Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 93 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Leon Musaev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bogdan Levchenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ivan Yakubovskiy, e o treinador deixou.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Stanislau Ihnatovich depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
O Niva vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Neman foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 100 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Lenny Pley no seu melhor
O bancoA vista do banco
O bancoBogdan Levchenko tornou-se um homem de confiança do treinador
114 dias de fora para Ivan Sanko depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Neman vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os balanços não querem saber de forma nem de à volta de quem o treinador tencionava construir. A direção decidiu que é precisa uma venda, e só falta saber que nome acaba por carregá-la.
Maxim Kravtsov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção08/03/2032
12 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Neman
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bogdan Levchenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente deixou de fingir: o Volna Pinsk vai fazer a chamada por Kirill Semashko esta semana. O Neman tem um número em mente, e o número não é tímido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ivan Sanko, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Neman, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Posição 11 e 20 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Leon Musaev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mateush Montevka, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bogdan Levchenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ivan Sanko apontou a data.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Bogdan Levchenko não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Leon Musaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
Em resumo
O bancoLeon Musaev pede uma conversa com o treinador
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Ostrovets tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Leon Musaev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel02/02/2032
Maxim Kravtsov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gleb Soldatenkov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Leon Musaev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bogdan Levchenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um mês em que todos os rumores são possíveis e a maioria é disparate. O treinador tem uma lista, a direção tem um número, e nenhum conta ao outro a história toda.
Kirill Veidyger esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Vadzim Balanovich agiu, no Neman, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lenny Pley, e o treinador deixou.
Ninguém no Neman dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A ordem veio de cima e não do banco, que é a versão desta conversa de que nenhum treinador gosta. Alguém daquele plantel está agora disponível, ache o homem que faz o onze o que achar.
Leon Musaev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/01/2032
Bogdan Levchenko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Simeon Turlakov está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Leon Musaev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexey Shalashnikov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ivan Sanko, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Maxim Kravtsov assinar alguma coisa — um contrato no Neman ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maxim Autko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Leon Musaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bogdan Levchenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Neman está a esgotar-se.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel24/11/2031
Bogdan Levchenko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém no Neman dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Lenny Pley treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Neman sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Administradores no edifício, 9 pontos retirados da tabela, e um plantel a que não se pode acrescentar nada. O futebol continua; o clube por que se jogava foi, por agora, tirado das suas próprias mãos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gleb Soldatenkov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sergey Pushnyakov e o Neman acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É dinheiro que mantém as luzes acesas, não dinheiro que compra um central, e essa diferença é a história toda. Um clube que vive do dono e não do futebol tem apenas uma conversa pela frente.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bogdan Levchenko está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Neman está a esgotar-se.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Timur Minets será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Leon Musaev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Neman, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sergey Pushnyakov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
Plantel22/09/2031
Vladislav Leshko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Neman, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Ostrovets tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 7, saíram 7, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Neman está a esgotar-se.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Timur Minets será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Vladislav Leshko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Ivan Yakubovskiy não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Verba acordada, salário acordado, e o Slutsk à espera com uma camisola. No Neman ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 6 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Sergey Pushnyakov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Bogdan Levchenko não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Verba acordada, salário acordado, e o Lokomotiv Gomel à espera com uma camisola. No Neman ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Jogo16/08/2031
Não se vê o fim da espera do Neman por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Neman tem de arrancar um resultado de algum lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alexandr Ednach será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
5 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Sergey Pushnyakov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Maxim Kravtsov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maxim Autko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 23 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Sergey Pushnyakov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexey Shalashnikov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ordabasy fica com o seu homem, e o Neman volta a uma lista com um nome riscado.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Neman vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Lokomotiv Gomel à espera com uma camisola. No Neman ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Kirill Semashko não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Sergey Pushnyakov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
Plantel21/07/2031
Vladislav Leshko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
6 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Slonim foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 45. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A instrução veio da sala da direção e o banco não concordou com ela. Alguém vai sair, à verba chamar-lhe-ão bom negócio, e o treinador vai passar a época a reconstruir à volta do espaço vazio.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maxim Autko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
Sergey Pushnyakov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AS Trencin fica com o seu homem, e o Neman volta a uma lista com um nome riscado.
O telefone voltou a tocar por causa de Bogdan Levchenko, e desta vez do outro lado está o Lokomotiv Gomel. No Neman ouvem com educação e não prometem nada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kirill Kavalyou será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Leon Musaev e o Neman acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Metade do calendário jogado, 7.º lugar, 19 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Neman, mais uma semana sem a assinatura de Simeon Turlakov.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Neman sobre quem trabalha
29 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Neman perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Vladislav Leshko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sergey Pushnyakov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexey Shalashnikov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Stanislau Ihnatovich depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Pavel Savitskiy lesiona os ligamentos do joelho — 24 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 24 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gleb Soldatenkov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Orsha foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexey Shalashnikov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bogdan Levchenko, e o treinador deixou.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Maxim Kravtsov. 1‑0 sobre o Orsha, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Pavel Savitskiy lesiona os ligamentos do joelho — 31 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 31 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kirill Kavalyou será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco14/04/2031
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Stanislau Ihnatovich saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Dribles concretizados: 49. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
38 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Neman perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Ostrovets segue em frente e o Neman vai para casa, com um 1‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
A instrução veio da sala da direção e o banco não concordou com ela. Alguém vai sair, à verba chamar-lhe-ão bom negócio, e o treinador vai passar a época a reconstruir à volta do espaço vazio.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maxim Autko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Sergey Pushnyakov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O buraco nas contas voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm o direito de agradecer e de perguntar o que acontece no mês em que não for, e os dois sentimentos chegam juntos.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Neman sobre quem trabalha
59 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Neman perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vladislav Leshko está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pavel Savitskiy lesiona os ligamentos do joelho — 80 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 80 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta ficou muito aquém e em Neman não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Direção24/02/2031
O Neman fecha o mercado com um plantel feito por si
6 entradas e 2 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gleb Soldatenkov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vladislav Leshko está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
87 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Neman perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Volna Pinsk por Bogdan Levchenko foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kirill Kavalyou será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexey Shalashnikov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Egor Korzun, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vladislav Leshko está nela.
101 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Neman perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Uni-X Labs tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
Sergey Pushnyakov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Pyunik fica com o seu homem, e o Neman volta a uma lista com um nome riscado.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vladislav Leshko está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pavel Savitskiy lesiona os ligamentos do joelho — 108 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 108 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/01/2031
Maxim Kravtsov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Kirill Semashko e o Neman acertam mais 3 anos.
Perguntou-se ao AS Trencin se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Neman estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
A instrução veio da sala da direção e o banco não concordou com ela. Alguém vai sair, à verba chamar-lhe-ão bom negócio, e o treinador vai passar a época a reconstruir à volta do espaço vazio.
Sergey Pushnyakov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel06/01/2031
Maxim Kravtsov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kirill Semashko, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Neman, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
O bancoO treinador faz uma promessa a Timur Minets
Leon Musaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sergey Pushnyakov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ivan Sanko apontou a data.
Leon Musaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel11/11/2030
Sergey Pushnyakov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Ivan Yakubovskiy e o Neman acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Maxim Kravtsov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Niva tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Timur Minets será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sergey Pushnyakov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Ninguém no Neman dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ivan Yakubovskiy, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Neman sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Baranovichi por Mateush Montevka foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mais um nome na lista: o Belshina fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Bogdan Levchenko. A resposta do Neman não mudou — para já.
Direção09/09/2030
O Neman fecha o mercado com um plantel feito por si
6 entradas e 11 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Uma média de 6.61 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Neman têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Leon Musaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelSergey Pushnyakov desentende-se com um colega por causa das exigências
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Lokomotiv Gomel tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Neman marcou aos 93, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Leon Musaev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sergey Pushnyakov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 36. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não há pior forma de perder um futebolista. Denis Roussel pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sergey Pushnyakov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
Leon Musaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel12/08/2030
Maxim Kravtsov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Bogdan Levchenko tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Neman não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Verba acordada, salário acordado, e o Orsha à espera com uma camisola. No Neman ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Jogo03/08/2030
Não se vê o fim da espera do Neman por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Neman tem de arrancar um resultado de algum lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kirill Kavalyou será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Leon Musaev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/08/2030
Mario Castro consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mario Castro acabou de assinar pelo Neman e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sergey Pushnyakov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Mateush Montevka não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bogdan Levchenko e o Neman acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Leon Musaev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sergey Pushnyakov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Segue-se o Naftan, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém em campo chegou perto de Dmitriy Girs
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 19 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Neman perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Sergey Pushnyakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Oleg Evdokimov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 19 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Neman já se começa a dizer o nome dele no passado.
Leon Musaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/07/2030
Sergey Pushnyakov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Verba acordada, salário acordado, e o Niva à espera com uma camisola. No Neman ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Orsha tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.25 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os balanços não querem saber de forma nem de à volta de quem o treinador tencionava construir. A direção decidiu que é precisa uma venda, e só falta saber que nome acaba por carregá-la.
A série sem derrotas chega aos 17 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Verba acordada, salário acordado, e o Naftan à espera com uma camisola. No Neman ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Timur Minets será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A série sem derrotas chega aos 16 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Lokomotiv Gomel tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o Slonim à espera com uma camisola. No Neman ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 44. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Mais um nome na lista: o Lokomotiv Gomel fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Bogdan Levchenko. A resposta do Neman não mudou — para já.
Leon Musaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/06/2030
Sergey Pushnyakov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente deixou de fingir: o Slonim vai fazer a chamada por Marat Vasilkevich esta semana. O Neman tem um número em mente, e o número não é tímido.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Neman vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 14 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Jogo08/06/2030
O Neman torna a sua casa um sítio difícil de visitar
16 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 92. O Uni-X Labs vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Neman, e não vai ser retirado.
Sergey Pushnyakov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Neman falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bogdan Levchenko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Leon Musaev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel03/06/2030
Sergey Pushnyakov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Levchenko está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Leon Musaev assinar alguma coisa — um contrato no Neman ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 31 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Jogo25/05/2030
O Neman torna a sua casa um sítio difícil de visitar
15 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Neman ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Neman coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sergey Pushnyakov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Lida foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Dribles concretizados: 45. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel13/05/2030
Pavel Savitskiy lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Neman vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Jogo11/05/2030
O Neman torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marat Vasilkevich será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Neman as despedidas começaram em silêncio.
Jogo11/05/2030
Não se vê o fim da espera do Neman por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Neman tem de arrancar um resultado de algum lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sergey Pushnyakov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.