«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atlético CP podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Atlético CP ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Atlético CP, mais uma semana sem a assinatura de Edu Duarte.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Atlético CP foi explícito quanto à situação de José Bolivar, o que é mais do que muitos recebem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Óscar Garcia está nela.
Nailson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Francisco Petrasso estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dois clubes atolados, um jogo entre eles, e um estádio que vai estar mais barulhento e mais assustado do que em qualquer outro momento da época. O Atlético CP sabe o que está em jogo, e toda a gente na bancada visitante também.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlético CP, e não vai ser retirado.
Jogo16/10/2027
Não se vê o fim da espera do Atlético CP por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atlético CP tem de arrancar um resultado de algum lado.
Francisco Petrasso esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel18/10/2027
Palavras no treino do Atlético CP sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nailson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Catarino Pascoal treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nailson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Francisco Petrasso estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vitoria Guimaraes fica com o seu homem, e o Atlético CP volta a uma lista com um nome riscado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Atlético CP, mais uma semana sem a assinatura de Tiago Veiga.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Rui Barbosa depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlético CP, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Atlético CP pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Direção06/09/2027
O prazo passa com 24 contratações e 2 saídas
Está feito o negócio no Atlético CP até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Atlético CP ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Catarino Pascoal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Francisco Petrasso estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
47 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlético CP perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
$2.9M era o máximo que o clube pagaria, e o Famalicao pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A proposta seguiu esta semana para o Gil Vicente, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Tiago Veiga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
$39.0K em cima da mesa do Académico de Viseu. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Atlético CP
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Jéferson Forneck acabou de assinar pelo Atlético CP e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel18/01/2027
Palavras no treino do Atlético CP sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Klebinho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Atlético CP perguntou e o Santa Clara disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Sousa, e o treinador deixou.
Dilan Neves tem 18 anos, e o Atlético CP contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jéferson Forneck e o Atlético CP acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fernandinho treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Torreense fica com o seu homem, e o Atlético CP volta a uma lista com um nome riscado.
O aperto de mão com o Benfica está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Tiago Veiga e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel11/01/2027
Palavras no treino do Atlético CP sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nailson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.