“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Siah Jamegan, e não vai ser retirado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Siah Jamegan falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Matteo Dagasso esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco25/01/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Morteza Cheshmi a uma sala que já as tinha ouvido.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Siah Jamegan, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 124 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Jogo28/11/2026
Não se vê o fim da espera do Siah Jamegan por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Siah Jamegan tem de arrancar um resultado de algum lado.
Karim Gholizadeh e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel30/11/2026
Karim Ghoddos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Morteza Cheshmi não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Siah Jamegan também ninguém o escondia.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Siah Jamegan disse a Mohammad Ebrahimi que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Dribles concretizados: 33. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Notas dos jogadores02/11/2026
Karim Gholizadeh, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.88
Um 7.88 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Matteo Dagasso esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.00 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Siah Jamegan têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Karim Gholizadeh tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Karim Gholizadeh. 1‑0 sobre o Esteghlal Ahvaz, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Plantel02/11/2026
Mohammad Ebrahimi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Siah Jamegan coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Plantel26/10/2026
Karim Ghoddos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Saman Mohammadi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Ehsan Rezaeian lesiona os ligamentos do joelho — 36 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 36 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dois golos e um 9.13 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Plantel05/10/2026
22 dias de fora para Ali Noorafkan depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Siah Jamegan vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Karim Gholizadeh e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Karim Ghoddos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco05/10/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Morteza Cheshmi, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
O Tractor pagou $3.3M e o Siah Jamegan aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
$290.0K em cima da mesa do Esteghlal Khuzestan. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Karim Gholizadeh esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Karim Ghoddos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Saman Mohammadi. 2‑0 sobre o Gostaresh Foulad, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.