Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Utrecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Jong Utrecht lida com um homem que quer outro país.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Jong Utrecht sabe dizer em que semana.
Plantel08/05/2034
Oleksandr Yatsyk desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Driss Laaouina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
14 ações combinadas e 7.09. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Yatsyk estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Donny van der Lijcke assinar alguma coisa — um contrato no Jong Utrecht ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
6.º lugar com 59 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Utrecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Yatsyk estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oleksandr Yatsyk, e o treinador deixou.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Jong Utrecht pode pedir e sobe o salário que Driss Laaouina pode exigir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Driss Laaouina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Yatsyk estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Daley Promes chama-lhe outra coisa em privado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Oleksandr Yatsyk treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Jong Utrecht, e não vai ser retirado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Jong Utrecht sabem-no.
Plantel13/03/2034
Palavras no treino do Jong Utrecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejo Gelsomino está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Oleksandr Yatsyk treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 91. O VVV-Venlo vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Jong Utrecht já falam dele no passado.
Notas dos jogadores20/02/2034
Owen Wijndal, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.35
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.35 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel20/02/2034
Frenkie Bergwijn desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Noah Bischof será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Yatsyk estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Jong Utrecht disse a Alejo Gelsomino que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Jong Utrecht terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Utrecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.00 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Dennis Man. 2‑1 sobre o Den Bosch, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Em resumo
JogoEm cima do apito, um ponto para o Jong Utrecht
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Verba acordada, salário acordado, e o Telstar à espera com uma camisola. No Jong Utrecht ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.81 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Quincy De Jong, e o treinador deixou.
Segue-se o Helmond Sport, e há um homem no balneário do Jong Utrecht que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Dribles concretizados: 11. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Jong Utrecht ficou diferente depois.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Kenneth Gakpo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Owen Klaassen pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Aos 34 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 7.80, e ninguém melhor em campo.
Jogo17/12/2033
Aconteça o que acontecer, o Jong Utrecht não perde
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 10 ações, 7.64, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vasilis Barkas, e o treinador deixou.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Donny van der Lijcke ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Jong Utrecht ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Owen Wijndal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo10/12/2033
Aconteça o que acontecer, o Jong Utrecht não perde
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Oleksandr Yatsyk treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Noah Bischof: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Jong Utrecht a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
14 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Driss Laaouina subiu nela.
7 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Emmen defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Jong AZ defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Em resumo
Notas dos jogadoresUma tarde que Lucas Rosa vai querer de volta
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Antevisão28/11/2033
O Jong Utrecht mede-se com a equipa que todos perseguem
O Jong AZ chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Jong Utrecht pode pedir e sobe o salário que Santiago Moya pode exigir.
Segue-se o Jong AZ, e há um homem no balneário do Jong Utrecht que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nacho Ferri produziu-o, e o 8.64 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não há pior forma de perder um futebolista. Driss Laaouina pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Gjivai Zechiël esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Liam van Nistelrooij estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Segue-se o Ajax, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Twente ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Daan Rots esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel21/11/2033
Sondre Ørjasæter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Utrecht vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Driss Laaouina pré-acordou a mudança para o Twente, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Twente ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Disseram uma coisa a Tommy Doyle e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Ninguém no Twente dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
Notas dos jogadoresDaan Rots passa por eles um de cada vez
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Utrecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Segue-se o Fortuna Sittard, e há um homem no balneário do Jong Utrecht que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Jong Utrecht tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Utrecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Steven Simons treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O Jong Utrecht fez saber ao mercado que Kenneth Weghorst está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.96 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Jong Utrecht, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Segue-se o Jong Ajax, e há um homem no balneário do Jong Utrecht que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Jong Utrecht tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 35 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Jong Utrecht é como lidar com um homem a quem deve muito.
Dribles concretizados: 12. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Driss Laaouina treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Avaliado com 5.62. Nada do que tentou resultou e a partir da hora deixou de tentar grande coisa, que é a parte em que um treinador repara, mais do que nos erros.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Dennis Man sai dessa comparação dentro da equipa, e o Jong Utrecht beneficiou de cada uma dessas tardes.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Jong Utrecht pode pedir e sobe o salário que Santiago Moya pode exigir.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Jong Utrecht, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
48 dias de fora para Žan Kovačevič depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Twente vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Twente, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Michal Sadílek será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Twente as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sondre Ørjasæter estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 37 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Daley Malen e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente deixou de fingir: o MVV Maastricht vai fazer a chamada por Stefan Leković esta semana. O Twente tem um número em mente, e o número não é tímido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Jong Utrecht podem fingir não ter ouvido.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 16 ações, 7.31, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel22/08/2033
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Jong Utrecht
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Dennis Man foi o melhor de qualquer um deles.
Segue-se o Helmond Sport, e há um homem no balneário do Jong Utrecht que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Ninguém no Jong Utrecht sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Jong Utrecht pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Lilian Raolisoa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Serviu 3 e não marcou nenhum, e ficaria ligeiramente ofendido se lhe perguntassem porquê. Os marcadores levam os títulos; o homem que os fez leva o respeito de toda a gente que percebeu o jogo.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Jong Utrecht ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Driss Laaouina assinar alguma coisa — um contrato no Jong Utrecht ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Jong Utrecht podem fingir não ter ouvido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Dennis Man treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Jong Utrecht admitiria. Nota-se aos sábados.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Jong Utrecht terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Jong Utrecht não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
76 dias de fora para Žan Kovačevič depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Twente vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Twente, e não vai ser retirado.
Daan Rots esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Utrecht fica com o seu homem, e o Twente volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Twente sobre quem trabalha
Alvos de mercadoUm empréstimo de Martín Satriano está em marcha
A proposta do Twente por Driss Laaouina foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Jong Utrecht não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Owen Klaassen pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
Verba acordada, salário acordado, e o Kryvbas à espera com uma camisola. No Jong Utrecht ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O telefone voltou a tocar por causa de Driss Laaouina, e desta vez do outro lado está o Twente. No Jong Utrecht ouvem com educação e não prometem nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Jong Utrecht, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O Jong Utrecht fez saber ao mercado que Kenneth Weghorst está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Jong Utrecht sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A proposta do Den Bosch por Kayden Wolff foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Jong Utrecht, e não vai ser retirado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Oleksandr Yatsyk não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Jong Utrecht a ouviu como outra coisa.
Lucas Rosa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong Utrecht já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Jong Utrecht, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Donny van der Lijcke estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Oleksandr Yatsyk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Lilian Raolisoa pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Jong Utrecht, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Jong Utrecht não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Santiago Moya
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Jong Utrecht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Donny van der Lijcke estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Kayden Wolff treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong Utrecht já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Jong Utrecht terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Kenneth Gakpo sai dessa comparação dentro da equipa, e o Jong Utrecht beneficiou de cada uma dessas tardes.
Em resumo
O bancoKayden Wolff pede uma conversa com o treinador
7.82, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Groningen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo12/03/2033
O Groningen torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel14/03/2033
Palavras no treino do Groningen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Costinha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gijs Smal, e o treinador deixou.
O golo que pôs o ADO Den Haag na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Groningen empatou, 3 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
A proposta do Plateau United por Aminu Mohammed foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ole Enersen será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Groningen as despedidas começaram em silêncio.
Jogo29/01/2033
Ninguém quer jogar contra o Groningen neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Valentin Vidal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel31/01/2033
Costinha desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Groningen perguntou e o Feyenoord disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do Twente por Nikolas Polster foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.97 para o resto.
O telefone voltou a tocar por causa de Emile Doucouré, e desta vez do outro lado está o FC Eindhoven. No Jong Utrecht ouvem com educação e não prometem nada.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Tijs Velthuis. 1‑0 sobre o TOP Oss, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Jogo03/01/2033
A meio da época: o Jong Utrecht está no 15.º lugar
18 pontos à viragem. A primeira volta de uma época é uma promessa; a segunda é uma fatura, e a cidade está prestes a descobrir qual das duas foi esta.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Driss Laaouina está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 14 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Emile Doucouré será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
Nikolas Polster esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
12 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o FC Eindhoven foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Driss Laaouina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.82 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Lilian Raolisoa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Notas dos jogadores13/12/2032
Driss Laaouina jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.24. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 14 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Naj Lulić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Jong Utrecht admitiria. Nota-se aos sábados.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Jong Utrecht sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Jong Utrecht terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Em resumo
MercadoAmier Hassan colocado na lista de transferências
Não se vê o fim da espera do Jong Utrecht por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Jong Utrecht tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tijs Velthuis será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Jong Utrecht, e não vai ser retirado.
Nikolas Polster e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
18 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Teun Simons está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Utrecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nikolas Polster e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Jong Utrecht vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Driss Laaouina subiu nela.
Ninguém no Jong Utrecht sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Adam Attallihi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
A série chega a 6 e as perguntas em torno do Jong Utrecht já não são delicadas.
Notas dos jogadores25/10/2032
Um golo de defesa dá a vitória ao Jong Utrecht — 7.93
1 para Driss Laaouina, avaliado com 7.93, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Lilian Raolisoa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Adam Attallihi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Telstar marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Driss Laaouina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Jong Utrecht pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Naj Lulić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel18/10/2032
Adam Attallihi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Steven Simons e o Jong Utrecht acertam mais 3 anos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Driss Laaouina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Utrecht as despedidas começaram em silêncio.
Jerry St. Juste e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Jong Utrecht sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.