Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 70 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Shea Charles marcou, foi avaliado com 7.79 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Robin Roefs está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lennon Miller. 2‑0 sobre o Torino, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
98 dias de fora para Seydou Fini depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Inter vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.30 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Giorgi Mamardashvili e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Inter sabem-no.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Roma vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O AS Roma e o Sporting CP acertaram em $36.7M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AC Milan fica com o seu homem, e o AS Roma volta a uma lista com um nome riscado.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Verba acordada, salário acordado, e o Sampdoria à espera com uma camisola. No AS Roma ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
59 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Inter perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Inter perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
9 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Inter ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.43 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 105 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Roma perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Robinho Junior não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Juventus por Maurits Kjærgaard foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O AS Roma fez a parte difícil com o Juventus, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Yusuf Akçiçek agiu, no AS Roma, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O AS Roma e o Genoa acertaram em $440.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
As bancadas14/01/2036
Os adeptos revoltam-se com a venda de Andrej Kostić por $46.7M
Vai para o Barcelona, o clube tem $46.7M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
67 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Inter perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Inter já se começa a dizer o nome dele no passado.
O AS Roma aceitou o dinheiro. O que o Inter ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Virtus Entella tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Torino por Vasilije Adžić foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Posição 3, 47 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Reda Belahyane volta a ser jogador do Inter, e a cidade tem a sua história do verão.
Plantel14/01/2036
Uma transferência que Reda Belahyane teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Reda Belahyane está a viver essa versão no Inter, e costuma notar-se no primeiro mês.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Diego Coppola fica onde está
Notas dos jogadoresMichael Olise, 34 anos, faz recuar o relógio — 7.85
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Roma falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.83 para o resto.
Sindre Walle Egeli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS Roma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dani Vivian está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Cagliari tentou reorganizar-se, o AS Roma não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.85 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Sindre Walle Egeli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo15/12/2035
O AS Roma torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Martin Vitík, e o treinador deixou.
O Udinese vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Elia Tantalocchi pré-acordou a mudança para o AS Roma, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Andrej Kostić. 1‑0 sobre o Modena, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maurits Kjærgaard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Roma as despedidas começaram em silêncio.
Sindre Walle Egeli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nota 8.03 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
O banco29/10/2035
Yoan Bonny tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Roma dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Filippo Terracciano não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Roma já se começa a dizer o nome dele no passado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maurits Kjærgaard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Roma as despedidas começaram em silêncio.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $685.6K do que o AS Roma pagou por Alessandro Sersanti é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Direção03/09/2035
O prazo passa com 23 contratações e 27 saídas
Está feito o negócio no AS Roma até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Inter fica com o seu homem, e o AS Roma volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta seguiu esta semana para o River Plate, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel18/06/2035
Alfonso Bonetti lesiona os ligamentos do joelho — 21 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 21 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Roma perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Roma, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Hertha BSC fica com o seu homem, e o AS Roma volta a uma lista com um nome riscado.
O AS Roma e o Palermo acertaram em $640.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Roma coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cagliari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mattia Agostinelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel21/05/2035
Adam Obert desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.18, e nem uma objeção no estádio.
Plantel21/05/2035
Uma lesão muscular afasta Elia Bertolini durante 14 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Cagliari vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco21/05/2035
Robinho Junior tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cagliari dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS Roma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Roma coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Fiorentina levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco14/05/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Danilo Serra saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O banco14/05/2035
Edmund Baidoo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Roma dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O Monza vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Cagliari foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
1 para Luka Kadić, avaliado com 7.91, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Uma média de 7.33 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Cagliari e do Monza por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cagliari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel07/05/2035
Palavras no treino do Cagliari sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Adam Obert está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Augusto Scarone e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cagliari ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Nota 7.46 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Cagliari, o melhor em campo era deles.
Plantel07/05/2035
6 caras novas e o Cagliari ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Oliwier Wojciechowski.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Roma, e não vai ser retirado.
Sindre Walle Egeli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Jogo28/04/2035
O AS Roma torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em AS Roma já falam dele no passado.
Plantel30/04/2035
Maurits Kjærgaard desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
16 golos em 29 jogos no Cagliari — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No AS Roma alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Avaliado com 7.84. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Leonardo Vinti será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cagliari as despedidas começaram em silêncio.
16 golos e uma média de 7.30 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Plantel30/04/2035
Adam Obert desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Cagliari sabem-no.
Augusto Scarone e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cagliari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Toda a gente no Cagliari viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cagliari coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel23/04/2035
Sander Risan Mørk desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Cagliari vai falar em 16 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
A série sem derrotas chega aos 16 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel09/04/2035
Giovanni Sanna lesiona os ligamentos do joelho — 23 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS Roma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Maurits Kjærgaard estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
15 golos em 27 jogos no Cagliari — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No AS Roma alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O Pianese vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Cagliari foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Robinho Junior produziu-o, e o 9.33 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ouseynou Sow produziu-o, e o 8.84 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
15 golos e uma média de 7.29 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel09/04/2035
Palavras no treino do Cagliari sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mattia Agostinelli está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel26/03/2035
Giovanni Sanna lesiona os ligamentos do joelho — 37 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 37 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.05 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Maurits Kjærgaard estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Lapo Nava esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
16 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cagliari perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cagliari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Adam Obert estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma média de 7.23 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cagliari coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Catanzaro marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
O banco26/03/2035
Robinho Junior tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cagliari dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Maurits Kjærgaard e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
24 jogos no Cagliari e os golos não param. No AS Roma acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
Emprestados12/03/2035
Os golos continuam a chegar do exílio de Alfonso Monti
9 golos em 22 jogos no Monopoli — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No AS Roma alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gennaro Borrelli produziu-o, e o 8.69 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Paul Roussel será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cagliari as despedidas começaram em silêncio.
Augusto Scarone e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Antonino Viola, e o treinador deixou.
12 golos e uma média de 7.20 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel12/03/2035
Palavras no treino do Cagliari sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sander Risan Mørk está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cagliari perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dois golos e um 8.53 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Plantel05/03/2035
Enes Zengin consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Enes Zengin acabou de assinar pelo Cagliari e, por uma vez, a resposta importava.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Cagliari já falam dele no passado.
Plantel05/03/2035
Adam Obert desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cagliari perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Oliwier Wojciechowski será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cagliari as despedidas começaram em silêncio.
A formação existe exatamente para esta manhã. Nicolò Gastaldello passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Nicolò Silvestri passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Gianmarco Coppola está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cagliari coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oliwier Wojciechowski, e o treinador deixou.
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O negócio que levaria Matthias Braunöder para o Modena caiu na fase final e ele reapresenta-se no AS Roma com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Riccardo Landi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Roma as despedidas começaram em silêncio.
Nejc Viher esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O AS Roma perguntou e o Juventus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Andrej Kostić. 1‑0 sobre o Juventus, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thomas Kristensen, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresEdmund Baidoo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 28 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.98 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nathaniel Ogungbemi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cagliari as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cagliari coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Cagliari perguntou e o Olympique de Marseille disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel19/02/2035
Palavras no treino do Cagliari sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sander Risan Mørk está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Cagliari já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cagliari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O telefone voltou a tocar por causa de Mattia Felici, e desta vez do outro lado está o Salernitana. No Cagliari ouvem com educação e não prometem nada.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cagliari, e não vai ser retirado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Oliwier Wojciechowski acertou condições com o Modena para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cagliari coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Cagliari perguntou e o Venezia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
$16.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Foggia pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Augusto Scarone acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Cagliari substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
A raiva no Cagliari transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Cagliari perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Cagliari foi ao Pisa com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Cagliari perguntou e o Juventus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Gabriele Di Giovannantonio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Cagliari já falam dele no passado.
Plantel25/12/2034
Luka Kadić consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Luka Kadić acabou de assinar pelo Cagliari e, por uma vez, a resposta importava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Cagliari foi explícito quanto à situação de Gabriele Di Giovannantonio, o que é mais do que muitos recebem.
David Kouale Kondrou e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Luka Kadić e o Cagliari acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A raiva no Cagliari transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
0‑1 frente ao AS Roma, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cagliari, e não vai ser retirado.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.99 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Paul Roussel será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cagliari as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cagliari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Gennaro Borrelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um ponto arrancado aos 90 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Simon Okafor e o Cagliari acertam mais 4 anos.
O Renate vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Cagliari foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Cristian Cama e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Plantel27/11/2034
Palavras no treino do Cagliari sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sander Risan Mørk está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Avaliado com 8.16. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Cagliari.
Plantel27/11/2034
No Cagliari ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gabriele Di Giovannantonio será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cagliari as despedidas começaram em silêncio.
Cristian Cama esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Cagliari foi explícito quanto à situação de Ammar Asani, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nedved Owusu, e o treinador deixou.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jotta será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cagliari as despedidas começaram em silêncio.
Aos 34 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 7.95, e ninguém melhor em campo.
Jogo28/10/2034
Ninguém quer jogar contra o Cagliari neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cagliari coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Cagliari sabem-no.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sander Risan Mørk estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cagliari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Andriano Lebib pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Cagliari foi explícito quanto à situação de Gioele Bosi, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Thomas, e o treinador deixou.
Plantel09/10/2034
Sander Risan Mørk desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
As regras permitem-no e dói na mesma. Jotta acertou condições com o Hellas Verona para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Sander Risan Mørk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Cagliari terá de responder com minutos ou com uma transferência.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cagliari, mais uma semana sem a assinatura de Gioele Bosi.