É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Thiago Mastrolorenzo quer futebol continental; se o LA Galaxy o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No LA Galaxy ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no LA Galaxy coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/06/2034
Palavras no treino do LA Galaxy sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Sanabria está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel12/06/2034
Joseph Paintsil tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no LA Galaxy dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Valentín Gelos lesiona os ligamentos do joelho — 23 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no LA Galaxy falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em LA Galaxy já falam dele no passado.
Jogo13/05/2034
Não se vê o fim da espera do LA Galaxy por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no LA Galaxy tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no LA Galaxy coisas que levam mais de uma semana a retirar.
51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O LA Galaxy perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no LA Galaxy falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do LA Galaxy, e não vai ser retirado.
João Klauss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
22 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Abdul Aziz Batibie. 1‑0 sobre o FC Dallas, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
67 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O LA Galaxy perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no LA Galaxy falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.83 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Tomás Romero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ralph Priso lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 99 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do LA Galaxy, e não vai ser retirado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.62 para o resto.
João Klauss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tomás Romero quer futebol continental; se o LA Galaxy o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
65 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O LA Galaxy perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 1, 60 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel06/02/2034
Lucas Sanabria desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tomás Romero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
97 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O LA Galaxy perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 1, 60 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Hassan Abdulrahman e o LA Galaxy acertam mais 2 anos.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No LA Galaxy estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Juárez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no LA Galaxy as despedidas começaram em silêncio.
João Klauss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O único prémio que mais ninguém no relvado pode ganhar vai para Matt Freese, com 15 balizas a zeros ao longo da época. Há guarda-redes que esperam uma carreira inteira por uma época assim.
Plantel12/12/2033
Lucas Sanabria desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Posição 1, 60 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
João Klauss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Posição 1, 60 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do LA Galaxy, e não vai ser retirado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. David Bradley não precisou: 7.68, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
João Klauss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/10/2033
Bater Matt Freese tornou-se o trabalho mais difícil da divisão
15 jogos sem sofrer, e a contar. Os avançados costumavam acreditar aqui; agora rematam cedo demais, rematam ao lado, e procuram alguém a quem atribuir a culpa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No LA Galaxy ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no LA Galaxy coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/09/2033
Lucas Sanabria desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Alexandro Licona quer futebol continental; se o LA Galaxy o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» David Bradley e o LA Galaxy acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O LA Galaxy sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 95. O Sporting Kansas City vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que LA Galaxy podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores22/08/2033
Um golo de defesa dá a vitória ao LA Galaxy — 7.77
1 para Mamadou Mbacke, avaliado com 7.77, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Juárez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no LA Galaxy as despedidas começaram em silêncio.
João Klauss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Pablo está a viver essa versão no LA Galaxy, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel22/08/2033
Lucas Sanabria desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mamadou Mbacke. 2‑1 sobre o Sporting Kansas City, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
1‑2 frente ao Chicago Fire, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do LA Galaxy, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no LA Galaxy coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A proposta do Seattle Sounders por Carlos Garcés foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do LA Galaxy, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Flamarion será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no LA Galaxy as despedidas começaram em silêncio.
Ações defensivas: 22. Chegou primeiro a tudo e tarde a nada, e por isso o guarda-redes teve um dia tranquilo.
Plantel25/07/2033
Palavras no treino do LA Galaxy sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Sanabria está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Juan Perea esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A série sem derrotas chega aos 20 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 16 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
41 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O LA Galaxy perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
25 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Juárez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no LA Galaxy as despedidas começaram em silêncio.
João Klauss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no LA Galaxy falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel23/05/2033
Lautaro Daus lesiona os ligamentos do joelho — 70 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 70 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.90 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Juárez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no LA Galaxy as despedidas começaram em silêncio.
João Klauss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
23 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no LA Galaxy falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel25/04/2033
Kalvin Ketu lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo23/04/2033
O LA Galaxy torna a sua casa um sítio difícil de visitar
16 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do LA Galaxy, e não vai ser retirado.
27 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Hassan Abdulrahman esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No LA Galaxy ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.