jorginho está nela.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Bruno Henrique agarrou este contra o Itabirito. 5‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Flamengo.
Verba acordada, salário acordado, e o Maritimo à espera com uma camisola. No Flamengo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Nota 8.27 aos 21 anos, numa equipa que não faz concessões à idade. Não precisou de nenhuma, e parecia o homem menos nervoso em campo.
Jogo29/08/2026
Ninguém quer jogar contra o Flamengo neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
1 para Saúl, avaliado com 7.97, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A proposta do Modena por Luiz Araújo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.00 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 3‑1, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Marcar a qualquer outro é um golo. Marcar-lhes a eles é uma história que leva o nome de quem marcou durante uma década, e os adeptos do Flamengo já começaram a contá-la.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 7.26, e nenhuma delas entrará num resumo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Giorgian De Arrascaeta está nela.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.72 para o resto.
7.65, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Giorgian De Arrascaeta e o Flamengo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Jorginho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Léo Ortiz, e o treinador deixou.
A formação existe exatamente para esta manhã. Marcelo Borges passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Matheus Pacheco é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Mosquito está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Sport Recife continuou a vir porque nada o travou, e ao Flamengo vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Pedro produziu-o, e o 8.92 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A proposta do MC Alger por Dyogo Alves foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Flamengo a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«75 internacionalizações são mais do que alguma vez esperei, e está na hora de serem de outro.» Aos 35 acabou com a selecção e está longe de acabar com o Flamengo.