“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Siah Jamegan pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Amirmehdi Heydari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel31/03/2036
Palavras no treino do Siah Jamegan sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pejman Pouraliganji está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a gente no Siah Jamegan viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 36 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Siah Jamegan foi explícito quanto à situação de Masoud Pouraliganji, o que é mais do que muitos recebem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Pejman Pouraliganji produziu-o, e o 8.31 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Milad Khodadad e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/01/2036
Palavras no treino do Siah Jamegan sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pejman Pouraliganji está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Siah Jamegan perguntou e o Malavan disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Pejman Pouraliganji. 2‑0 sobre o Saba, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Jogo19/01/2036
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Siah Jamegan. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Ramin Taremi podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Siah Jamegan, e não vai ser retirado.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Sepahan ninguém diz, e no Siah Jamegan ninguém gosta de estar a adivinhar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Stéphane Blanc e o Siah Jamegan acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O novo treinador do Siah Jamegan já trabalhou com Milad Khodadad e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O novo treinador do Siah Jamegan já trabalhou com Milad Khodadad e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel31/12/2035
Ashkan Noorafkan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 7.25, e nenhuma delas entrará num resumo.
Plantel31/12/2035
Amir Karimi sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
O banco31/12/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Ramin Taremi a uma sala que já as tinha ouvido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Milad Khodadad esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Yonatan Gilboa e o Siah Jamegan acertam mais 3 anos.
O novo treinador do Siah Jamegan já trabalhou com Milad Khodadad e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém no Siah Jamegan dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Verba acordada, salário acordado, e o Hapoel Acre à espera com uma camisola. No Bnei Yehuda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bnei Yehuda podem fingir não ter ouvido.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Bnei Yehuda fez a parte difícil com o Maccabi Tel Aviv, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Maccabi Tel Aviv ninguém diz, e no Bnei Yehuda ninguém gosta de estar a adivinhar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Franko Siegler estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Bnei Yehuda vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bnei Yehuda falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O negócio com o Maccabi Tel Aviv está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Itai Ben-Shabat esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Franko Siegler e o Bnei Yehuda acertam mais 4 anos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Maccabi Tel Aviv fica com o seu homem, e o Bnei Yehuda volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel05/06/2034
Palavras no treino do Bnei Yehuda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Franko Siegler está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Perguntou-se ao Maccabi Tel Aviv se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Em resumo
O bancoTamir Berman perde o treinador que acreditava nele