O Liverpool aceitou o dinheiro. O que o Aston Villa ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Aston Villa podem fingir não ter ouvido.
Vinícius Júnior esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Aston Villa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Newcastle United vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Hjalte Bidstrup pré-acordou a mudança para o Aston Villa, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Aston Villa
O bancoVinícius Júnior perde o treinador que acreditava nele
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Aston Villa está a esgotar-se.
A proposta do Everton por Ricardo Mathias foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aston Villa, e não vai ser retirado.
O Wolverhampton paga $14.0M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
Alvos de mercado16/06/2036
Verba fechada, faltam as condições de Lisav Eissat
O Aston Villa e o Stoke City acertaram em $2.1M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $263.2K do que o Aston Villa pagou por Kauã Santos é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aston Villa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Fui adepto de clubes como este. Sei o que aqui se sente num sábado mau.» O novo treinador começa sem nada atrás e com tudo à frente.
Jogo29/09/2035
Não se vê o fim da espera do Aston Villa por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Aston Villa tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Aston Villa podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aston Villa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Aston Villa ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel01/10/2035
Lewis Miley desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Víctor Reyes quer futebol continental; se o Aston Villa o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.