Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Salt Lake ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A proposta do Vancouver Whitecaps por Logan Erb foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não há pior forma de perder um futebolista. Sasha Cernic pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O FC Cincinnati fica com o seu homem, e o Real Salt Lake volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel31/03/2036
Rodrigo Benítez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Real Salt Lake foi explícito quanto à situação de Emeka Eneli, o que é mais do que muitos recebem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Salt Lake podem fingir não ter ouvido.
Não há pior forma de perder um futebolista. Milton Pereyra pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Pablo Ruiz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Real Salt Lake lida com um homem que quer outro país.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Carlos Oximea estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Real Salt Lake
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Real Salt Lake está a esgotar-se.
Rodrigo Benítez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel21/01/2036
Carlos Oximea desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Walter Molina treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ryan Sargent assinar alguma coisa — um contrato no Real Salt Lake ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Salt Lake, e não vai ser retirado.
David Adams e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Benítez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miles Bradley, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Real Salt Lake, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Onde jogava antes fala por ele quase todo o tempo no Real Salt Lake. O balneário respeita-o, os miúdos estudam-no, e a única coisa capaz de o furar é um mau mês.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Real Salt Lake toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Salt Lake podem fingir não ter ouvido.
Pablo Ruiz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel07/01/2036
Rodrigo Benítez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Ryan Sargent e o Real Salt Lake acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Sasha Cernic está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Matthew Corcoran está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A raiva no Real Salt Lake transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Direção24/12/2035
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Real Salt Lake
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Salt Lake ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Real Salt Lake coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel24/12/2035
Palavras no treino do Real Salt Lake sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luciano Farias está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Real Salt Lake, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nolan Norris consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Nolan Norris acabou de assinar pelo Real Salt Lake e, por uma vez, a resposta importava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ronan Black será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Salt Lake as despedidas começaram em silêncio.
Pablo Ruiz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Real Salt Lake vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
Plantel17/12/2035
Carlos Oximea desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Real Salt Lake, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ronan Black, e o treinador deixou.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Salt Lake ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Pablo Ruiz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/12/2035
Luciano Farias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Real Salt Lake sabem-no.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Real Salt Lake, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pablo Ruiz. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Salt Lake perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Salt Lake, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Salt Lake ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Real Salt Lake ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luciano Farias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Real Salt Lake perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As bancadas26/11/2035
A raiva no Real Salt Lake transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Direção26/11/2035
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Real Salt Lake
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Luca Lewis e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/11/2035
Palavras no treino do Real Salt Lake sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Carlos Oximea está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Jason Shokalook lesiona os ligamentos do joelho — 35 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Salt Lake ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Salt Lake, e não vai ser retirado.
Pablo Ruiz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel12/11/2035
Luciano Farias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 35 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
56 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Salt Lake perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 27 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Salt Lake, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Real Salt Lake pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ronan Black será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Salt Lake as despedidas começaram em silêncio.
Pablo Ruiz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luciano Farias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Real Salt Lake foi explícito quanto à situação de Logan Erb, o que é mais do que muitos recebem.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Luca Lewis
63 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Salt Lake perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Real Salt Lake falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Real Salt Lake ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Luca Lewis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Real Salt Lake foi explícito quanto à situação de Allen Rojas, o que é mais do que muitos recebem.
Não se vê o fim da espera do Real Salt Lake por uma vitória
Já são 22 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Real Salt Lake tem de arrancar um resultado de algum lado.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Salt Lake perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel17/09/2035
62 dias de fora para Emeka Eneli depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Real Salt Lake vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luciano Farias será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Salt Lake as despedidas começaram em silêncio.
Pablo Ruiz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luciano Farias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pablo Ruiz, e o treinador deixou.
A série chega a 18 e as perguntas em torno do Real Salt Lake já não são delicadas.
Plantel13/08/2035
97 dias de fora para Emeka Eneli depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Real Salt Lake vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Salt Lake ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Sasha Cernic agiu, no Real Salt Lake, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Elmer Arunta lesiona os ligamentos do joelho — 147 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 147 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Amstetten à espera com uma camisola. No Austria Klagenfurt ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Austria Klagenfurt nada responderam, o que também é uma resposta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Austria Klagenfurt coisas que levam mais de uma semana a retirar.
12 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jaden Mears estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Austria Klagenfurt perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Austria Klagenfurt estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Albin Berisha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jaden Mears está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nico Six treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Austria Klagenfurt pode pedir e sobe o salário que Nico Six pode exigir.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Austria Klagenfurt, mais uma semana sem a assinatura de Sasha Cernic.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.