«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sliema Wanderers podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sliema Wanderers coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marcelo está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jacques Bayo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Sliema Wanderers ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Tokollo Makgolane apontou a data.
Umas palavras na língua, um amigo no cabide ao lado, e um centro de treinos que deixou de parecer estrangeiro. Nada mensurável, e tudo visível aos sábados.
Nikolai Micallef lesiona os ligamentos do joelho — 16 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 16 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luke Montebello estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco15/03/2027
Henry Bonello tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Sliema Wanderers dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Uroš Đuranović assinar alguma coisa — um contrato no Sliema Wanderers ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Sliema Wanderers admitiria. Nota-se aos sábados.
17 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sliema Wanderers perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Teddy Teuma e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco15/02/2027
Henry Bonello tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Sliema Wanderers dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Uroš Đuranović assinar alguma coisa — um contrato no Sliema Wanderers ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 9.85 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Sliema Wanderers e o Marsaxlokk, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nikos Karelis. 4‑2 sobre o Marsaxlokk, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Henry Bonello, e o treinador deixou.
Notas dos jogadores28/09/2026
Marcelo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.13. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Marsaxlokk tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Murilo Henrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jean Borg, e o treinador deixou.
O banco14/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Tristan Micallef saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
A formação existe exatamente para esta manhã. Michael Attard passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Justin Cauchi é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Mark Cutajar passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Mario Borg está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jean Borg estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.