“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para César Salinas, e o treinador deixou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Núñez e o Sportivo Ameliano acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sportivo Ameliano, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco26/10/2026
Alcides Ávalos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Sportivo Ameliano dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Sportivo Ameliano vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Toda a gente no Sportivo Ameliano viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
O Olimpia vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Julián Balbuena pré-acordou a mudança para o Sportivo Ameliano, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
O banco12/10/2026
Luis Olmedo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Sportivo Ameliano dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sportivo Ameliano coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Carlos Favero não precisou: 7.83, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alan Méndez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco31/08/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Miguel Gonzalez saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Dribles concretizados: 11. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Dois golos e um 8.55 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores17/08/2026
Miguel Romero não podia pedir mais na estreia — 7.22
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.22, 0 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.