A proposta do Dordrecht por César Inga foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Vitesse, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A camisola ainda lhe serve. Bogdan Bogdanović está de volta ao Feyenoord, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Givairo Read e o Feyenoord acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
As regras permitem-no e dói na mesma. Zakaria Ouazane acertou condições com o PSV para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oscar Gloukh estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ajax fica com o seu homem, e o Feyenoord volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
O bancoOscar Gloukh volta a ter um treinador que o conhece
Dyon Dorenbosch lesiona os ligamentos do joelho — 96 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 96 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Groningen ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Dmitry Shumikhin acabou de assinar pelo Groningen e, por uma vez, a resposta importava.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Valentin Vidal e o Groningen acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel04/08/2036
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Twente vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Aaron Ibrahim pré-acordou a mudança para o Groningen, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
O Groningen perguntou e o Anderlecht disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
110 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Groningen já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do APOEL por Fabio Miretti foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kjell Vanherf será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel21/07/2036
Julián Álvarez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Groningen vai falar em 17 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
117 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Groningen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel14/07/2036
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valentin Vidal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
131 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Groningen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 16 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Groningen, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julián Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Feyenoord fica com o seu homem, e o Groningen volta a uma lista com um nome riscado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Groningen ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Uma sondagem ao Borussia Dortmund para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Dyon Dorenbosch lesiona os ligamentos do joelho — 138 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 138 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Groningen, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 23 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kjell Vanherf será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julián Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Plantel09/06/2036
37 dias de fora para Virgil Malen depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Groningen vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Groningen a ouviu como outra coisa.
A proposta do Dordrecht por Indrit Tuci foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Valentin Vidal quer futebol continental; se o Groningen o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
O negócio com o RB Leipzig está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Plantel09/06/2036
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O RB Leipzig fica com o seu homem, e o Groningen volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
PlantelLesão muscular e 16 dias de fora para Guus Hateboer
44 dias de fora para Virgil Malen depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Groningen vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Groningen podem fingir não ter ouvido.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O Groningen nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Plantel02/06/2036
Julián Álvarez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Groningen perguntou e o Feyenoord disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Jerayno Hunte tem a sua resposta do Groningen; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
51 dias de fora para Virgil Malen depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Groningen vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não há pior forma de perder um futebolista. Kjell Vanherf pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Valentin Vidal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/05/2036
Job Kalisvaart desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Noah Bischof, e o treinador deixou.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco26/05/2036
Indrit Tuci tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Groningen dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
7.º lugar com 51 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel28/04/2036
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dyon Dorenbosch esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kenan Haroun, e o treinador deixou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kenan Haroun será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.91 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Fabio Miretti esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
22 jogos longe de casa e 18 golos de colheita. Cada um deles torna a conversa do próximo verão um pouco mais cara.
Plantel21/04/2036
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel21/04/2036
Uma transferência que Brayan Zapata teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Brayan Zapata está a viver essa versão no Groningen, e costuma notar-se no primeiro mês.
O RKC Waalwijk vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Ward van Sleeuwen pré-acordou a mudança para o Groningen, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Groningen lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Guus Hateboer será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
Plantel07/04/2036
Julián Álvarez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Job Kalisvaart, e o treinador deixou.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco07/04/2036
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julián Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Valentin Vidal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Groningen sabem-no.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Job Kalisvaart: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Groningen a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
O banco31/03/2036
Indrit Tuci tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Groningen dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 11 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 19 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Groningen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Ajax fechou tudo por 0‑2. A época reduz-se ao campeonato, e no estádio já se sabia muito antes do apito final.
As bancadas11/02/2036
Uma goleada na taça no Ajax deixa o Groningen a explicar-se
0-3, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
O negócio que levaria Sesynijo Tilborg para o Cambuur caiu na fase final e ele reapresenta-se no Groningen com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Groningen ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Valentin Vidal quer futebol continental; se o Groningen o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
75 dias de fora para Valentin Vidal depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Groningen vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Julián Álvarez produziu-o, e o 9.14 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Kenan Haroun marcou, foi avaliado com 7.88 e voltou antes de alguém dar pela falta.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel17/12/2035
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Inti López
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Fabio Miretti
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 82 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Julián Álvarez produziu-o, e o 8.98 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Groningen e do Cambuur por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Job Kalisvaart estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
117 dias de fora para Valentin Vidal depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Groningen vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Groningen ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel05/11/2035
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valentin Vidal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Kamohelo Mareletse acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Groningen substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 124 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valentin Vidal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Utrecht vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Romeo Benítez pré-acordou a mudança para o Groningen, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Job Kalisvaart estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Julián Álvarez e o Groningen acertam mais 2 anos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Stavros Gavriel será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
Fabio Miretti esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Terminou 2‑0, e a tarde foi de Julián Álvarez: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Groningen.
Plantel08/10/2035
Job Kalisvaart desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
0‑4 para o Ajax, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Groningen podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Groningen lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel01/10/2035
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Naj Lulić, e o treinador deixou.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 28 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julián Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Devin Haen acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Groningen substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Avaliado com 7.65. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valentin Vidal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Twente vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Rico Richards pré-acordou a mudança para o Groningen, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Julián Álvarez. 2‑1 sobre o Twente, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O relógio fez o que o Sparta Rotterdam não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Plantel17/09/2035
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Job Kalisvaart está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Groningen ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
42 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Verba acordada, salário acordado, e o Den Bosch à espera com uma camisola. No Groningen ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Job Kalisvaart agiu, no Groningen, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Senne Steijlen será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Stavros Gavriel acertou condições com o Fortuna Sittard para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Plantel10/09/2035
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julián Álvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valentin Vidal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O relógio fez o que o Willem II não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
49 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O negócio com o Willem II está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Direção03/09/2035
O Groningen fecha o mercado com um plantel feito por si
35 entradas e 25 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Groningen podem fingir não ter ouvido.
Fabio Miretti e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Bas Depay agiu, no Groningen, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Groningen já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Groningen podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Groningen perguntou e o Utrecht disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Twente fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
A proposta seguiu esta semana para o Ajax, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
63 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Groningen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Groningen já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Groningen, e não vai ser retirado.
O negócio que levaria Naj Lulić para o Heerenveen caiu na fase final e ele reapresenta-se no Groningen com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
A proposta do AZ por Joel Klaassen foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Groningen foi ao Vitesse com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Fabio Miretti esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel20/08/2035
Julián Álvarez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
70 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Verba acordada, condições acordadas, e um exame que disse o contrário. Ele volta para o Utrecht; o Groningen volta ao mercado; e ambos vão insistir que aqui não há história nenhuma.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $782.7K do que o Groningen pagou por Alexandre Stanić é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não há pior forma de perder um futebolista. Tomasz Pieńko pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
O Tekstilac Odžaci e o IMT acertaram em $280.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tekstilac Odžaci coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kabu Agyemang Raymond estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Tekstilac Odžaci perguntou e o Groningen disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Erjon Berisha e o Tekstilac Odžaci acertam mais 3 anos.
O banco13/08/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Ryan Tutu está em marcha
Alvos de mercadoUm empréstimo de Milan Nastasic está em marcha
77 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Groningen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Groningen ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Senne Steijlen será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexandre Stanić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Groningen sabem-no.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Groningen, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
84 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Indrit Tuci será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Senne Steijlen pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julián Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Valentin Vidal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Groningen sabem-no.
91 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Groningen já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Utrecht aceitou o dinheiro. O que o Groningen ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel23/07/2035
Julián Álvarez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Valentin Vidal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Twente fica com o seu homem, e o Groningen volta a uma lista com um nome riscado.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 98 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o LASK à espera com uma camisola. No Groningen ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Groningen podem fingir não ter ouvido.
Fabio Miretti e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/07/2035
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexandre Stanić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Groningen ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Groningen, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
105 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A proposta do Club Brugge por Julián Álvarez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Groningen já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Inti López não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Fabio Miretti e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel09/07/2035
Julián Álvarez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel09/07/2035
12 caras novas e o Groningen ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
112 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O telefone voltou a tocar por causa de Julián Álvarez, e desta vez do outro lado está o Club Brugge. No Groningen ouvem com educação e não prometem nada.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Groningen podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Groningen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julián Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Zwolle fica com o seu homem, e o Groningen volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para David Riegler, e o treinador deixou.
119 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Groningen podem fingir não ter ouvido.
Verba acordada, salário acordado, e o Napredak à espera com uma camisola. No Groningen ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Valentin Vidal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel25/06/2035
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabio Miretti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Alexandre Stanić pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
126 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Groningen perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Groningen podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julián Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Groningen perguntou e o Fortuna Sittard disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Valentin Vidal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Valentín Barrios acabou de assinar pelo Groningen e, por uma vez, a resposta importava.
133 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Groningen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Groningen já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Kenan Haroun agiu, no Groningen, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Groningen, e não vai ser retirado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Groningen lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
O Groningen perguntou e o Roda disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $2.9M — um clube que quer Owen Frimpong ao ponto de perguntar duas vezes.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jerayno Hunte será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Valentin Vidal quer futebol continental; se o Groningen o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julián Álvarez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Valentin Vidal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel28/05/2035
Juan Giménez consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Juan Giménez acabou de assinar pelo Groningen e, por uma vez, a resposta importava.
O Groningen fez saber ao mercado que Alexandre Stanić está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
A série sem derrotas chega aos 20 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Posição 2, 46 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Feyenoord estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Feyenoord, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bogdan Bogdanović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Feyenoord as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Feyenoord coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Feyenoord foi explícito quanto à situação de Nick Woltemade, o que é mais do que muitos recebem.
Já são 18 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Vitória por 2‑0 sobre o NEC, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Feyenoord ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nick Woltemade e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Otto Rosengren pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Aos 18 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Feyenoord sabem-no.
Em resumo
O bancoNick Woltemade tornou-se um homem de confiança do treinador
DireçãoOs salários levam 85% do que Feyenoord recebem
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jan Virgili produziu-o, e o 8.86 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Feyenoord a ouviu como outra coisa.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.89 para o resto.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Omar El Hilali e o Feyenoord acertam mais 3 anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Feyenoord ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
23 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Feyenoord perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bogdan Bogdanović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Feyenoord as despedidas começaram em silêncio.
Nick Woltemade esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
A primeira derrota em 7 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o AZ; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
11 golos e uma média de 7.21 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Em resumo
O bancoGivairo Read tornou-se um homem de confiança do treinador
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 91. O Dordrecht vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.15 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Julián Álvarez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Indrit Tuci será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Samukelo Zikalala pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Plantel27/11/2034
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Hasan Ayyildiz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Bogdan Bogdanović acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Groningen substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
50 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Feyenoord perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Feyenoord, e não vai ser retirado.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
385 jogos ao longo de 11 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Feyenoord a ouviu como outra coisa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Givairo Read está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sem Steijn, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Givairo Read assinar alguma coisa — um contrato no Feyenoord ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Feyenoord. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.