Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kofi Duffour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Auckland City as despedidas começaram em silêncio.
Shae Cahill e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco21/03/2033
Xavier Stella volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Auckland City já trabalhou com Xavier Stella e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Plantel21/03/2033
Domagoj Maltar desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Auckland City, mais uma semana sem a assinatura de Michael Fosu.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jordan Taylor, e o treinador deixou.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Uma convocatória elogia o jogador e o clube que o formou na mesma frase. O Auckland City gostava de o receber inteiro e sabe que não vai ser consultado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Auckland City pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Auckland City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Shae Cahill e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco21/02/2033
Xavier Stella volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Auckland City já trabalhou com Xavier Stella e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Michael Fosu, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luka Vicelich está nela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Paul Ochuoga estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Auckland City, mais uma semana sem a assinatura de Lukas Wedl.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Auckland City já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Auckland City, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Gimnàstic fica com o seu homem, e o Auckland City volta a uma lista com um nome riscado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Verba acordada, salário acordado, e o Canterbury United à espera com uma camisola. No Auckland City ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kofi Duffour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Auckland City as despedidas começaram em silêncio.
Shae Cahill esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Melbourne Victory fica com o seu homem, e o Auckland City volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Xavier Stella estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Auckland City falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Auckland City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Plantel10/01/2033
Uma transferência que Luka Vicelich teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Luka Vicelich está a viver essa versão no Auckland City, e costuma notar-se no primeiro mês.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Noah DuPont marcou, foi avaliado com 7.97 e voltou antes de alguém dar pela falta.
A proposta do WaiBOP United por Kofi Duffour foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Southampton fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Jogo08/01/2033
Ninguém quer jogar contra o Auckland City neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Em resumo
MercadoComo se nunca tivesse saído: Luka Vicelich regressa
25 dias de fora para Michael Woud depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Auckland City vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Auckland City estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Quinn MacNicol e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Melbourne Victory fica com o seu homem, e o Auckland City volta a uma lista com um nome riscado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Auckland City falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Auckland City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Shae Cahill esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Segue-se o Hawke's Bay United, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco20/12/2032
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Owen Nelson saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Al Hassan Touré
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 67 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
12 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Auckland City beneficiou disso.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.06 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Auckland City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um 2‑0 sobre o Waitakere United, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Auckland City, e não vai ser retirado.
Shae Cahill esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Auckland City sabem-no, e também todos os que o veem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Auckland City, mais uma semana sem a assinatura de Michael Woud.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Auckland City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Shae Cahill e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel25/10/2032
Uma transferência que Paul Ochuoga teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Paul Ochuoga está a viver essa versão no Auckland City, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jayden Chambers-Morgan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Adam Bell, e o treinador deixou.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Auckland City sabe em que fase está.
O banco25/10/2032
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Owen Nelson a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
O bancoAl Hassan Touré tornou-se um homem de confiança do treinador
Notas dos jogadoresMatt Ellis encarou-os todo o jogo
MercadoExperiência a entrar pela porta do Auckland City
Tommy Tuiloma lesiona os ligamentos do joelho — 21 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 21 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Shae Cahill e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel27/09/2032
11 caras novas e o Auckland City ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Auckland City, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mamadou Loum está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Haris Zeb. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Auckland City perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Auckland City podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Auckland City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Shae Cahill e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Besian Kutleshi está a viver essa versão no Auckland City, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jayden Chambers-Morgan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Angelo Fulgini treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O banco20/09/2032
Al Hassan Touré tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Auckland City dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kofi Duffour, e o treinador deixou.
Em resumo
MercadoA história de Michael Woud recusa-se a morrer
MercadoContinua sem haver assinatura de Michael Woud
DireçãoA formação do Auckland City continua a produzir
Tommy Tuiloma lesiona os ligamentos do joelho — 35 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Auckland City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Auckland City, e não vai ser retirado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Auckland City já falam dele no passado.
Plantel13/09/2032
Uma transferência que Xavier Stella teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Xavier Stella está a viver essa versão no Auckland City, e costuma notar-se no primeiro mês.
A camisola ainda lhe serve. Xavier Stella está de volta ao Auckland City, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Auckland City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alex Gersbach e o Auckland City acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Adam Bell não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Auckland City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Auckland City podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kofi Duffour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Auckland City as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Auckland City fez a parte difícil com o Sevilla, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Adam Bell e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel16/08/2032
Palavras no treino do Auckland City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mamadou Loum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Auckland City podem fingir não ter ouvido.
O negócio que levaria Kofi Duffour para o WaiBOP United caiu na fase final e ele reapresenta-se no Auckland City com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Auckland City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jayden Chambers-Morgan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Auckland City, mais uma semana sem a assinatura de Luka Vicelich.
O Auckland City já telefonou ao Melbourne Victory. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Auckland City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Melbourne Victory fica com o seu homem, e o Auckland City volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Auckland City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O telefone voltou a tocar por causa de Kofi Duffour, e desta vez do outro lado está o WaiBOP United. No Auckland City ouvem com educação e não prometem nada.
Plantel26/07/2032
Mamadou Loum desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 35 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
O Auckland City já telefonou ao Melbourne Victory. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Auckland City podem fingir não ter ouvido.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jackson Stewart está a viver essa versão no Auckland City, e costuma notar-se no primeiro mês.
Ryan Kalms e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O novo treinador do Auckland City já trabalhou com Siyabonga Mkhize e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Plantel31/05/2032
Palavras no treino do Auckland City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Hadriel Ntumbabu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção31/05/2032
Os salários engolem 88% das receitas do Auckland City
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Tem 18 anos e ninguém em Auckland City o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
O banco31/05/2032
Al Hassan Touré tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Auckland City dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ryan Kalms treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Auckland City perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 3, 21 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Auckland City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ryan Kalms esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/05/2032
Mamadou Loum desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O novo treinador do Auckland City já trabalhou com Siyabonga Mkhize e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Quicala Bari está nela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. James Stamatelopoulos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Auckland City as despedidas começaram em silêncio.
Adam Bell e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel22/03/2032
Palavras no treino do Auckland City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mamadou Loum está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O novo treinador do Auckland City já trabalhou com Siyabonga Mkhize e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Plantel22/03/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no Auckland City
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Auckland City pode pedir e sobe o salário que Tze Xuan Loke pode exigir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Michael Lockyer será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Auckland City as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Auckland City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/03/2032
Mamadou Loum desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O novo treinador do Auckland City já trabalhou com Siyabonga Mkhize e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Oscar Fryer está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Auckland City, mais uma semana sem a assinatura de Ryan Kalms.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Auckland City pode pedir e sobe o salário que Oscar Fryer pode exigir.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Auckland City admitiria. Nota-se aos sábados.